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quarta-feira, julho 25, 2018

Exposição no MNE - Para Além do Dever, a Diplomacia e o Holocausto


O Ministério dos Negócios Estrangeiros e a Embaixada de Israel em Portugal organizaram uma homenagem conjunta alusiva aos diplomatas reconhecidos como “Justos entre as Nações”, que evoca a coragem de 36 diplomatas de 20 países que correram inúmeros riscos para salvar judeus que tentavam escapar ao extermínio Nazi. 
Exposição“Para Além do Dever – Diplomatas Reconhecidos como Justos entre as Nações”
Datas:  Julho 2018 
Local:    Palácio das Necessidades,  Lisboa
Instituto Diplomático (por convite)
DAB - Divisão de Arquivo e Biblioteca, dab@mne.pt
A lista dos diplomatas homenageados inclui dois portugueses: Aristides de Sousa Mendes, Cônsul-Geral em Bordéus, e Carlos Sampaio Garrido, Embaixador na Hungria. O reconhecimento como “Justos entre as Nações” é atribuído pelo Yad Vashem, Memorial do Holocausto de Jerusalém, aos não judeus que chegaram a arriscar a própria vida para salvar, proteger ou ajudar judeus durante a II Guerra Mundial. 

Embora não incluído no rol dos "Justos", os oradores também prestaram tributo a Carlos Teixeira Branquinho, Encarregado de Negócios em Budapeste. Ao todo, estes três diplomatas portugueses conseguiram salvar a vida a dezenas de milhares de refugiados, principalmente judeus.
Em paraledo realizou-se uma conferência, a  19- julho-2018, que teve como oradores o Ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, a Embaixadora de Portugal na República Checa, Manuela Franco, e o Embaixador de Israel em Portugal, Raphael Gamzou. 

A Conferência que precedeu a inauguração da exposição sobre os Justos, não só portugueses, e que está aberta ao público no MNE. Excelentes intervenções, em que Aristides de Sousa Mendes e o seu acto heróico foi muito celebrado, neste dia do seu nascimento. 

Telavive recebe exposição sobre Sousa Mendes, de Maio a 11-Outubro 2018



A Exposição “
Aristides de Sousa Mendes. O Cônsul Português em Bordéus” tem recebido grande  interesse demonstrado pelo público nas primeiras semanas de exibição. 
Datas:   de 11-Maio a 11-Outubro 2018   
Local:    Brender-Moss Library of Social Sciences, Management and Education da Universidade de Telavive 
Esta exposição pretende divulgar a ação humanitária de Aristides de Sousa Mendes junto da comunidade académica, na sequência das comemorações do Dia do Holocausto, assinalado a 11 de abril de 2018.
A iniciativa está a cargo do Leitorado do Camões, I.P. na Universidade de Telavive e da Embaixada de Portugal.



Em paralelo, realizou-se uma conferencia também em Telavive com Avraham Milgram do YAD VASHEM a 18-Junho-2018 sobre as acções dos Justos portugueses 

domingo, janeiro 17, 2016

Casa de SOUSA MENDES em Cabanas de VIiriato parte da rede CASAS com VIDA

A casa que pertenceu ao cônsul português Aristides de Sousa Mendes, em Cabanas de Viriato, Carregal do Sal, foi distinguida pela Fundação Raoul Wallenberg, uma instituição que responde pelo nome de um arquiteto sueco que se tornou famoso pelos seus esforços no resgate de dezenas de milhares de judeu da Hungria, ocupada pelos nazis durante o Holocausto. O imóvel, que, neste momento, se encontra em obras, recebe a distinção internacional “Casas de Vida”. A candidatura foi feita por João Crisóstomo, um imigrante português nos Estados Unidos e ativista pela memória do cônsul português há quase duas décadas.
“É uma grande honra informar que o programa ‘Casas de Vida’, promovido pela Fundação Internacional Raoul Wallenberg, aceitou oficialmente a sua proposta para declarar como ‘Casas de Vida’ os locais onde Aristides de Sousa Mendes ajudou a salvar a vida de inocentes durante a Segunda Guerra Mundial”, escreveu o diretor da fundação, Jesús Colina, numa carta a João Crisóstomo.
Além da Casa do Passal, recebem a mesma honra os edifícios que acolheram os consulados portugueses em Bordéus e em Bayonne, em França, onde foram processados os vistos. As placas comemorativas serão descerradas em junho e julho do próximo ano, durante uma viagem a França, Espanha e Portugal, organizada pela Sousa Mendes Foundation, com sede nos Estados Unidos.
“Estamos comovidos por saber que vão participar nestas cerimónias sobreviventes e as suas famílias, bem como membros da família de Sousa Mendes e historiadores do Holocausto, que são tão centrais para transmitir esta história à próxima geração”, explicou o responsável.
A Casa do Passal, classificada como Monumento Nacional em 2011, atravessa neste momento uma primeira fase de obras, orçadas em 400 mil euros, que evitaram a sua ruina. Segundo a Direção Regional de Cultura do Centro (DRCC), depois desta primeira fase, haverá verbas comunitárias para prosseguir o sonho de ali criar um museu.

terça-feira, março 31, 2015

Aristides de Sousa Mendes, Washington, DC, 19-April

Sousa Mendes no Jardins dos Justos, Washington, DC 
Garden of the Righteous 2015
Honoring the Memory of
Aristides de Sousa Mendes from Portugal
Featuring Live Musical Oratorio Presentation
with Cantor Brown
Sunday, April 19 @ 10am

For this year's annual Garden of the Righteous program, Adas Israel is proud to honor 
Mr. Aristides de Sousa Mendes. Mendes was the Portuguese Consul-General in Bordeaux, France, when the Germans invaded in 1940. When Sousa Mendes received a delegation of refugees at the consulate, Mendes decided to disobey his government’s explicit instruction and promised transit visas to everyone in need. In June 1940, Mendes issued some 30,000 visas, including about 10,000 to Jews. This heroic feat was characterized by renowned Israeli Holocaust historian Yehuda Bauer as “perhaps the largest rescue action by a single individual during the Holocaust.”

The Adas Israel Garden of the Righteous is a beautiful reminder of numerous acts of decency and daring performed by many non-Jews in the midst of one of the most tragic moments in human history.  The entire community is cordially invited to join us for this moving event. 

The Sousa Mendes Foundation is participating actively in this important event, as well as various descendents of Aristides de Sousa Mendes and of the refugees he saved. 


A new musical composition or Oratorio by Neely Bruce will be premiered. 

sábado, janeiro 10, 2015

Joaquim Carreira declarado Justo entre as Nações

Israel: Padre Joaquim Carreira declarado “Justo entre as Nações”

O padre português Joaquim Carreira foi vice-reitor e reitor do Colégio Pontifício Português entre 1940 e 1954. Foi nesse período durante a segunda guerra mundial que concedeu abrigo a hebreus. O monsenhor Joaquim Carreira ofereceu abrigo a várias pessoas perseguidas pelos nazis, incluindo três membros da família Cittone. No relatório da atividade do Colégio, o padre Carreira escreveu: “Concedi asilo e hospitalidade no colégio a pessoas que eram perseguidas na base de leis injustas e desumanas”.
Joaquim Carreira passa a ser o quarto português a ser declarado Justo. Além dele, já tinham sido declarados Aristides de Sousa Mendes, o cônsul português em Bordéus que, desobedecendo às ordens de Salazar, atribuiu vistos a mais de 10 mil judeus que fugiam dos nazis; Carlos Sampayo Garrido, embaixador de Portugal na Hungria, que terá salvo uns mil judeus, atribuindo-lhes documentação portuguesa e colocando-os a salvo em casas da embaixada; e José Brito Mendes, operário português casado com uma francesa e residente em França, e que salvou uma menina, filha de judeus.
O ‘Yad Vashem’, Memorial do Holocausto de Jerusalém, decidiu agora outorgar-lhe o título de ‘Justo entre as Nações’. A declaração do Yad Vashem foi divulgada na quinta-feira dia 11 pelo blogue especializado em temática religiosa ‘Religionline’ num artigo assinado pelo jornalista António Marujo que aqui disponibilizamos:
http://religionline.blogspot.pt/2014/12/padre-joaquim-carreira-o-quarto.html

domingo, julho 06, 2014

Obras na Casa do Passal

Contra as nuvens carregados de chuva de verão, a  bandeira portuguesa no topo da grua dá um sinal de esperança de virmos a ter, nesta década,  um memorial a Aristides de Sousa Mendes na sua Casa do Passal em Cabanas de Viriato.  

Isto depois de Aristides de Sousa Mendes ter sido reconhecido como Justo entre as Nações pelo Yad Vashem em 1966 e pela Assembleia da República em 1988.


quarta-feira, janeiro 04, 2012

Todos heróis, todos iguais

Uma história diferente de um salvamento do outro lado do mar...

Honoring All Who Saved Jews

By EVA WEISEL, Published: NY Times  December 27, 2011

segunda-feira, abril 25, 2011

Carlos Sampaio Garrido reconhecido pelo YAD Vashem

YAD VASHEM
The Holocaust Martyrs` and Heroes` Remembrance Authority
ולגבורה לשואה הזיכרון רשות, המחלקה לחסידי אומות העולם

Righteous Among the Nations Honored by Yad Vashem, as of 1 January 2011

Portugueses reconhecidos como JUSTOS


email: righteous.nations@yadvashem.org.il

Ver notícia de homenagem a Carlos Sampaio Garrido e Alberto Branquinho pelo salvamento de judeus na Hungria em 1944
Ver Sampaio Garrido, o outro Justo Português, artigo de Esther Mucznick e artigo sobre José Brito Mendes

quinta-feira, junho 17, 2010

Dia da Consciência recorda os actos dos Justos

Hoje, 17 de Junho, é o 70º aniversário do dia de Junho 1940 em que Aristides de Sousa Mendes decidiu seguir a sua consciência e tentar "salvá-los a todos", os refugiados que se acumulavam à porta do Consulado de Portugal em Bordéus desesperados por um visto que lhes permitisse sair da França em capitulação face ao blitzkrieg nazi, e atravessar a Espanha encerrada para alcançar o refúgio seguro em Portugal.
No dia seguinte, 18 de Junho de 1940, o Charles de Gaulle transmite o histórico apêlo à resistência na BBC.
Os Justos entre as Nações, (Righteous Among the Nations)  são pessoas reconhecidas por se terem arriscado, neste contexto de guerra e violência, e a salvar judeus vítimas de perseguição durante o Holocausto da Segunda Guerra Mundial.
Passados 70 anos, continuamos a recordar os actos de consciência e coragem dos Justos, que souberam e puderam resistir activamente às piores praticas de persiguição e de genocídio.
Na lista dos Justos estão inscritos mais de 22 000 pessoas de 44 países,  cujas histórias foram devidamente documentadas por Yad Vashem. Sabe-se também que muitos outros terão ajudado, em pequenos actos de bondade mais ou menos anónimos.
Os Justos portugueses e brasileiros são:
Aristides de Sousa Mendes, Cônsul de Portugal em Bordéus, Junho 1940, salvou cerca de 30 000 pessoas, incluindo 10 000 judeus, reconhecido em 1966
José Brito Mendes, emigrante em Paris, França, 1943, salvou uma criança judia filha de vizinhos judeus que tinham sido deportados, reconhecido em 2004
Luís de Souza Dantas, Embaixador do Brasil na França, 1943, reconhecido em 2003
Aracy de Carvalho-Guimarães Rosa, ajudou muitos judeus a entrarem no Brasil, reconhecida em 1982
http://www.yadvashem.org/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Yad_Vashem#Os_Justos_Entre_as_Na.C3.A7.C3.B5es

terça-feira, junho 15, 2010

HUMANISTAS BRASILEIROS E O DIA MUNDIAL DA CONSCIÊNCIA

Missa em Acção de Graças pelo DIA DA CONSCIÊNCIA e pela COMUNIDADE PORTUGUESA no Estado do Ceará, celebrada da pelo Revº. Padre Fabrício Damasceno, numa iniciativa do Vice-Consulado de Portugal
Data: quinta-feira, 17. Junho. 2010, 18:30 horas
Local: Igreja das Irmãs Missionárias (Av. Rui Barbosa, 1246), Fortaleza (CE)
Esta iniciativa surgiu com o objectivo de homenagear o Cônsul-Geral de Portugal em Bordéus, na França, Aristides de Sousa Mendes, que, em 1940, quando da II Guerra Mundial, com uma simples caneta e um carimbo, salvou mais de 30 mil vidas humanas, das quais 10 mil eram judeus, da morte certa nas garras das tropas nazis e do Holocausto.
Como é óbvio, esta homenagem envolve, também, todos os diplomatas e não-diplomatas, que, durante o período da II Guerra Mundial, salvaram e protegeram vidas humanas da barbárie germanófila e da loucura obstinada de um Adolfo Hitler, que culminou com os horrores do Holocausto.
...
Das pesquisas efectuadas, para grande surpresa e estupefacção minhas, constato que, para além de Portugal, o Brasil, no período da II Guerra Mundial, também teve os seus heróis e humanistas: Embaixador Luiz Martins de Souza Dantas e Dona Aracy Moebios de Carvalho Guimarães Rosa, ainda viva, em São Paulo, os quais se evidenciaram pelos seus feitos, em Vichy, na França, e Hamburgo, na Alemanha, respectivamente.

O Brasil, para os que não sabem ou que ainda persistem em fazer crer que desconhecem, também, teve os seus heróis e humanistas. Inclusive, já homenageados, honrados e prestigiados, a nível internacional, fora das suas fronteiras. No entanto, mau grado o silêncio a que têm estado sujeitos, fica-se, os factos assim o demonstram, salvo muito raras excepções, com a percepção de que o Brasil não conhece os seus heróis e, como tal, não os honra nem lhes dá o devido relevo.

Se os homens não se medem aos palmos, em boa verdade, importa ter presente de que ninguém nasce herói! Quaisquer comparações, relativamente aos seus feitos gloriosos, poderá correr o risco de serem abusivas.
O Embaixador Luiz Martins de Souza Dantas e Dona Aracy Moebios de Carvalho Guimarães Rosa apesar das circunstâncias e das limitações em que intervieram, tiveram uma intervenção activa, dado que ambos, desobedecendo e contrariando, ainda que rodeados de algumas precauções, as ordens iníquas e ditatoriais do presidente Getúlio Vargas e do Itamaraty.
Importa ter presente que o presidente Getúlio Vargas, quando, em 1937, foi instaurada a ditadura do Estado Novo no Brasil, fechou o Congresso Nacional e passou a governar por decretos-lei, dando corpo a um regime autoritário e repressivo, de certa forma, inspirado no fascismo... ver texto integral aqui
Brasil, Fortaleza (CE), 6. Junho.2010
Por Paulo M. A. Martins, Jornalista, paulo. m. a. martins...gmail.com
Fonte: A Martins http://sol.sapo.pt/blogs/afonsomartins/

As listas dos Souza - O Globo

Diplomatas brasileiro e português que salvaram mais de 30 mil perseguidos do Holocausto durante a Segunda Guerra são agora lembrados O Globo, 12/Junho/2010 , por Christine Lages

RIO - Eles tinham a mesma profissão, morreram com um intervalo de duas semanas, e falavam a mesma língua, principalmente quando se tratava dos direitos humanos. Na França em tempos de Segunda Guerra Mundial, o Embaixador brasileiro Luiz Martins de Souza Dantas e o Consul português Aristides de Sousa Mendes não eram próximos, mas suas trajetórias os uniram após a morte, e deram chance a milhares de pessoas de viver sem a perseguição. Responsáveis pela emissão de vistos no momento em que a Alemanha de Adolf Hitler invadia o país onde representavam Brasil e Portugal, eles criaram uma espécie de Lista dos Souza com a qual permitiram a entrada de mais de 30 mil estrangeiros em seus países. Nesta quinta-feira, o ato dos dois diplomatas será lembrado em cerimônias católicas e judaicas em diversas partes do mundo, incluindo Vaticano, Brasil e Estados Unidos.
( Teste seus conhecimentos sobre os diplomatas! )
( Reconhecimento internacional por ajudar os refugiados do nazismo )
Não há registro de que Dantas soubesse do feito de Mendes, e vice-versa. Embora os dois tenham trabalhado na mesma época na França, as emissões eram feitas de forma secreta e sem qualquer tipo de cobrança por parte dos diplomatas. Não havia discriminação: brancos, negros, católicos, judeus, ricos, pobres, intelectuais, homossexuais. A maioria dos perseguidos que conseguiu chegar aos embaixadores no momento certo obteve visto para o Brasil, para Portugal, ou para os dois, já que para chegar ao Rio de Janeiro muitos precisavam de uma permissão de trânsito para Portugal, de onde saíam navios para a América do Sul.
Embaixadores caíramno esquecimento
Nascido no Rio em 1876, Souza Dantas teve uma trajetória brilhante como diplomata: aos 21 anos ingressou no Ministério das Relações Exteriores e percorreu todos os postos da carreira diplomática, serviu em diversas capitais do mundo, foi nomeado durante a Primeira Guerra Mundial ministro interino das Relações Exteriores, e representou o Brasil em Roma em 1919, três anos antes de assumir o posto na capital francesa. Seu jeito sociável de ser - era um famoso solteirão, frequentador assíduo do teatro da "Comédie-Française", e grande promotor de jantares políticos - o tornou conhecido em Paris e Vichy. Mas seu nome caiu no esquecimento após enfrentar inquérito administrativo do governo de Getúlio Vargas pela concessão de alguns vistos diplomáticos a estrangeiros entre junho de 1940 e janeiro de 1941.
- Ele emitiu centenas de vistos (cerca de mil), mas quando soube que estava sendo processado, achou que fosse pelas centenas. Na verdade, eram só uns 12 vistos. Então, escreveu: "Fiz o que teria feito com a nobreza d'alma dos brasileiros, movidos pelos mais elementares sentimentos de piedade cristã" - lembra Fábio Koifman, historiador e professor de Relações Internacionais na UFRRJ, que dedicou três anos ao livro "Quixote nas trevas", no qual conta a história de Souza Dantas.
Consul português em Bordeaux entre 1938 a 1940, Sousa Mendes teve seu destino ligado ao de outras cerca de 30 mil pessoas. Responsável pela emissão de vistos na cidade francesa, ele salvou os milhares de refugiados, entre eles 10 mil judeus, num período de dez dias. Filho de uma família católica, conservadora e monárquica, o português foi obrigado a deixar o corpo diplomático de seu país e terminou a vida na miséria.
- Quando falo de um, falo sempre do outro. Os dois foram grandes humanistas e sofreram consequências sérias por isso. Tiveram muito em comum na vida: honestidade e coragem de tomar decisões difíceis, mesmo que não fosse exatamente de acordo com a lei. Quando a guerra começou, os dois estavam na França e os dois fizeram algo de especial, tentando ajudar os refugiados, especialmente os judeus - diz João Crisóstomo, um português residente em Nova York que abraçou a causa dos embaixadores e há mais de dez anos vem lutando para reavivar seus nomes. Refugiados lembram embaixador brasileiro
Nas listas dos Souza, refugiados de diversas origens. Alguns ficaram conhecidos, como o economista e ex-embaixador dos Estados Unidos na França Felix Rohatyn, de 82 anos, famoso por ajudar a recuperar a cidade de Nova York da crise dos anos 1970. A viagem de Rohatyn até a estabilização de sua família levou dois anos. Aos 12 anos, em 1940, ele conseguiu - ao lado dos pais - o visto dado por Dantas.
- Eu tinha 13 anos quando finalmente consegui chegar ao Brasil. Viajamos da França para o Marrocos, depois para Lisboa e só depois para o Brasil. Em junho de 1942, após viver no Brasil por um ano, finalmente chegamos a Nova York, para o nosso alívio. Esses dois anos foram cansativos e, muitas vezes, difíceis - conta o investidor, acrescentando que, do Rio, lembra da escola e dos jogos de futebol que assistia com o pai.
Rohatyn lembra que só aos 76 anos descobriu que Souza Dantas foi o responsável por seu visto. E quem contou a novidade para o economista foi Crisóstomo, que, ao ler o livro de Fábio Koifman, descobriu que o Rohatyn - também residente em Nova York - estava entre os refugiados salvos pelo brasileiro.
- Ele achava que havia sido salvo por outro embaixador. Ficou emocionado e muito surpreso com a história. Aos 76 anos, descobriu quem havia sido o salvador da vida dele - conta Crisóstomo.
- Sou extremamente grato pela memória do embaixador Souza Dantas, bem como dos outros embaixadores que ajudaram refugiados judeus - acrescenta Felix Rohatyn.
Hoje com 103 anos, a belga Hanna Strozemberg chegou ao Brasil com o marido e o cunhado, com a ajuda do embaixador brasileiro. Ela lembra que Souza Dantas, que emitiu muitos dos vistos diplomáticos sentado em restaurantes ou hotéis franceses, não aceitava nada em troca.
-- O Souza Dantas nos falou que nos deu um visto pré-datado porque havia recebido um telegrama (do Itamaraty) para não dar vistos para judeus. Meu marido chegou com os irmãos e falou para o Souza Dantas que queria oferecer um presente para ele. E ele disse: "Não, se você quer oferecer, ofereça para a Cruz Vermelha. Eu não aceito."
Fonte: O Globo , extra.globo.com, http://aeiou.expresso.pt/as-listas-dos-souza=f588150

quarta-feira, julho 01, 2009

Remembrance Task Force reconhece Sousa Mendes

O acto de consciencia Aristides Sousa Mendes em 1940, que salvou milhares de refugiados em Bordeus foi o motivo para que Portugal fosse admitido no «TASK FORCE FOR INTERNATIONAL COOPERATION ON HOLOCAUST EDUCATION, REMEMBRANCE AND RESEARCH» mais conhecido por «INTERNATIONAL TASK FORCE».
Este grupo de trabalho foi criado em 1998 para que o Holocausto nunca seja esquecido, nem repetido, e que ao contrário, se saiba sempre mais sobre o tema e sobre as pessoas que desempenharam papeis positivos, os Justos tais como Sousa Mendes.
No início de 2009, Portugal aderiu como observador da Task Force que está sob a presidência da Noruega.

Na cerimónia que teve lugar na Embaixada da Austria em Lisboa a 25-Junho, estiveram presentes membros do corpo diplomático e do Governo português, da Comunidade Israelita de Lisboa (CIL), da Fundação Aristides Sousa Mendes e do Museu Virtual ASM.
Os Embaixadores da Austria, Noruega e Israel salientaram o papel desempenhado pela Fundação ASM e CIL e MVASM no domínio da educação, afirmando que foi determinante para a admissão de Portugal no grupo.

Eis mais um argumento em favor da criação de um Museu e Centro de Memória e de estudo dos direitos humanos na Casa do Passal em Cabanas de Viriato .

A Task Force tem grupos de trabalho sobre projectos de investigação, informação e educação e eventos e locais de memória.

has also established working groups in regard to memorials, information projects, research, and education. VER http://www.holocausttaskforce.org/
Fonte: Zoe, http://lobadasestepes.blogspot.com/2009/06/aristides-de-sousa-mendes.html

quarta-feira, junho 13, 2007

Le Juste de Bordeaux

Aristides de Sousa Mendes continua a ser reconhecido como o Justo de Bordéus, que associa cada vez mais a sua memória à cidade francesa onde têve o seu último cargo diplomático.
Segundo o projecto Visas for Life e os investigadores de YAD VASHEM, Sousa Mendes foi um dos diplomatas que mais pessoas salvou durante a Segunda Guerra Mundial.
O projecto Visas for life anunciou que o YAD VASHEM reconheceu como Justo entre as Nações o Padre Gennaro Verolino (mais tarde Monsenhor e Cardeal), diplomato do Vaticano em Budapeste, Hungria, em 1944-1945.

sábado, dezembro 16, 2006

Père Marie-Benoit em Yad Vashem há 40 anos


A 1-Dezembro-2006, YAD VASHEM, a autoridade israelita reconheceu Père Maria-Benoit como Justo entre as Nações (Righteous among Nations) pela sua coragem ao salvar cercad de 4000 judeus.

Pierre Péteul nasceu em 1895 e tomou o nome religioso de Marie-Benoit. Ele vivia no sul da França e ajudou a passar judeus para Espanha.

Foi também em 1940 que o YAD VASHEM reconheceu os actos heroicos de Aristides de Sousa Mendes

Ver http://www2.blogger.com/www.ofmcap.org
Ver também Pai dos Judeus em http://antoniopovinho.blogspot.com

Todos beneficiamos ao recordar os exemplos dos homens bons.