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domingo, maio 20, 2018

Encontros de Autor 2018: Descendente de refugiados de Sousa Mendes conta a história da sua família, 6-Junho

Joan  Halperin, responsável pelo serviço educativo da Sousa Mendes Foundation, é filha e neta de refugiados que conseguiram salvar-se graças a vistos concedidos por Aristides de Sousa Mendes.  Ela conta a história dramática do salvamento de parte da sua família da Polónia para Portugal e para os Estados Unidos no seu livro "My Sister's Eyes” A Family Chronicle of Rescue and Loss During World War II" (2017).  (http://www.mysisterseyes.com/theauthor/ ).
Joan Halperin vai estar em sessões de autor e vai autografar o seu livro em  Cabanas de Viriato, Carregal do Sal, Porto, Figueira da Foz, Lisboa e Estoril.  
  
Data:   Quarta-feira,  6-Junho-2018, 10h30
Local:  Sala de Grandes Grupos, Escola Secundária, Carregal do Sal

Encontro com a Autora: Joan Halperin, My Sister’s Eyes
Organização: Sousa Mendes Foundation e Agrupamento de Escolas de Carregal do Sal, Projeto  DEVER de MEMÓRIA-Projeto UNESCO AECS
Joan Halperin vai ler do seu livro com os alunos do 9º ano que vão apresentar os seus próprios trabalhos.
O projeto Dever de Memória distingue-se pela filosofia de trabalho de professores de Inglês, de história e de artes visuais de “dentro para fora”, numa ótica de partilha do património histórico-cultural e da identidade locais, a partir da figura de Aristides de Sousa Mendes, promovendo valores universais.
Ver http://sousamendesfoundation.org/atdblog/wp-content/uploads/2017/04/SistersEyesRG_SMF_PREVIEW.pdf

sábado, janeiro 07, 2012

RTP - ARISTIDES DE SOUSA MENDES, O CÔNSUL INJUSTIÇADO


RTP - ARISTIDES DE SOUSA MENDES, O CÔNSUL INJUSTIÇADO

Aproveitem para ver o documentário hoje à meia-noite na RTP Memória.

A história de um homem que salvou milhares de judeus e de outros refugiados.

É a história do Cônsul de Portugal em Bordéus, Aristides de Sousa Mendes, que, em Junho de 1940 e desobedecendo às ordens emitidas por Salazar, passou e fez passar milhares de vistos a pessoas que fugiam do avanço nazi, entre os quais vários judeus. Considerado por muitos como o maior salvador individual de judeus, depois de Wallenberg, Sousa Mendes foi afastado da carreira diplomática por um processo de duvidosa legalidade e morreu na miséria. Embora em Israel seja tido por um dos "gentios virtuosos" e tenha sido alvo de várias homenagens, só recentemente se procedeu à sua reintegração.

GÉNERO: Documentários

FICHA TÉCNICA:

Realização: Teresa Olga

Autoria: Diana Andringa

Tit. Original: «ARISTIDES DE SOUSA MENDES, O CÔNSUL INJUSTIÇADO»

Próximas Exibições: RTP Memória 2012-01-07 | 00:12h

quarta-feira, novembro 30, 2011

Heróis de Portugal - Sousa Mendes


«Heróis de Portugal Como Nunca Foram Contados», texto de Pedro Marta Santos e ilustrações de Tiago Gonçalves
«O que é um herói? Será alguém que sofreu e superou algum tipo de provação, como Nun´Álvares Pereira, herói de Aljubarrota, ou Fernão Magalhães, obstinado em provar que se podia, por mar, dar a volta ao mundo?

Ver mais livros sobre Sousa Mendes  http://amigosdesousamendes.blogspot.com/search/label/livros

Bibliografia de livros e publicações sobre Sousa Mendes
Mais recursos sobre Sousa Mendes 



terça-feira, 29 de Novembro de 2011 

Pedro Marta Santos escreve sobre 19 heróis nacionais


«Heróis de Portugal Como Nunca Foram Contados», texto de Pedro Marta Santos e ilustrações de Tiago Gonçalves, é o Clube do Livro SIC/Guerra & Paz do mês de Novembro.
E não será herói Luís de Camões, que sobre si mesmo se fecha para escrever «Os Lusíadas»?
Ou Aristides Sousa Mendes por ter preferido seguir um imperativo ético em vez de se submeter ao poder de Salazar?

Neste tempo de descrença e pessimismo, Pedro Marta Santos dá-nos, com emoção e verdade, a história de 19 Heróis da História de Portugal. São 19 histórias que nos contam a História como nunca tinha sido contada.

«Heróis da História de Portugal» é o livro do reencontro com as nossas figuras maiores: com as aventuras e com as suas imagens. Uma obra para ser lida pelo grande público, com uma linguagem que vai reconciliar os estudantes com a História»

Fonte: http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=4&id_news=545053

segunda-feira, abril 25, 2011

Nomes e Olhares para a Memória e o Ensino da Shoah

O Projecto N.O.M.E.S. (Nomes e Olhares para a Memória e o Ensino da Shoah)

Sandra Costa, Portugal

O Projecto N.O.M.E.S. (Nomes e Olhares para a Memória e o Ensino da Shoah) foi concebido tendo por base a filosofia educativa da Escola Internacional para o Estudo do Holocausto, integrada no Yad Vashem, cuja prioridade é a personificação das vítimas: dar um rosto, um nome e uma história a cada uma delas. Assim, durante o desenrolar deste projecto, pretendeu-se ensinar a Shoá através de relatos humanos a um grupo de 37 alunos do 12.º Ano da Escola Secundária de Vilela (Paredes, Portugal) para que se possa perceber que não é de números que se trata quando se fala da “Solução Final do problema judeu” mas de seres humanos.

II Exposição e Colóquio «Europa, Memória e Holocausto»
II Exposição e Colóquio «Europa, Memória e Holocausto»

Assim, ao longo do ano lectivo 2009/2010, estes alunos portugueses foram divididos em quatro grupos de trabalho. Um grupo realizou a operação “Apesar de tudo sobrevivemos”: pesquisa de biografias de sobreviventes da Shoá de diferentes nacionalidades e preenchimento de fichas de identificação que agora estão disponíveis, em caixas construídas pelos alunos, para consulta na Biblioteca da Escola. Um segundo grupo organizou a operação “Nós também vivemos a guerra”: um projecto de história oral e local sobre o impacto da 2.ª Guerra Mundial na vida dos portugueses, através da aplicação de um inquérito a uma amostra populacional da área geográfica de influência da escola e a outra amostra da área geográfica do Porto. O resultado deste trabalho foi a produção de um poster com as conclusões comparativas mais relevantes do estudo efectuado. O terceiro grupo realizou a operação “Olhares diversos sobre a Shoá”: um projecto de intercâmbio multicultural e história comparativa sobre a memória do Holocausto, mediante contacto dos alunos portugueses com estudantes estrangeiros (residentes no estrangeiro ou estudantes Erasmus a residir em Portugal), por via electrónica ou presencial. O objectivo era produzir um estudo comparativo sobre conceitos relacionados com o Holocausto, o ensino do Holocausto, a importância da memória do Holocausto… em diferentes países, tendo-se assim produzido três posters com as conclusões do estudo. Finalmente, o quarto grupo desenvolveu a operação “À procura de seis em seis milhões”.

À procura de seis em seis milhões
“À procura de seis em seis milhões”

Tendo por base a história pessoal de Daniel Mendelsohn publicada no livro “Os Desaparecidos: À procura de 6 em 6 milhões”, aos estudantes portugueses foi proposto o desenvolvimento de um projecto de recuperação da memória de seis pessoas que morreram no Holocausto, através do contacto com um familiar dessas pessoas que vivesse em Portugal ou falasse português, por via electrónica. Com a informação recolhida (memórias pessoais dos familiares, fotografias, documentos pessoais, consulta documental em arquivos online) os estudantes construíram uma exposição com 20 cartazes, onde a memória destas pessoas foi recuperada. Este é o catálogo dessa exposição.

Fonte: http://www1.yadvashem.org/yv/en/education/languages/portuguese/sandra_costa.asp

segunda-feira, abril 11, 2011

Autor de livro sobre Sousa Mendes na Academia de Letras e Artes

A Academia de Letras e Artes recebeu Hermínio Cunha Marques e mais oito académicos correspondentes numa cerimónia no Monte Estoril a 7-Abril-2011.

Hermínio Cunha Marques é autor de diversos livros, incluindo um obra em verso dedicada à memória de Aristides de Sousa Mendes. Ele evidenciou o seu bairrismo e o amor às terras da Beira, muito especialmente ao concelho de Carregal do Sal; o empenho, dedicação e lealdade ao serviço da administração pública e da respública em geral; as colaborações jornalísticas; os estudos etnográficos e de investigação histórica.

Já foi reconhecido com medalha de prata de mérito cultural da Câmara Municipal de Carregal do Sal.

quinta-feira, janeiro 20, 2011

Memória do Holocausto nas Bibliotecas a 27-Janeiro-2011

Evento: Cerimónia de Evocação do Dia de Memória do Holocausto
Data: quinta-feira, 27-Janeiro-2011, 18h30
Local: Biblioteca da Assembleia da República
Programa:
• João Rebelo, Presidente do Grupo Parlamentar de Amizade Portugal - Israel
• José Oulman Carp, Representante da Comunidade Israelita em Lisboa
• Ehud Gol, Embaixador do Estado de Israel em Lisboa
• Kathrin Meyer, Secretária-Geral da Task Force for International Cooperation on Holocaust Education
• Jaime Gama, Presidente da Assembleia da República

O Coro da Assembleia da República interpretará as seguintes canções:
The Dreydl Song (tradicional isrealita)
La Rose Enflorece (canção sefardita - Harm: Emílio Reina)
Shalom Chaverim (Israeli Round)

******
Evento: Exposição e documentários
Local: A biblioteca escolar da Escola Beatriz Ângelo na Guarda, cujo patrono é Aristides de Sousa Mendes, vai recordar o holocausto em sua homenagem. Um homem de coragem, Aristides de Sousa Mendes, decidui ajudar aqueles que fugiam da barbárie nazi, e por isso foi punido e ostracizado.
Aristides escolheu “estar com Deus contra os homens “ em vez de “estar com os homens contra Deus” e por isso é um exemplo de dignidade e generosidade
Ver também http://extra.globo.com/noticias/religiao-e-fe/rosiane-rodrigues/holocaustomemoria-sobrevivencia-835277.html
A Biblioteca Municipal de Carregal do Sal tem uma colecção interessante de livros e obras relacionadas com o tema de Aristides de Sousa Mendes. O Catálogo da Biblioteca pode ser consultado aqui.

sábado, janeiro 01, 2011

Discriminação racial e religiosa reflecte motivos económicos

Discriminação racial e religiosa: do mito da pureza do sangue ao mito ariano

No Brasil: Na apresentação do seu livro “Cidadão do Mundo. O Brasil diante do Holocausto e dos judeus refugiados no nazifascismo” em Lisboa, Maria Luiza Tucci Carneiro, historiadora da Universidade de São Paulo referiu a importância dos “estatutos da pureza de sangue” no Brasil, um conceito de discriminação, herdado de Portugal, com raízes na Espanha do século XV.

A historiadora enfatizou que tais teorias favoreceram uma legislação e práticas intolerantes que dividiram as sociedades (de Espanha, Portugal e colónias) em dois segmentos opostos: os puros (limpos de sangue) e os impuros (infectos de sangue).

Isto faz recordar que foi a legislação ibérica que centrou as atenções no estatuto de pureza de sangue, desde que o rei D. Manuel (1495-1521) lançou um decreto real em 1497, conhecido por “édito de expulsão”, para expulsar todas as pessoas judias e mouras das terras portuguesas em nome da purificação e limpeza de sangue. Nesse ano, também foram retirados as filhas e os filhos judeus de seus pais para a educação “cristã”. Aquelas pessoas que não conseguiram sair a tempo do período fixado pelo édito só poderiam permanecer convertidas ao catolicismo, o que fez surgir as categorias de “cristã(ão) nova(o)” e marrano.

O requisito de limpeza de sangue estabelecia o impedimento de acesso a cargos e títulos de honra, além de impor os limites aos grupos discriminados como "infectos" (judeus, cristão-novos, mouros, ciganos, indígenas e negros) pelo poder político. Aplicada à legislação, tal discriminação atingiu todos os domínios portugueses.

A repressão ao povo mouro e ao povo judeu surge em meados do século XV e é válida para todas as terras dominadas por Portugal. A partir de 1514-1521, com a ampliação das conquistas territoriais, surgem mais três novas caracterizações para o requisito de limpeza de sangue: “cristão-novo”, “cigano” e “indígena”. Em 1603, serão acrescentados “negro” e “mulato”. A partir de 1774, a discriminação contra o povo judeu, o povo mouro e a população cristã-nova desaparecem da legislação portuguesa. Dois anos depois, o Marquês de Pombal também retira a categoria indígena. Restam assim o “negro” e “mulato”.

A legislação portuguesa teve ampla vigência no território brasileiro com as Ordenações Filipinas, que seguiam com o requisito de pureza de sangue e a regência das relações étnico-raciais. Para se ter ideia, tais ordenações só tiveram vigência interrompida, em âmbito penal, com o Código Criminal do Império, de 1830; e, no âmbito civil, apenas em 1917, com o primeiro Código Civil brasileiro. Em Portugal a descriminação institucionalizada terminou definitivamente com a Constituição de 1976.

Os regimentos e processos de pureza de sangue ou Processos de Habilitação, Vita e Moribus, aplicados no Brasil, foram analisados por Tucci Carneiro em seu livro Preconceito Racial em Portugal e Brasil Colónia, tendo como base em consultas a fontes históricas dos séculos XVI-XIX, tais como os arquivos da Cúria Metropolitana (São Paulo, Rio de Janeiro e Belém do Pará), os sermões de autos-de-fé e dicionários históricos.

(Fonte: http://anthrocivitas.net/forum/showthread.php?p=93459 e www.arqshoah.com.br)

Na Alemanha: Muitos anos antes da criação dos campos de concentração, já o regime Nazi tinha aplicado aos judeus alemães medidas cada vez mais discriminatórias e restritivas, afastando-os sucessivamente de diversos ofícios e profissões, recuperando o conceito de pureza de sangue para revitalizar o "mito ariano", conforme analisado por Leon Poliakov.

Em Portugal: Também em Portugal se aplicava este conceito discriminatório para limitar o acesso de certos grupos a cargos e profissões importantes na sociedade, criando barreiras sociais e económicas.

Neste documento datado de 1786 de Beijós , a aldeia ancestral da família Sousa Mendes, os homens respeitados da aldeia foram solicitados a abonar a favor de um "candidato a bacherel", nascido numa casa senhorial do Lugar de Além, cujo pai era de Trancoso. A grande diferença relativamente aos tempos de hoje, é que o candidato a bacherel tinha também de fazer prova das suas boas origens, do comportamento insuspeito não só da sua pessoa como dos seus antepassados, não podendo haver lugar para dúvidas relativas a heresias ou a simpatias com a religião judaica.

Segundo a transcrição da 1ª pág. do processo de Leitura de Bacharéis de um ilustre beijosense, neste processo prestaram declarações em 1786, quatro testemunhas beijosenses, a saber, “Jozé de Loureiro Lavrador; Jozé da Costa Carpinteiro; António da Costa de Figueiredo Lavrador; Manoel Rodrigues Çapateiro.” Basicamente, declararam que conheciam o habilitando e os seus ascendentes beijosenses; que esses ascendentes «nunca cometeram crime de leza Magestade Divina ou Humana»; que o habilitando «tem boa vida e costume»; e que praticavam a “religião oficial do Reino”.

...Considerando os elevados níveis históricos de analfabetismo, compreendem-se os motivos para limitar o acesso aos "empregos literarios" que davam tanto poder e prestígio...

Transcrição: «Diz o B.el Jacincto Lopes Tavares da Costa de Ornellas, Fidalgo da Caza de Vª Mag.e natural do lugar de Beijóz, conselho de Olivrª do Conde, Comarca de Vizeu, filho ligitimo do Mestre de Campo Bartholomeu da Costa Coutinho Tavares de Araujo, n.al da Vª e Com.ca de Trancozo, tambem Fidalgo da Caza de Vª Mag.e, e de D. Maria Margarida de Ornellas Rolim e Abreu do dº lugar de Beijóz, netto pela parte paterna do Sargento mór de Batalha Jacincto Lopes Tavares da Costa Governador que foi da Praça de Alm.da, e governou as Armas da Provª da Beira, tambem Fidalgo da Caza de Vª Mag.e, e de D. Margarida Fran.ca Correia Tavares do lugar de Escarigo, trº de Castello Rodrigo, da dª Com.ca de Trancozo, e pela parte materna de Joao Ornellas Rolim e Abreu, tambem Fidalgo da Caza de Vª Mag.e do m.mo lugar de Beijóz, e de D. Maria Caetana da Costa Fróes do lugar de Cabanas, tudo do dº Consº de Olivrª do Conde, q'elle pertende servir a V. Mag.e em os empregos literarios».

Fonte: http://antoniopovinho.blogspot.com/2007/07/leitura-de-bacharis.html

terça-feira, novembro 23, 2010

Livro Cidadão do Mundo lançado em São Paulo e Lisboa


O livro Cidadão do Mundo de Maria Luiza Tucci Carneiro vai ser lançado em São Paulo e Lisboa.

Data: 7-dezembro-2010, 18h30-21h30
Local: Livraria da Vila Moema
Ave. Moema, 493, São Paulo
Contacto: tel (11)5052-3540

Data: 20-dezembro-2010, 21h00
Local: Hotel Real Park
1050 Lisboa


Cidadão do Mundo, título que agora vem integrar a coleção Perspectivas, documenta e história, de forma contundente, o rechaço oficial aos judeus não somente no período autoritário da Era Vargas, o Estado Novo, mas também na "transição democrática" do quinquênio Dutra.
Maria Luiza Tucci Carneiro analisa, com a objetividade da experiente pesquisadora que é – e que não exclui a paixão investigativa capaz de lançar luz sobre os recônditos mais empoeirados da história, nem o posicionamento firme diante da omissão criminosa –, documentos descobertos em arquivos brasileiros e estrangeiros que revelam um passado de discriminação das vítimas do Holocausto e demonstram que o racismo em geral e, em particular, o antissemitismo, mais do que uma política equivocada de um governo, é um traço característico, talvez um preconceito introjetado, de alguns círculos da elite brasileira, sejam eles políticos, militares ou diplomáticos; uma força subjacente que confere sentido a certas posições assumidas por nossa diplomacia no passado, e cujos desdobramentos ainda se fazem presentes. Por todos esses aspectos, trata-se pois de uma obra corajosa que propiciará ao leitor um mergulho profundo nos subterrâneos de políticas que nem sempre foram abertamente declaradas e uma visão objetiva de seu sentido. [j. guinsburg]

Maria Luiza Tucci Carneiro: historiadora, Professora Livre Docente do Departamento de História da Universidade de São Paulo. Dedica-se aos estudos dos direitos humanos, da intolerância étnica e política, do antissemitismo no Brasil, a censura, a imigração judaica, o drama vivenciado pelos judeus refugiados do nazismo e o Holocausto. Coordenadora do LEER/USP (Laboratório de Estudos sobre Etnicidade, Racismo e Discriminação), junto ao qual desenvolve o projeto Arqshoah (Arquivo Virtual sobre o Holocausto e Antissemitismo). É autora de, entre outros: O Racismo na História do Brasil: Mito eRealidade (1999), Holocausto: Crime contra a Humanidade (2000), O Anti-Semitismo na Era Vargas (Perspectiva, 2001), O Veneno da Serpente(Perspectiva, 2003); Preconceito Racial em Portugal e Brasil Colônia (Perspectiva, 2005). Organizou Minorias Silenciadas (2002), O Anti-Semitismo nas Américas (2008); São Paulo, Metrópole das Utopias (2010). Coordenadora das séries: Inventários Deops; Rupturas; Imigrantes no Brasil; Labirintos da Memória; Brasil Judaico; Histórias da Repressão e da Resistência; e Histórias das Imigrações.

Ver bibliografia sobre Aristides de Sousa Mendes em

sexta-feira, julho 23, 2010

Livro de Registos regressa a New York -3

O Livro de Registos do Consulado de Portugal em Bordéus circa 1940 volta a ser exibido no Museu da Herança Judaico (Museum of Jewish Heritage) em Nova Iorque.

O Livro de Registos for disponibilizado pelo Instituto Diplomático do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal, que foi representado na cerimónia de abertura desta nova exibição pelo embaixador José Cabral, representante permanente de Portugal junto da ONU e o consul geral de Portugal em Newark, New Jersey Maria Amélia Paiva.

Na cerimónia, que marcou o 125º aniversário do diplomata Aristides de Sousa Mendes, David G. Marwell, o director do Museu, considerou o livro de vistos como "um dos mais poderosos artefactos" à vista neste museu pois contém os nomes de muitos dos 30.000 refugiados que ele salvou, dos quais cerca de um terço judeus.

O Museu da Herança Judaica, que recebe mais de 150.000 visitantes por ano, pretende preservar a memória das comunidades judaicas, honrar as vítimas do Holocausto, mas também recordar os actos de coragem e resistência como os de Sousa Mendes.

O Livro de Registos, que volta a ter um lugar de destaque na galeria dos salvadores, reflecte a azáfama que caracterizou o Acto de Consciência de Aristides de Sousa Mendes. Nas primeiras páginas, todos detalhes dos documentos são cuidadosamente registados numa caligrafia cuidadosos. À medida que a maratona de concessão de vistos, os detalhes são subsituidos por "_" e nomes abreviados. No final, muitos dos vistos nem sequer chegaram a ser registados.

Algumas páginas podem ser vistas neste blog dos Amigos de Sousa Mendes e a lista parcial dos beneficiários dos vistos pode ser consultada no Museu Virtual Aristides de Sousa Mendes, em http://mvasm.sapo.pt/bc/ListaVistos.aspx?Type=CDATA .
VER também

segunda-feira, julho 05, 2010

Livro de Vistos mais uma vez em New York


II Guerra: Acordo permite expor livro de registos de Aristides de Sousa Mendes em Nova Iorque

Nova Iorque, 05 jul (Lusa) -- O livro de registos de Aristides de Sousa Mendes, cônsul de Portugal em Bordéus durante a segunda guerra mundial, será exposto em Nova Iorque a partir de 19 de julho 2010, depois de o Instituto Diplomático português ter recuado nas exigências feitas.

Ao voltar a exibir o Livro de Registos do Consulado de Portugal em Bordéus de 1940, o Museum of Jewish Heritage de New York volta a reconhecer a importância do extra-ordinário Acto de Consciência de Aristides de Sousa Mendes, um dos primeiras iniciativas de resistência aos invasores aparentemente imparáveis.

Este novo reconhecimento internacional para o Justo Aristides de Sousa Mendes, que marca o 125º aniversário do seu nascimento e que recorda o papel de Portugal durante a Segunda Guerra Mundial, só foi possível devido à intervenção directa do Ministro de Negócios Estrangeiros Luís Amado.

Nova Iorque, 05 jul (Lusa) -- O livro de registos de Aristides de Sousa Mendes, cônsul de Portugal em Bordéus durante a segunda guerra mundial, será exposto em Nova Iorque a partir de 19 de julho, depois de o Instituto Diplomático português ter recuado nas exigências feitas.
João Crisóstomo, vice-presidente do projeto "Dia da Consciência", que procura divulgar o papel de Sousa Mendes no salvamento de milhares de judeus perseguidos pela Alemanha Nazi, disse à Lusa que o livro será oficialmente apresentado no Museu da Herança Judaica a 19 de julho, data que marca os 125 anos do nascimento do diplomata.
Inicialmente previsto para estar em Nova Iorque no dia 17 de junho 2010, o "Dia da Consciência", a exposição chegou a estar em risco por causa das exigências do Instituto Diplomático, segundo aquela fonte.
Fontes: Expresso, JCrisóstomo,  



quinta-feira, junho 24, 2010

Des Visas pour la Vie

Des Visas pour la Vie, Aristides de Sousa Mendes, Le Juste de Bordeaux, um novo livro de Eric Lebreton conta a história de Aristides de Sousa Mendes e dos milhares de vistos para Portugal que ele concedeu aos refugiados desesperados para sair da França em Junho 1940.

O autor conta também o contexto histórico em França e em Portugal, a fim de melhor compreender a importância do acto de consciência de Sousa Mendes. O prefácio é escrito por Simone Veil, que foi presidente do Parlamento Europeu e que preside à Fundação para a Memória da Shoah, cuja familia foi presa e enviada para o campo de concentração de Auschwitz-Birkenau. Com exceção de Simone e de sua irmã Madeleine, todos os membros da sua família morreram no campo de extermínio.

Fontes: Lusojornal, http://www.laprocure.com/livres/eric-lebreton/des-visas-pour-vie-aristides-sousa-mendes-juste-bordeaux_9782749117287.html

Ver bibliografia sobre Aristides de Sousa Mendes em http://rb.carregal-digital.pt/index.php?mod=articles&action=viewCategory&category_id=41

domingo, abril 11, 2010

Sousa Mendes no Plano Nacional de Leitura

O livro de banda desenhada "Arisistides de Sousa Mendes, um Herói do Holocausto" do autor José Ruy, faz parte do Plano Nacional de Leitura, para o 6º ano (cerca de 12 anos de idade).

Aristides de Sousa Mendes, Herói do Holocausto, de José Ruy
Edição/reimpressão: 2005, Páginas: 32
Editor: Ancora Editora
ISBN: 978972780137411,00 preço: €9,90€

Sinopse
Plano Nacional de Leitura
Livro recomendado para o 6º ano de escolaridade, destinado a leitura autónoma e/ou a leitura com apoio do professor ou dos pais.

Natural de Cabanas de Viriato, Aristides de Sousa Mendes, é um dos filhos mais ilustres do Concelho de Carregal do Sal. Diplomata da época do holocausto nazi, o Cônsul foi, acima de tudo, um homem generoso, exemplo de coragem e tolerância numa época em que as directivas do Governo Nacional eram colocadas acima de qualquer imperativo de consciência. E esse foi, acima de qualquer outro, o motivo que transformou Aristides de Sousa Mendes numa das grandes figuras do panorama histórico e político nacional. Através do desfolhar destas breves páginas pretende-se divulgar, dar a conhecer, de uma forma cativante, o Homem cujo gesto humanitário salvou a vida a mais de 30 mil pessoas que eram perseguidas pelo regime de Hitler. Foi este acto que conduziu Aristides de Sousa Mendes e toda a sua família à miséria. Aliás, o Cônsul faleceu, sozinho, no Hospital da Ordem Terceira, em Lisboa, no ano de 1954. Mas o seu gesto só muito mais tarde viria a ser reconhecido. No ano em que lhe prestamos homenagem, quando passa meio século sobre a sua morte, convidamo-lo a descobrir passagens da sua vida a que continuam alheios muitos de nós. Aristides da Sousa Mendes, estou em crer, merece-nos este carinho, este gesto... esta memória!

Ver bibliografia sobre Aristides de Sousa Mendes em http://rb.carregal-digital.pt/index.php?mod=articles&action=viewCategory&category_id=41

quinta-feira, abril 01, 2010

9 jours pour sauver 30 000 personnes

Neste ano do 70º Aniversário do Acto de Consciência de Aristides de Sousa Mendes, conta-se com vários eventos comemorativos, que vão sendo divulgados no blog Amigos de Sousa Mendes, à medida que vão sendo confirmados .

O Comité Sousa Mendes de Bordeaux tem um programa de 24 eventos , para todo o ano de 2010, http://70e.sousamendes.org/ . Os próximos eventos terão lugar a 9-Abril, em Sainte-Foy-la-Grande com a apresentação de uma peça de teatro e a exposição "Le Juste de Bordeaux", e a 11-Abril em Bordeaux, com a apresentação do livro "Aristides de Sousa Mendes, héros rebelle".

O Comité Sousa Mendes publicou também um "Livret pédagogique ASM 2009" para uso escolar, que está disponível no seu portal.
Esta pequena publicação em francês está muito interessante e tem o sub-título "9 dias para salvar 30 000 pessoas". Entre outras novidades, contém o retrato inédito de Andrée Cibial, que veio a ser a segunda mulher de Aristides de Sousa Mendes e que morou com ele em Cabanas de Viriato.

No próximo sábado, 3-Abril, às 14h30 comemora-se o 56º aniversário da morte de Aristides de Sousa Mendes depositando flores e pedrinhas (como fazem os judeus) junto ao seu mausoleu no cemitério em Cabanas de Viriato.
VER
http://www.sousamendes.org/livretASM2009.pdf

sábado, fevereiro 27, 2010

Livro de vistos de Sousa Mendes de novo em Nova Iorque

sábado, 27 de Fevereiro de 2010
EUA: Registos de Aristides Sousa Mendes podem voltar a Museu Judaico de NI

O livro de registos de vistos do cônsulado de Bordéus de 1940, onde estão registados alguns dos vistos de Aristides de Sousa Mendes, um documento histórico do tempo da Segunda Grande Guerra, pode voltar a Nova Iorque ao Museu Judaico ainda este ano.

João Crisóstomo, um ativista português residente nos Estados Unidos e um dos vice-presidentes da Raoul Wallenberg Foundation, está neste momento em Lisboa e espera ter luz verde do ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, para ter o livro no Museu nova-iorquino a 17 de junho de 2010, dia que marca os 70 anos em que Aristides de Sousa Mendes começou a conceder vistos em massa a judeus e a outros refugiados da Segunda Grande Guerra, sem autorização de Lisboa.

Crisóstomo disse à Lusa que, para marcar a efeméride, vai ser realizada uma missa no Vaticano, em Newark, Nova Jérsia, e em outras capitais europeias.

O livro de visto estêve no Museum of Jewish Heritage em Nova Iorque durante um ano em 2006, como foi noticiado neste blog

The official register of the Portuguese Consulate of Portugal in Bordeaux, which has many of the visas granted by Sousa Mendes in 1940, is likely to be shown again in the Museum of Jewish Heritage in New York.
Fonte: Diário Digital / Lusa

domingo, fevereiro 21, 2010

Livro "Um Homem Bom" de Rui Afonso reeditado

Um Homem Bom - Aristides de Sousa Mendes
Autor: Afonso, Rui

Editora: Texto Editores
ISBN: 9789724740294
Número de Páginas: 400
Encadernação: CAPA MOLE
Data da primeira Edição: 2009
 
Sinopse
Quando a França foi invadida pela Alemanha nazi, em Maio de 1940, o cônsul português em Bordéus, Aristides de Sousa Mendes, viu-se perante um doloroso dilema.
Deveria cumprir as ordens de Salazar, negando vistos para Portugal aos refugiados que os solicitavam?
Ou deveria seguir os imperativos da sua consciência, desobedecendo ao ditador e passando vistos que significavam a diferença entre a vida e a morte para milhares de pessoas, sobretudo judeus?
O cônsul seguiu a sua consciência (...) Quantas vidas salvou Sousa Mendes?
Nunca o saberemos com precisão: decerto milhares (...) Como disse um historiador, as acções de Sousa Mendes representaram talvez «a maior acção de salvamento por um único individuo durante o Holocausto.»
A primeira edição deste livro, foi desde logo reconhecida como a biografia definitiva deste diplomata português.
VER também http://hardmusica.pt/noticia_detalhe.php?cd_noticia=4751
Fonte:  Bertrand ; WOOK; Timeout; AgendaLX

domingo, janeiro 31, 2010

Vestígios Hebraicos em Portugal

Laura Cesana é uma artista plástica italiana que há muito adoptou o nosso pequeno país para viver e trabalhar.  Em 1997, publicou uma  obra bilingue com base numa investigação selectiva sobre os vestígios das comunidades judaicas na Peninsula Ibérica, com particular incidência para o caso português, recuando 400-500 na nossa memória histórica partilhada.

 O livro inclui também a reproducção de muitos dos seus quadros dedicados ao mesmo tema.
Vestígios Hebraicos em Portugal, LIVRO BILINGUE (português e inglês) de Laura Cesana com um poema de António Ramos Rosa e testos dos críticos de arte Fernando de Azevedo, Fernando Pernes e Lima de Freitas.
Capa dura, 160 páginas, 116 imagens a cores de lugares e pinturas, cm 32 x23,5. Edição do autor. !ªedição: Lisboa 1997. 2ªedição: Lisboa I998. (ISBN: 972-97370-02)


"Trata-se assim, de uma obra que nos fala da História através da pintura, bem como da inspiração através da História. Afinal, e como a autora refere no subtítulo, uma viagem de uma pintora, é este o fio condutor de uma obra extremamente ambiciosa (...)"
 ALEXANDRA LUÍS (na Revista "Valor")

(...)"E o seu belíssimo ensaio de investigação e objecto de arte Vestígios Hebraicos em Portugal oferece-nos simultaneamente uma síntese muito equilibrada e rigorosa do passado dos judeus, marranos e cristãos-novos na nossa pátria (...) e a reprodução dos seus quadros admiráveis, onde aparecem rituais, cenas de culto, objectos sagrados, sempre à beira do mistério, do silêncio, da meditação, do Shabat. (...)"
Fonte: planeta.ip.pt

sábado, dezembro 12, 2009

Lançamento de livro no Tejo Bar, Alfama

Segundo anunciado por Café com Letras no Beijós XXI, vai ser lanção o livro "Café", em que se faz homenagem a Angelina e Aristides

Data: Domingo, 13-Dezembro-2009, 16h
Local: Tejo Bar, Beco do Vigário, Alfama, Lisboa

quinta-feira, novembro 05, 2009

Livro o Cônsul Desobediente lançado

O El Corte Inglés de Lisboa foi o cenário para o lançamento exclusivo do novo livro de Sónia Louro, o romance «O Cônsul Desobediente», e em parceria com a Saída de Emergência.

O evento pretende dar a conhecer afigura que foi Aristides de Sousa Mendes, além do processo de investigação e as motivações que estiveram na origem do trabalho.
O retratado na obra foi perseguido, tendo desafiado Salazar, na sequência de ter salvo cerca de 30 mil vidas.
«Cônsul em Bordéus durante a Segunda Guerra, Aristides é procurado por milhares de refugiados, para quem um visto para Portugal é a única salvação», recorda a produção.

Ver lançamento do livro em Cabanas de Viriato
Desobedientes há muitos. Se tivesse sido apenas desobediente, Aristides de Sousa Mendes não seria recordado 55 anos depois da sua morte. Mais que desobediente, Aristides de Sousa Mendes foi consciente, solidário e corajoso, e é isso que faz dele um grande exemplo.

quarta-feira, maio 06, 2009

Livro sobre Sousa Mendes em debate, 7-Maio, 18h30


A editora Guerra & Paz vai realizar um debate sobre o livro Aristides de Sousa Mendes, um Justo contra a Corrente, de Miriam Assor, segundo o Diário Digital, ver http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=4&id_news=386205

O evento, que conta com a presença da autora e outors convidados, vai ter lugar na FNAC do Centro Vasco da Gama