sexta-feira, fevereiro 09, 2007
Article in Jewish Press highlights Sousa Mendes's heroic action
The third of three articles on The Jews Of Portugal, the latest article describes Aristides de Sousa Mendes: A Moral Model For The World .
The earlier article reviewed the history of the Jews in Portugal, from the tragedy of the Inquisition to the importance of Portugal as one of the main escape routes for Jews fleeing the Nazis during the Holocaust of World War II.
New Yorkers became familiar with that aspect of Portuguese history on April 6, 2005, when “Aristides de Sousa Mendes, the Portuguese Righteous Gentile who saved the lives of an estimated 30,000 Jews and others during the Nazi Holocaust,” was honored at the Museum of Jewish Heritage − A Living Memorial to the Holocaust.
But the story of Sousa Mendes was first published in the Luso Americano in 1988, when the Sousa Mendes family visited the US be honored at a special event at the Portuguese Embassy in Washington and stayed to share their story with a group of over 300 people from the Portuguese and Jewish communities in Newark, New Jersey.
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quarta-feira, fevereiro 07, 2007
Dez razões para votar em Aristides de Sousa Mendes
Texto remetido pelo Prof. José Manuel Cymbron
1ª. O primeiro dever de qualquer ser humano é respeitar a Vida. Aristides salvou 30.000 vidas.
2ª. Em 1940 poucas pessoas acreditavam que os Aliados conseguiriam vencer a Guerra. Foi precisamente nesse ano que Aristides, arriscando tudo, disse não a Hitler (e a Salazar).
3ª. Aristides tinha uma imensa família e sabia que a sua desobediência, ao governo português, teria consequências económicas e sociais dramáticas, como veio a acontecer.
4ª. Votar em Aristides é, também, prestar homenagem a sua mulher (Angelina), que sempre o apoiou e incentivou.
5ª. Votar em Aristides é votar num homem que, ao contrário de muitos diplomatas e políticos, sempre compreendeu o transcendente valor da palavra Liberdade.
6ª. Uma das maiores, e mais constantes, preocupações de Aristides foi o combate à corrupção, como o prova o seu opúsculo. ”O Comércio de Portugal e os Mercados do Brasil.”
7ª. Aristides tinha um enorme culto pelos Grandes Portugueses. Numa longa conferência, subordinada ao tema “Le Portugal, Pays de Rêve et de Poésie”, ficou bem patente a sua admiração pelos portugueses “(...) que por obras valorosas/ se vão da lei da morte libertando,”.
8ª. Aristides, para além de ser um filantropo e um diplomata, era um homem da cultura. “Confissões”, de Santo Agostinho, era o seu livro de cabeceira, e fez questão em que todos os seus filhos soubessem tocar, pelo menos, um instrumento musical.
9ª. Votar em Aristides é afirmar que a guerra e a prepotência só podem ser combatidas com três armas: Coragem, Cultura e Amor.
10ª. Fernando Pessoa disse: “Cumpriu-se o Mar, e o Império se desfez./ Senhor, falta cumprir-se Portugal!”. O pensamento e a acção de Aristides constituem um precioso contributo para que Portugal se cumpra. Como? Construindo, à imagem de Aristides, um Império de Paz e de Cultura.
Notas:
- Se pretender votar em Aristides deverá telefonar para o 760102004.
- Se concordar com este texto divulgue-o e peça a outras pessoas que façam o mesmo.
publicado em sábado, 20 de Janeiro de 2007 19:51
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sexta-feira, janeiro 26, 2007
Forum sobre Tolerância e Igualdade promovido pelo IPJ e o projecto Museu Virtual em Tomar, 4-Dez-06
O Projecto Museu Virtual Aristides Sousa Mendes (MVASM), aprovado pelo Instituto das Artes em 2004, é o resultado de uma parceria privada/pública entre uma equipa pluridisciplinar liderada pela arquitecta Luisa Pacheco Marques e o Instituto das Artes, com financiamento do programa POS_Conhecimento.
Segundo os relatórios do Instituto das Artes, o projecto do museu virtual, a desenvolver em 2005 e 2006 abrange várias áreas de investigação e pretende produzir contéudos audio-visuais e disponibilizá-los na Internet.
O trabalho do projecto abrange História, na forma de pesquisa documental e testemunhos orais, as Artes/Arquitectura, na forma de uma nova linguagem de arquitectura virtual e de imagem, e as Novas tecnologias com a criação de um Portal MVASM com desenvolvimento do interface baseado em protótipos.
A primeira fase de investigação realizada pelo Instituto de Ciências Sociais (coordenador Prof. António Costa Pinto e outros 4 investigadores). O projecto já angariou mecenato no montante de €47.490 em 2005 e tinha um orçamento de €336.000 em 2006.
Instituto das Artes, Relatório de Actividades 2005
http://www.iartes.pt/data/relatorio_de_actividades_2005.pdf
See testimonial: http://www.soroptimist-israel.org/international/asm_testimonial.htm
MV_ASM
Tomar.wordpress.com
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quinta-feira, janeiro 25, 2007
Sousa Mendes opened the Lisbon gateway to safety
In June 1940, Aristides de Sousa Mendes, then Consul of Portugal in Bordeaux, France, decided to follow his conscience and grant entry Visas to Portugal to all the refugees that sought desperately to exit France as it was invaded, despite written orders to the contrary.
For this heroic act, in which he had the support of his wife Angelina and their children, Aristides de Sousa Mendes was removed from his diplomatic post, subjected to disciplinary proceedings, and finally ousted from the diplomatic service. With his career shattered, forbidden to practice law, and his large family persecuted and dispersed, he died in poverty in 1954. After a persistent campaign spearheaded by this children, in 1966, Aristides de Sousa Mendes was recognized as a Righteous Gentile by YAD VASHEM, the Israeli Holocaust Remembrance Authority. It is estimated that he saved nearly 30.000 persons, including 10.000 Jews.
Long before the worst horrors of the World War II and the Holocaust were fully evident, Sousa Mendes was among the first to take such a stand and to undertake, on his own initiative and at great personal risk, what became one of the most significant rescue efforts of the war period.
His actions forced open the Lisbon gateway through which many refugees passed on their way to America, Brazil or Israel, some staying for a while in residencias fixas in Portugal’s seaside residents, and a few returning later to post-war Europe.
The Sousa Mendes Museum Project consists of the creation of the Aristides de Sousa Mendes Memorial Museum and Studies Center in Cabanas de Viriato, Portugal and the recuperation of the historic and imposing Sousa Mendes family mansion for this purpose.
Soroptimist http://soroptimistapt.blogspot.
Beijós XXI http://antoniopovinho.blogspot.com/, home village of Angelina
See testimonial http://www.soroptimist-israel.org/international/asm_testimonial.htm
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terça-feira, janeiro 23, 2007
Sousa Mendes entre os Grandes Portugueses - 2

Os homens são do tamanho dos valores que defendem
Aristides de Sousa Mendes foi, talvez por isso, um dos poucos heróis nacionais do século XX e o maior símbolo português saído da II Guerra Mundial. Em 1940, quando era cônsul em Bordéus, protagonizou a "desobediência justa". Não acatou a proibição de Salazar de se passarem vistos a refugiados: transgrediu e passou 30 mil, sobretudo a judeus. Foi demitido compulsivamente. A sua vida estilhaçou-se por completo.
"É o herói vulgar. Não estava preso a causas. Estava preso a uma questão fundamental: a sua consciência", afirma o jornalista Ferreira Fernandes.
Aristides de Sousa Mendes foi o "Schindler português" muito antes de o alemão começar a sua actividade humanitária em prol dos judeus. Atendendo à verdade histórica, Oskar Schindler é que foi o Aristides alemão.
De uma coisa ninguém tem dúvidas: Aristides de Sousa Mendes é um dos maiores símbolos nacionais da II Guerra Mundial. Foi o homem como metáfora do humanismo. Em 1940, Aristides era cônsul de Portugal em Bordéus e, indo contra uma directiva expressa de Salazar para não se concederem vistos a refugiados que quisessem atravessar a França para chegar a Portugal, desobedeceu e passou 30 mil vistos. "Na vida de cada pessoa há uma ou outra oportunidade para se revelar, para mostrar aquilo em que acredita e levar isso até às últimas consequências", diz D. Manuel Clemente, bispo auxiliar de Lisboa. "Ele revelou um sentido de rasgo, um sentido de risco."
No século XX português não há outra figura que tenha mudado tanto - objectiva e materialmente - a vida de milhares pessoas. "Ele representa a desobediência justa", refere António Costa Pinto, historiador e professor do Instituto de Ciências Sociais. "É o exemplo de solidariedade. A sua figura é muito associada ao humanismo do século XX."
No momento crucial da vida na Europa e no mundo, Aristides de Sousa Mendes foi capaz de distinguir o essencial do acessório. "Percebeu que não poderia ficar indiferente à sorte de milhares de pessoas que foram aparecendo no Consulado de Portugal em Bordéus", diz José de Sousa Mendes, sobrinho-neto de Aristides.
Nascido numa abastada família de antigos fidalgos de província, de Cabanas de Viriato, perto de Viseu, Aristides e o irmão gémeo César cursam Direito em Coimbra e seguem a carreira diplomática. Perseguido pelo regime sidonista e a I República em geral, após o golpe de 28 de Maio de 1926 é colocado em Vigo, num posto prestigiante e de confiança. A seguir é transferido para Antuérpia, outro posto de confiança, onde ficará nove anos. Com 50 anos é o decano do corpo diplomático.
Em 1938, após Salazar recusar o seu pedido para permanecer na Bélgica, é colocado em Bordéus. Em 1939, com o rebentar da II Guerra Mundial e, em 1940, devido à invasão da França pelas tropas alemãs, milhares de refugiados fogem para sul. Os jardins do Consulado e as ruas vizinhas servem de local de acampamento a milhares de pessoas, das mais variadas nacionalidades, sobretudo judeus, que fogem da perseguição nazi, mas também gente que foge somente da guerra.
Com a proibição de Salazar - que além de presidente do Conselho de Ministros era ministro dos Negócios Estrangeiros - de se passarem vistos a refugiados, sobretudo a "israelitas", Aristides de Sousa Mendes segue a sua formação humanista e católica e desobedece. Passa (com dois dos seus filhos mais velhos) milhares e milhares de vistos àqueles fugitivos, entre os dias 17 e 19 de Junho de 1940. Terão sido passados cerca de 30 mil, nesses escassos dias. "Concede vistos sem olhar a nacionalidades, etnias ou religiões. Graças a ele, Portugal ficou na história como um país que apoiou os refugiados durante a II Guerra Mundial", lembra a historiadora Irene Pimentel. "Aristides marca de forma indelével a história de Portugal porque permitiu reconciliar-nos com a nossa dignidade. Mais do que qualquer outra pessoa da sua época, dignificou o que era ser-se humano e ser-se português", diz Fernando Nobre, presidente da Fundação AMI.
O mais atraente na história de Aristides de Sousa Mendes é ele ser uma espécie de herói vulgar, que está preso "apenas" à sua consciência. Quando se deu a ocupação do Consulado, fechou-se num quarto para reflectir o que deveria fazer. Numa alucinante inquietação, ficou apenas ele e o seu dilema: respeitaria as ordens superiores - o que, aliás, havia feito toda a vida - ou responderia à sua consciência? "Aristides de Sousa Mendes era um homem vulgar, um funcionário ordeiro, com mais de 50 anos e 12 filhos, que nunca se tinha oposto ao regime ditatorial existente em Portugal", conta o jornalista Ferreira Fernandes. "Mas naquela hora respondeu à sua consciência. E isso foi extraordinário."
Continuando a desobedecer às ordens superiores, provou que não tinha vocação de capacho. Pela inacção dos colegas de Bayonne e de Hendaye, desloca-se a estas cidades nos dias seguintes e ele próprio emite mais alguns milhares de vistos. "Segue a sua consciência humanista universal", refere Medeiros Ferreira, historiador e professor universitário. "Opta nitidamente pela desobediência civil. Opta por salvar aquelas milhares de pessoas que estavam nas escadarias do Consulado à espera de um visto salvador."
As perspectivas dos seus actos não se limitavam a ser sombrias. Excediam em perigo mais do que a imaginação humana pudesse conceber. "Fez tudo o que estava ao seu alcance, mesmo que isso lhe custasse a carreira, a vida e o bem-estar da sua família", conta José de Sousa Mendes. No dia 24 de Junho recebe um telegrama de Salazar ordenando-lhe o regresso imediato a Lisboa. "Enfrentou a ira de Salazar, que não podia permitir que um diplomata desobedecesse às suas ordens", relata Irene Pimentel. Após 32 anos de serviço, Aristides de Sousa Mendes (com uma família de 12 filhos) é demitido compulsivamente sem direito a qualquer reforma ou indemnização. Além disto, é interditado de exercer advocacia e os filhos de frequentarem a universidade. O irmão também é demitido do serviço diplomático. A sua vida estilhaça-se por completo: desmorona-se em prol de um ideal. "Mas quem atinge assim o pico, atinge a glória", afirma D. Manuel Clemente.
Há uma grande presença de Deus na sua vida. O cônsul coloca o seu catolicismo acima de tudo. "Viveu a vida como responsabilidade, a vida como encargo, a vida como compaixão. Actuou de maneira exemplar na história portuguesa e da Humanidade", resume D. Manuel Clemente. Foi um homem conservador, que se adaptara ao regime do Estado Novo, e que levou o seu cristianismo até às últimas consequências.
Alberga no seu palácio de Cabanas de Viriato muitas famílias de refugiados, hipotecando para o efeito todo o recheio. Já na miséria, é auxiliado pela Comunidade Israelita de Lisboa a partir de 1941, sendo muitos dos seus filhos chamados por aqueles que haviam sido salvos, sobretudo a partir dos Estados Unidos e do Canadá. "Aquilo que mais admiro foi a capacidade de ter aguentado a vida nos quase 14 anos que se seguiram àquele acontecimento", sublinha José de Sousa Mendes. "O seu mundo desabou totalmente."
Em 1945, terminada a Guerra, tendo feito uma exposição para tentativa de reapreciação do seu processo, não recebe resposta. A situação de miséria agrava-se. Em 3 de Abril de 1954 morre, no Hospital da Ordem Terceira, em Lisboa, desonrado e sozinho (os filhos já tinham emigrado para a América), acompanhado apenas por uma sobrinha.
Ainda hoje a figura de Aristides de Sousa Mendes é controversa. "A nível da diplomacia, há quem diga que o dever de obediência deveria estar acima da sua atitude humanitária", conta Irene Pimentel. "Eu acho que não. É precisamente nestas alturas que se vê a postura dos seres humanos." Pormenor importante: por incrível que pareça, Aristides de Sousa Mendes só foi reabilitado nos anos 80 do século XX - e muito por pressão exterior. Foi primeiro elogiado nos Estados Unidos e em Israel. É considerado o justo entre os justos.
"Em 1987, reencontrei um dos filhos dele que emigrou para o Canadá, numa homenagem a Aristides, na Alameda dos Justos, em Jerusalém, onde há uma árvore dedicada a cada um dos justos que ajudou os judeus durante a guerra. Fomos convidados para regar essa árvore", conta, emocionado, José de Sousa Mendes. "Aristides não tem um monumento em Portugal. Mais do que um monumento, deveria haver simplesmente uma lei que dissesse: A nuvem - aquela coisa efémera -, a nuvem mais bonita em Portugal, todos os dias, deveria chamar-se Aristides de Sousa Mendes", remata Ferreira Fernandes.
Recordamos Aristides de Sousa Mendes porque eu soube dar a resposta acertada ao grande DILEMA que enfrentava naqueles dias de incerteza e angústias.
Todos nós podemos ter que enfrentar DILEMAS semelhantes ainda que menores.
Como reagiu ?
Como poderá reagir no futuro ?
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sexta-feira, janeiro 19, 2007
Livro de Vistos do Consulado de Portugal em Bordéus, 1940

O livro de vistos do Consulado de Portugal em Bordéus de 1940 faz testemunho daqueles tempos conturbados e deixam transparecer a ansiedade e o desespero.

Enquanto as primeiras páginas são escritas com todo o cuidado burocrático, nomes mais portugueses, brasileiros, ingleses, a partir de 17-Junho-1940 a lista torna-se mais apressada, aparecem mais nomes da Europa central, mais nomes judeus.

The Book of Visas of the Consulate of Portugal in Bordeaux reflects the gathering storm as the finely detailed lists give away to rushed entries, skipped lines and tense handwriting.
E a concessão de vistos continuava noite dentro, "depois do horário de expediente...Beit Israel
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quinta-feira, janeiro 18, 2007
Sousa Mendes in the Museum of Jewish Heritage, New York

Aristides de Sousa Mendes is featured in the Rescuers Gallery of the Museum of Jewish Heritage, near Battery Park in New York, displaying the register of visas from the Consulate of Portugal in Bordeaux in 1940, on temporary loan from the Portuguese Ministry of Foreign Affairs, MNE, and the diplomat's pen, loaned by the family.

O Livro de Vistos do Consulado de Portugal em Bordéus de 1940, gentilmente cedido temporariamente pelo Ministério de Negócios Estrangeiros, faz o testemunho do Acto de Consciência de Aristides de Sousa Mendes.
John Crisostomo, vice-presidente da Fundação Raoul Wallenberg e um grande amigo da causa Sousa Mendes, contribuiu significativamente para a apresentação de Sousa Mendes neste museu importante, e acompanhou Mariana Abrantes na visita à exposição.

Perdoar sim, esquecer não, é o lema das exposições.
E sobretudo recordar as histórias das vítimas do genocídio, dos salvadores, dos sobreviventes e até dos seus descendentes.

Os amigos de Sousa Mendes encontram-se em todo lado.

A praceta tem o nome de um dos grandes mecenas cuja família contribui para a criação do museu.

A placa no balcão da recepção do museu que nos oferece as boas vindas também presta homenagem discreta a outro mecenas que contribuiu para a realização do memorial.

A loja do museu oferece diversas livros, videos e outras formas de saber mais.
VER http://www.mjhnyc.org/index.htm
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