Pesquisar neste blogue

Tradutor

domingo, janeiro 17, 2016

Campanha de recolha de recheio da casa de Sousa Menndes

Câmara quer reunir peças de Aristides Sousa MendesIniciativa em Carregal do Sal

O presidente da Câmara de Carregal do Sal está a pedir às pessoas que sejam depositárias de peças que tenham pertencido ao cônsul Aristides de Sousa Mendes ou que façam alusão à sua vida que informem a autarquia. Num aviso publicado esta sexta-feira, Rogério Abrantes pede a essas pessoas que informem a Câmara "com a máxima brevidade possível", para que essas peças "possam ser disponibilizadas e possam contribuir para o enriquecimento" do espaço museológico a criar na Casa do Passal, em Cabanas de Viriato. Segundo o autarca, "a primeira fase da recuperação da Casa do Passal traduziu um marco significativamente importante na homenagem ao cônsul Aristides de Sousa Mendes e ao seu ato heroico" de, na sua ação diplomática, ter salvado milhares de pessoas do Holocausto. 

Ler mais em: http://www.cmjornal.xl.pt/cm_ao_minuto/detalhe/camara_de_carregal_do_sal_pede_ajuda_para_reunir_pecas_de_aristides_sousa_mendes.html

Louro - O Cônsul Desobediente


Já há muito tempo que me interesso pela história de Aristides Sousa Mendes, apesar deste ser o primeiro livro que leio sobre a vida do Cônsul Português em Bordéus conhecido por salvar a vida de milhares de refugiados de guerra.
Movida pela grande curiosidade e enorme interesse por saber mais sobre a vida deste português, iniciei esta leitura.
Desconhecia a obra de Sónia Louro. Penso que o trabalho desenvolvido de recolha de informação e compilação de fontes para a organização da estrutura deste livro está muito bem conseguido. Tenho conhecimento de outros livros sobre a vida de Aristides Sousa Mendes, mas penso que nenhum concilia tão bem a utilização das fontes históricas com uma narrativa do género de um Romance. Peço desde já desculpa caso esteja a cometer alguma injustiça com algum autor que já tenha utilizado este método, a verdade é que o conhecimento de outros livros me foi transmitido por outro leitor e não por leitura própria, como já referi.
De facto, Sónia Louro dá-nos a conhecer a vida de Aristides de Sousa Mendes criando uma história envolvente, sempre baseada em factos – que nos são apresentados ao longo de toda a narrativa, o que faz com que este livro vá muito além de uma Biografia; é acima de tudo uma forma de expor e dar a conhecer a vida deste homem, passo a passo, desde o nascimento.
Apreciei muito a forma como é feita a separação dos capítulos. Apesar de a narrativa se iniciar em 1939, na altura em que são colocados ao Cônsul os entraves à livre emissão dos vistos, vamos alternando no tempo de forma a conhecer a fundo a vida de Aristides. Assim, e partindo do ponto-chave que é o ano de 1939, temos vários capítulos relativos a anos anteriores que nos ajudam a perceber a base da sua educação, o crescimento profissional e, claro, a vida amorosa e familiar. A dada altura deixam de se verificar os “saltos temporais” pois é como se os capítulos se encontrassem no tempo, ou seja, estamos num ponto da acção em que já estamos familiarizados com o passado, e a narrativa segue sem mais interrupções até ao final.  
Se tiver de escolher uma palavra para definir a sensação com que fiquei finalizada a leitura, teria de optar por “revolta”. Aristides de Sousa Mendes foi um altruísta, um homem que colocou completamente de parte o seu bem-estar e o futuro próspero da sua família, para permitir que tantos seres humanos pudessem sobreviver à Guerra. Apesar das suas raízes Aristocráticas, dos seus contactos com algumas das pessoas mais importantes e poderosas a nível político e social, e de se mover numa esfera francamente acima do cidadão comum, não permitiu que o poder político e as ordens superiores fossem mais fortes do que a sua imensa humanidade e espírito de ajuda a quem precisou dele para sobreviver. Tudo isto sem nunca fazer juízos de valor, sem nunca considerar que um ser humano é mais importante do que outro por ter determinada nacionalidade ou crença religiosa.
“Aristides de Sousa Mendes não terá salvado a humanidade, apenas trinta mil pessoas, mas por outro lado, também segundo o Talmude: “Quem salva uma vida salva todo o Universo”” (pág.370).
Aristides perdeu tudo. A sua carreira ficou arruinada, o Governo português nunca lhe deu outra oportunidade, apesar das imensas cartas e exposições enviadas por ele e pela família. Pela sua desobediência pagaram também os filhos, que nunca conseguiram em Portugal um emprego de acordo com os seus estudos e capacidades, e também a esposa que apoiou o marido em tudo mas que acabou por ser levada pela imensa tristeza em que se tornou a vida de ambos.
Apesar de ter morrido na miséria, doente e só, apesar de nunca ter em vida sido recompensado pelos seus actos de coragem e heroísmo, incutiu nos filhos ideais que certamente trarão frutos às gerações vindouras: uma das situações que mais me marcou nesta história foi a forma como a família de Aristides o apoiou nas suas decisões, e como tanto a esposa e os filhos foram incansáveis em todo o género de apoio prestado aos refugiados. Tudo por um mundo melhor, sem nunca querer nada em troca.
Uma a leitura obrigatória sobre a vida de um idealista, um Homem de fortes convicções, um Herói.
Recordo que a apresentação de “O Cônsul Desobediente” terá lugar a próxima quinta-feira, 5 de Novembro, pelas 18h30, no Piso 7 do El Corte Inglés em Lisboa. Contará com as presenças de Álvaro de Sousa Mendes e António de Sousa Mendes.
Sinopse    “Há pessoas que passam no mundo como cometas brilhantes, e as suas existências nunca serão esquecidas. Aristides de Sousa Mendes foi uma dessas pessoas. Cônsul brilhante, marido feliz, pai orgulhoso, teve a sua vida destruída quando, para salvar 30.000 vidas, ousou desafiar as ordens de Salazar.
Cônsul em Bordéus durante a Segunda Guerra, é procurado por milhares de refugiados para quem um visto para Portugal é a única salvação. Sem ele, morrerão às mãos dos alemães. Infelizmente, Salazar, adivinhando as enchentes nos consulados portugueses, proibira a concessão de vistos a estrangeiros de nacionalidade indefinida e judeus.
Sob os bombardeamentos alemães, espremido entre as ameaças de Salazar, as súplicas dos refugiados e sua consciência, Aristides sente-se enlouquecer. E então toma a grande decisão da sua vida: passar vistos a todos quantos os pedirem. Salvará 30.000 inocentes mas destruirá irremediavelmente a sua vida.”

Ver mais ...http://planetamarcia.blogs.sapo.pt/75991.html

Casa de SOUSA MENDES em Cabanas de VIiriato parte da rede CASAS com VIDA

A casa que pertenceu ao cônsul português Aristides de Sousa Mendes, em Cabanas de Viriato, Carregal do Sal, foi distinguida pela Fundação Raoul Wallenberg, uma instituição que responde pelo nome de um arquiteto sueco que se tornou famoso pelos seus esforços no resgate de dezenas de milhares de judeu da Hungria, ocupada pelos nazis durante o Holocausto. O imóvel, que, neste momento, se encontra em obras, recebe a distinção internacional “Casas de Vida”. A candidatura foi feita por João Crisóstomo, um imigrante português nos Estados Unidos e ativista pela memória do cônsul português há quase duas décadas.
“É uma grande honra informar que o programa ‘Casas de Vida’, promovido pela Fundação Internacional Raoul Wallenberg, aceitou oficialmente a sua proposta para declarar como ‘Casas de Vida’ os locais onde Aristides de Sousa Mendes ajudou a salvar a vida de inocentes durante a Segunda Guerra Mundial”, escreveu o diretor da fundação, Jesús Colina, numa carta a João Crisóstomo.
Além da Casa do Passal, recebem a mesma honra os edifícios que acolheram os consulados portugueses em Bordéus e em Bayonne, em França, onde foram processados os vistos. As placas comemorativas serão descerradas em junho e julho do próximo ano, durante uma viagem a França, Espanha e Portugal, organizada pela Sousa Mendes Foundation, com sede nos Estados Unidos.
“Estamos comovidos por saber que vão participar nestas cerimónias sobreviventes e as suas famílias, bem como membros da família de Sousa Mendes e historiadores do Holocausto, que são tão centrais para transmitir esta história à próxima geração”, explicou o responsável.
A Casa do Passal, classificada como Monumento Nacional em 2011, atravessa neste momento uma primeira fase de obras, orçadas em 400 mil euros, que evitaram a sua ruina. Segundo a Direção Regional de Cultura do Centro (DRCC), depois desta primeira fase, haverá verbas comunitárias para prosseguir o sonho de ali criar um museu.

sexta-feira, janeiro 08, 2016

Assor - Judeus Ilustres de Portugal, Estoril 27-Jan

Miriam Assor apresenta o seu novo livro  
Resultado de imagem para miriam assor
Local: Espaço Memória dos Exilios
Avª. Marginal, 7152-A – 2765-247 Estoril
telefone: 21 4815930 / 5658
Data: 27 de janeiro 2016 , pelas 19H30 
Irá ser apresentado o livro da jornalista Miriam Assor “Judeus Ilustres de Portugal” acompanhado de uma palestra sobre os irmãos gémeos portugueses Samuel e Joel Sequerra, nascidos em Faro e que tiveram um papel fundamental no salvamento de pessoas que fugiam ao terror nazi durante a Segunda Guerra Mundial.
Estará patente ao público também, a partir da mesma data, uma exposição da autoria do pintor José Bravo Rosa, denominada “Desenhos e Grafites sobre o Holocausto”.

Estas ações têm como objetivo assinalar o Dia da Memória das Vitimas do Holocausto - 27 de janeiro.
VER http://www.cm-cascais.pt/equipamento/espaco-memoria-dos-exilios

quinta-feira, janeiro 07, 2016

Coragem em tempo de medo - Aristides de Sousa Mendes, Caldas da Rainha, 14-Jan a 20-Fev

Exposição "Coragem em tempo de medo - Aristides Sousa Mendes” no CCC

Cartaz da exposição "Coragem em tempo de medo - Aristides Sousa Mendes”"Coragem em tempo de medo - Aristides Sousa Mendes” é como se designa a exposição, que vai estar patente no Centro Cultural e de Congressos de Caldas da Rainha até 14 de fevereiro. A mostra vai ser inaugurada no dia 14 janeiro, pelas 16h30, onde estará presente Irene Pimentel, que é a autora científica e do respetivo catálogo, que guiará a visita, António Moncada de Sousa Mendes, neto de Aristides de Sousa Mendes, e Ricardo Silva, colaborador da revista Visão-História e Jornal Expresso. Às 17h30 dar-se-á início à série de conferências sob o título “Ser cidadão do mundo, hoje!”.
05-01-2016 | Mariana Martinho
“Os regimes ditatoriais - implantados na Europa após a Primeira Guerra - foram encabeçados por líderes galvanizadores na disseminação de ideias fascistas persecutórias, que prepararam o caminho para o segundo conflito mundial do século XX. Por inerência do seu cargo de cônsul de Portugal em Bordéus, Aristides de Sousa Mendes deveria ter obedecido aos procedimentos do governo do seu país, nomeadamente à Circular 14 e pedir autorização para a emissão de vistos. No entanto, o imperativo de consciência humanitário sobrepôs-se aos deveres diplomáticos e políticos, possibilitando a vida a milhares de refugiados dessa guerra, e expatriados acossados pelas leis nazis, antissemitas e pela fobia comunista. A coragem deste homem bom, em tempo de medo, foi honrada pela Câmara de Viseu, que realizou a exposição “Coragem em tempo de medo - Aristides Sousa Mendes”, descreve a Comissão Executiva do Conselho da Cidade – Associação para a Cidadania, que organiza a iniciativa nas Caldas da Rainha.
“A problemática das migrações e dos foragidos das guerras anuncia-se um assunto candente cujos contornos são inimagináveis agora e que requer a presença de altos responsáveis do SEF (Serviço de Estrangeiros e Fronteiras), do ACM (Alto Comissariado para as Migrações), de deputados europeus, de jornalistas e de outras entidades e plataformas de acolhimento e de inserção”, aponta a organização.
Para Maria Júlia, presidente do Conselho da Cidade, esta exposição “é uma mais-valia atendendo à relação que a cidade tem com os refugiados da Segunda Guerra Mundial, que estiveram aqui durante algum tempo até conseguirem ir para outros destinos, onde depois refizeram as suas vidas”. Assim, “entendemos que esta exposição estivesse aberta ao público, durante o período de aulas, para que os alunos das várias escolas do concelho pudessem visitar”.
Segundo Marina Ximenes, membro do Conselho da Cidade, a mostra, que “por si só já é riquíssima, procura envolver de forma interessante a população caldense”. Como tal, para o dia 14, o Conselho da Cidade programou entre as 10h00 e as 12h30, uma conversa com os alunos do 9º ano, no auditório da Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro, com a presença de António Moncada de Sousa Mendes. Das 14h30 às 16h00, será a vez dos alunos do ensino secundário. Em simultâneo, realizar-se-ão conferências /conversas entre 23 de janeiro e 20 de fevereiro, na Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro.
- See more at: http://jornaldascaldas.com/Exposicao_Coragem_em_tempo_de_medo__Aristides_Sousa_Mendes_no_CCC#sthash.OwKtJp0H.dpuf

terça-feira, janeiro 05, 2016

SMF lança campanha de angariação de fundos

Mariana's PhotoComo foi noticiado no jornal Público,  a Sousa Mendes Foundation atingiu o objectivo de angariação de fundos de  USD 25.000  destinado a recolher testemunhos das famílias salvas por Aristides de Sousa Mendes.  Querem também ouvir famílias portugueses que ajudaram refugiados

Muito obrigada a todos os que contribuíram para esta campanha de reconhecimento de Aristides de Sousa Mendes. A campanha continua e quem ainda quiser contribuir pode ir para o Crowdrise 
 www.crowdrise.com/visastofreedom/fundraiser/marianaabrantes

Sousa Mendes Foudation grava depoimentos de sobreviventes do Holocausto  31/12/2015 - 17:28
Querem ouvir famílias portugueses que ajudaram refugiados

A Sousa Mendes Foundation, com sede nos Estados Unidos, lançou uma iniciativa para gravar os depoimentos de sobreviventes do Holocausto que escaparam com vistos emitidos pelo diplomata português.

A fundação já gravou 13 entrevistas e três delas estão disponíveis numa página onde se faz angariação de fundos para continuar o projecto. Cada depoimento custa entre 700 a 1.500 dólares para gravar e editar (cerca de entre 640 e 1.400 euros).

"Temos planos de gravar mais 50 ou 60 entrevistas nos Estados Unidos, América do Sul, Europa e Israel. Além dos refugiados do Holocausto, queremos incluir trabalhadores e cidadãos portugueses que prestaram abrigo as famílias judias no seu caminho para a liberdade", explicou a fundação em nota enviada à Lusa.

A angariação de fundos, disponível no site crowdrise, já alcançou o objectivo de reunir 25 mil dólares (perto de 23 mil euros). Quem contribuir com mais de 250 dólares (cerca de 230 euros), fica habilitado a uma viagem entre os EUA e a Europa.

A Fundação Shoah fez um trabalho semelhante de recolha vídeo, mas deixou de o fazer há alguns anos e, segundo os responsáveis da Sousa Mendes Foundation, "a história dos refugiados que escaparam através de Portugal é uma que está mal contada na sua colecção de entrevistas."

A nota sublinha ainda que estes sobreviventes estão com 80 e 90 anos por isso o tempo para captar as suas histórias escasseia.

"Esta é uma história importante e dramática, e uma história que não é muito conhecida. Cabe à Fundação capturar estar memórias antes que seja tarde de mais, explica.

Nos vídeos já disponíveis é possível conhecer, por exemplo, a história de Eileen Berets, de 85 anos, que recorda a sua fuga da Bélgica, dormindo com a família nas bermas das estradas, e o que sentiu ao ver a Estátua da Liberdade pela primeira vez; ou descobrir o percurso de John Tetzeli, de 82 anos, originário da Checoslováquia, que conta como a sua família foi perseguida pelas actividades antinazi.

Todos os vídeos ficarão disponíveis na internet e integrar materiais educacionais que a fundação distribui em escolas e outras instituições.
olocausto

sábado, dezembro 12, 2015

Sousa Mendes Foudation lança campanha de crowdfunding

Sousa Mendes Foundation -US, uma fundação americana criada por descendentes dos refugiados que receberam visas de Aristides de Sousa Mendes, lançou a primeira campanha inovadora de crowdfunding para apoiar o trabalho de preservar a memória do Acto de Consciência do nosso herói, com um video narrado pelo conhecido actor Michel Gill.  

Sousa Mendes Foundation foi criada em Setembro de 2010 por uma equipa de voluntários compelidos pelo dever da memória.  

Sousa Mendes Foundation dedica-se a homenagear a memória de Aristides de Sousa Mendes e a educar o mundo sobre as suas acções, tendo uma dupla missão, de (i) ajudar a angariar fundos para a recuperação da  Casa do Passal e da criação dentro de suas paredes de um museu e memorial,   e  de (ii) patrocinar projectos  que perpetuam seu legado nos Estados Unidos.  

Mariana Abrantes, tesoureira da SMF-US,   convida os Amigos de Sousa Mendes a associarem-se a esta grande iniciativa.    VER https://www.crowdrise.com/visastofreedom/fundraiser/marianaabrantes