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domingo, janeiro 17, 2016

Sousa Mendes Foundation grava depoimentos de sobreviventes do Holocausto


SOUSA MENDES FOUNDATION's PhotoA Sousa Mendes Foundation, com sede nos Estados Unidos, lançou uma iniciativa para gravar os depoimentos de sobreviventes do Holocausto que escaparam com vistos emitidos pelo diplomata português.  A fundação já gravou 13 entrevistas e três delas estão disponíveis numa página onde se faz angariação de fundos para continuar o projecto. Cada depoimento custa entre 700 a 1.500 dólares para gravar e editar (cerca de entre 640 e 1.400 euros).

"Temos planos de gravar mais 50 ou 60 entrevistas nos Estados Unidos, América do Sul, Europa e Israel. Além dos refugiados do Holocausto, queremos incluir trabalhadores e cidadãos portugueses que prestaram abrigo as famílias judias no seu caminho para a liberdade", explicou a fundação em nota enviada à Lusa. A angariação de fundos, disponível no site Crowdrise, já alcançou o objectivo de reunir mais de 25 mil dólares (perto de 23 mil euros). Quem contribuir com mais de 250 dólares (cerca de 230 euros), fica habilitado a uma viagem entre os EUA e a Europa.  

Esta campanha da SMF-US  conta com a colaboração voluntária de vários refugiados e seus descendentes, incluindo o conhecido actor Michel Gill como narrador. A Sousa Mendes Foundation - US criada em 2010 tem como um dos seus objectivos o apoio à criação de um museu na Casa do Passal em Cabanas de Viriato. 


fonte / ler mais: https://www.publico.pt/mundo/noticia/sousa-mendes-foudation-grava-depoimentos-de-sobreviventes-do-holocausto-1718881

outras iniciativas em http://sousamendesfoundation.org/administration/

Coragem em tempo de Medo, Chamusca

Exposição Retrospetiva - vida de Aristides de Sousa Mendes

local: Biblioteca Municipal Ruy Gomes da Silva
data:   5 e 31 de Dezembro 2015
chamuscaaristidessousamendes
“Coragem em Tempo de Medo” é o nome da exposição retrospetiva à vida e obra de Aristides de Sousa Mendes que vai estar patente na biblioteca municipal Ruy Gomes da Silva, na Chamusca, entre os dias 5 e 31 de dezembro.
Esta mostra dedicada ao diplomata português que salvou cerca de 30 mil vidas durante a II Guerra Mundial surge no ano em que se assinala o 130º aniversário do seu nascimento.
A exposição divide-se em cinco módulos, "Biografia | Salazar e o Estado Novo | Guerra Civil de Espanha", "Alemanha Nacional – Socialista e início da II Guerra Mundial", "Portugal, o fecho das fronteiras e a II Guerra Mundial", "Aristides e os refugiados em Portugal", e "A punição | Situação Europeia até ao final da Guerra | Tardia reabilitação póstuma de Aristides".
Nascido em Cabanas de Viriato em 1885 e falecido em Lisboa, em 1954, Aristides de Sousa Mendes, enquanto cônsul em Bordéus, em plena II Guerra Mundial, concedeu milhares de vistos a judeus e refugidos de guerra, salvando-os de uma condenação à morte, contrariando as ordens expressas do governo português.
Esta ação valeu-lhe um processo disciplinar, instaurado por Oliveira Salazar, que o afastou definitivamente da carreira diplomática.
O trabalho realizado por Aristides Sousa Mendes, foi considerado como a maior ação de salvamento realizada por uma só pessoa durante o holocausto, sendo mesmo considerado um herói da II Guerra Mundial.

Muncipio em campanha de cedência de peças para museu Sousa Mendes

Cedência de peças para Espaço Museológico da Casa do Passal 
“Antes com Deus contra os homens do que com os homens contra Deus”
A primeira fase da recuperação da Casa do Passal traduziu um marco significativamente importante na homenagem ao Cônsul Aristides de Sousa Mendes e ao seu ato heroico quando, na sua ação diplomática, salvou milhares de pessoas do Holocausto Nazi.
Perante o dilema de consciência de, por um lado, ter de desobedecer às ordens expressas do seu governo e, por outro lado, o de salvar vidas humanas, Aristides de Sousa Mendes optou por passar vistos, tantos quantos lhe foi possível, tendo sempre na sua mente a frase por si proferida e que atrás ficou transcrita.
Assim, é obrigação de cada um de nós contribuir para que o ato do Cônsul Aristides de Sousa Mendes esteja sempre presente, seja lembrado e se constitua num legado indelével para as gerações vindouras.
Na concretização da segunda fase do projeto da Casa do Passal, a ser planeada, está prevista a existência de um espaço museológico que abordará a vida do Herói do Concelho, de Portugal e do Mundo. Todavia e tal como atrás foi mencionado, para garantir a sua execução é imprescindível o contributo de todos sem exceção.
Desta forma, convido as pessoas que sejam depositárias de peças que tenham pertencido ou que façam alusão à vida do Cônsul Aristides de Sousa Mendes para, com a máxima brevidade possível, informarem esta Câmara Municipal dessa existência e posse, de modo a que possam ser disponibilizadas e possam contribuir para o enriquecimento do espaço atrás referido.
Para o efeito, indicam-se os respetivos contactos:
Telefone – 232 960 444
Email: gap@carregal-digital.pt 
Carregal do Sal, 22 de outubro de 2015.
O Presidente da Câmara, 
Rogério Mota Abrantes

Data de Publicação: 23/10/2015

Campanha de recolha de recheio da casa de Sousa Menndes

Câmara quer reunir peças de Aristides Sousa MendesIniciativa em Carregal do Sal

O presidente da Câmara de Carregal do Sal está a pedir às pessoas que sejam depositárias de peças que tenham pertencido ao cônsul Aristides de Sousa Mendes ou que façam alusão à sua vida que informem a autarquia. Num aviso publicado esta sexta-feira, Rogério Abrantes pede a essas pessoas que informem a Câmara "com a máxima brevidade possível", para que essas peças "possam ser disponibilizadas e possam contribuir para o enriquecimento" do espaço museológico a criar na Casa do Passal, em Cabanas de Viriato. Segundo o autarca, "a primeira fase da recuperação da Casa do Passal traduziu um marco significativamente importante na homenagem ao cônsul Aristides de Sousa Mendes e ao seu ato heroico" de, na sua ação diplomática, ter salvado milhares de pessoas do Holocausto. 

Ler mais em: http://www.cmjornal.xl.pt/cm_ao_minuto/detalhe/camara_de_carregal_do_sal_pede_ajuda_para_reunir_pecas_de_aristides_sousa_mendes.html

Louro - O Cônsul Desobediente


Já há muito tempo que me interesso pela história de Aristides Sousa Mendes, apesar deste ser o primeiro livro que leio sobre a vida do Cônsul Português em Bordéus conhecido por salvar a vida de milhares de refugiados de guerra.
Movida pela grande curiosidade e enorme interesse por saber mais sobre a vida deste português, iniciei esta leitura.
Desconhecia a obra de Sónia Louro. Penso que o trabalho desenvolvido de recolha de informação e compilação de fontes para a organização da estrutura deste livro está muito bem conseguido. Tenho conhecimento de outros livros sobre a vida de Aristides Sousa Mendes, mas penso que nenhum concilia tão bem a utilização das fontes históricas com uma narrativa do género de um Romance. Peço desde já desculpa caso esteja a cometer alguma injustiça com algum autor que já tenha utilizado este método, a verdade é que o conhecimento de outros livros me foi transmitido por outro leitor e não por leitura própria, como já referi.
De facto, Sónia Louro dá-nos a conhecer a vida de Aristides de Sousa Mendes criando uma história envolvente, sempre baseada em factos – que nos são apresentados ao longo de toda a narrativa, o que faz com que este livro vá muito além de uma Biografia; é acima de tudo uma forma de expor e dar a conhecer a vida deste homem, passo a passo, desde o nascimento.
Apreciei muito a forma como é feita a separação dos capítulos. Apesar de a narrativa se iniciar em 1939, na altura em que são colocados ao Cônsul os entraves à livre emissão dos vistos, vamos alternando no tempo de forma a conhecer a fundo a vida de Aristides. Assim, e partindo do ponto-chave que é o ano de 1939, temos vários capítulos relativos a anos anteriores que nos ajudam a perceber a base da sua educação, o crescimento profissional e, claro, a vida amorosa e familiar. A dada altura deixam de se verificar os “saltos temporais” pois é como se os capítulos se encontrassem no tempo, ou seja, estamos num ponto da acção em que já estamos familiarizados com o passado, e a narrativa segue sem mais interrupções até ao final.  
Se tiver de escolher uma palavra para definir a sensação com que fiquei finalizada a leitura, teria de optar por “revolta”. Aristides de Sousa Mendes foi um altruísta, um homem que colocou completamente de parte o seu bem-estar e o futuro próspero da sua família, para permitir que tantos seres humanos pudessem sobreviver à Guerra. Apesar das suas raízes Aristocráticas, dos seus contactos com algumas das pessoas mais importantes e poderosas a nível político e social, e de se mover numa esfera francamente acima do cidadão comum, não permitiu que o poder político e as ordens superiores fossem mais fortes do que a sua imensa humanidade e espírito de ajuda a quem precisou dele para sobreviver. Tudo isto sem nunca fazer juízos de valor, sem nunca considerar que um ser humano é mais importante do que outro por ter determinada nacionalidade ou crença religiosa.
“Aristides de Sousa Mendes não terá salvado a humanidade, apenas trinta mil pessoas, mas por outro lado, também segundo o Talmude: “Quem salva uma vida salva todo o Universo”” (pág.370).
Aristides perdeu tudo. A sua carreira ficou arruinada, o Governo português nunca lhe deu outra oportunidade, apesar das imensas cartas e exposições enviadas por ele e pela família. Pela sua desobediência pagaram também os filhos, que nunca conseguiram em Portugal um emprego de acordo com os seus estudos e capacidades, e também a esposa que apoiou o marido em tudo mas que acabou por ser levada pela imensa tristeza em que se tornou a vida de ambos.
Apesar de ter morrido na miséria, doente e só, apesar de nunca ter em vida sido recompensado pelos seus actos de coragem e heroísmo, incutiu nos filhos ideais que certamente trarão frutos às gerações vindouras: uma das situações que mais me marcou nesta história foi a forma como a família de Aristides o apoiou nas suas decisões, e como tanto a esposa e os filhos foram incansáveis em todo o género de apoio prestado aos refugiados. Tudo por um mundo melhor, sem nunca querer nada em troca.
Uma a leitura obrigatória sobre a vida de um idealista, um Homem de fortes convicções, um Herói.
Recordo que a apresentação de “O Cônsul Desobediente” terá lugar a próxima quinta-feira, 5 de Novembro, pelas 18h30, no Piso 7 do El Corte Inglés em Lisboa. Contará com as presenças de Álvaro de Sousa Mendes e António de Sousa Mendes.
Sinopse    “Há pessoas que passam no mundo como cometas brilhantes, e as suas existências nunca serão esquecidas. Aristides de Sousa Mendes foi uma dessas pessoas. Cônsul brilhante, marido feliz, pai orgulhoso, teve a sua vida destruída quando, para salvar 30.000 vidas, ousou desafiar as ordens de Salazar.
Cônsul em Bordéus durante a Segunda Guerra, é procurado por milhares de refugiados para quem um visto para Portugal é a única salvação. Sem ele, morrerão às mãos dos alemães. Infelizmente, Salazar, adivinhando as enchentes nos consulados portugueses, proibira a concessão de vistos a estrangeiros de nacionalidade indefinida e judeus.
Sob os bombardeamentos alemães, espremido entre as ameaças de Salazar, as súplicas dos refugiados e sua consciência, Aristides sente-se enlouquecer. E então toma a grande decisão da sua vida: passar vistos a todos quantos os pedirem. Salvará 30.000 inocentes mas destruirá irremediavelmente a sua vida.”

Ver mais ...http://planetamarcia.blogs.sapo.pt/75991.html

Casa de SOUSA MENDES em Cabanas de VIiriato parte da rede CASAS com VIDA

A casa que pertenceu ao cônsul português Aristides de Sousa Mendes, em Cabanas de Viriato, Carregal do Sal, foi distinguida pela Fundação Raoul Wallenberg, uma instituição que responde pelo nome de um arquiteto sueco que se tornou famoso pelos seus esforços no resgate de dezenas de milhares de judeu da Hungria, ocupada pelos nazis durante o Holocausto. O imóvel, que, neste momento, se encontra em obras, recebe a distinção internacional “Casas de Vida”. A candidatura foi feita por João Crisóstomo, um imigrante português nos Estados Unidos e ativista pela memória do cônsul português há quase duas décadas.
“É uma grande honra informar que o programa ‘Casas de Vida’, promovido pela Fundação Internacional Raoul Wallenberg, aceitou oficialmente a sua proposta para declarar como ‘Casas de Vida’ os locais onde Aristides de Sousa Mendes ajudou a salvar a vida de inocentes durante a Segunda Guerra Mundial”, escreveu o diretor da fundação, Jesús Colina, numa carta a João Crisóstomo.
Além da Casa do Passal, recebem a mesma honra os edifícios que acolheram os consulados portugueses em Bordéus e em Bayonne, em França, onde foram processados os vistos. As placas comemorativas serão descerradas em junho e julho do próximo ano, durante uma viagem a França, Espanha e Portugal, organizada pela Sousa Mendes Foundation, com sede nos Estados Unidos.
“Estamos comovidos por saber que vão participar nestas cerimónias sobreviventes e as suas famílias, bem como membros da família de Sousa Mendes e historiadores do Holocausto, que são tão centrais para transmitir esta história à próxima geração”, explicou o responsável.
A Casa do Passal, classificada como Monumento Nacional em 2011, atravessa neste momento uma primeira fase de obras, orçadas em 400 mil euros, que evitaram a sua ruina. Segundo a Direção Regional de Cultura do Centro (DRCC), depois desta primeira fase, haverá verbas comunitárias para prosseguir o sonho de ali criar um museu.

sexta-feira, janeiro 08, 2016

Assor - Judeus Ilustres de Portugal, Estoril 27-Jan

Miriam Assor apresenta o seu novo livro  
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Local: Espaço Memória dos Exilios
Avª. Marginal, 7152-A – 2765-247 Estoril
telefone: 21 4815930 / 5658
Data: 27 de janeiro 2016 , pelas 19H30 
Irá ser apresentado o livro da jornalista Miriam Assor “Judeus Ilustres de Portugal” acompanhado de uma palestra sobre os irmãos gémeos portugueses Samuel e Joel Sequerra, nascidos em Faro e que tiveram um papel fundamental no salvamento de pessoas que fugiam ao terror nazi durante a Segunda Guerra Mundial.
Estará patente ao público também, a partir da mesma data, uma exposição da autoria do pintor José Bravo Rosa, denominada “Desenhos e Grafites sobre o Holocausto”.

Estas ações têm como objetivo assinalar o Dia da Memória das Vitimas do Holocausto - 27 de janeiro.
VER http://www.cm-cascais.pt/equipamento/espaco-memoria-dos-exilios