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domingo, fevereiro 08, 2009

Familiares de Sousa Mendes visitaram a casa de Angelina em 1999


Um grande grupo de familiares de Aristides e Angelina de Sousa Mendes visitaram Beijós a 24-Outubro-1999 para assistir ao descerramento de uma lápide que marca a casa onde nasceu Angelina de Sousa Mendes a 20-Agosto-1888.

O evento foi da iniciativa de Francisco Abílio Abrantes, em coordenação com o seu vizinho californiano João Paulo Abranches de Sousa Mendes (de gabardine cinzenta na foto) , o filho mais novo de Aristides e Angelina.

Os beijosenses responderam ao convite e estiveram presentes em grande número .
Para muitos dos netos e bisnetos de Aristides e Angelina, esta foi a primeira visita a Beijós, a aldeia ancentral da família Sousa Mendes.

sexta-feira, fevereiro 06, 2009

Centenário das Bodas de Aristides e Angelina em Beijós


Cem anos depois das Bodas de Aristides e Angelina, a família Sousa Mendes regressa a Beijós, a sua aldeia ancestral, estando agora a reconstruir a casa de Angelina ao Ribeiro.
The centennial of the wedding of Aristides and Angelina in their ancestral village of Beijós, is to be marked on 18-February.
Beijós is located 4km to the north of Cabanas de Viriato, Carregal do Sal Portugal. For a virtual visit, see http://antoniopovinho.blogspot.com/

terça-feira, fevereiro 03, 2009

Abertas candidaturas Memória Europeia Activa

Estão abertas as candidaturas ao abrigo do programa europeia MEMÓRIA EUROPEIA ACTIVA até 30-Abril-2009

Under this action, projects of the following types will be supported:
  • Projects linked to the preservation of the main sites and memorials associated with the mass deportations, the former concentration camps and other large-scale martyrdom and extermination sites of Nazism, as well as the archives documenting these events and for keeping alive the memory of the victims, as well as the memory of those who, under extreme conditions, rescued people from the Holocaust;
  • Projects linked to the commemoration of the victims of mass exterminations and mass deportations associated with Stalinism, as well as the preservation of the memorials and archives documenting these events. All proposals must comply with the provisions set out in the full Programme Guide "Europe for Citizens" 2007 -2013
"Europe for Citizens" Programme 2007 – 2013
Ver: Manual
Aristides de Sousa Mendes - Reclamação apresentada à Assembleia Nacional em 1945.

Sr. Presidente da Assembleia Nacional:

Aristides de Sousa Mendes, ex-cônsul de Portugal em Bordéus, lugar de que foi destituído pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, por motivo de ter, com desobediência às instruções vigentes, dado vistos em passaportes a milhares de estrangeiros que procuravam no nosso país abrigo contra a ameaça dos exércitos alemães, então em vias de ocupação do Sudoeste da França vem, no exercício do seu direito de reclamação, garantido no n.º 18 do art.º 8º da Constituição, apelar para a Assembleia Nacional, como encarregada pela mesma Constituição de « vigiar o cumprimento das suas disposições e das leis da Nação » ( Art.º 91, n.º 2) com os seguintes fundamentos:

Tendo-lhe sido enviadas instruções pelo ministro dos Negócios Estrangeiros sobre vistos em passaportes, essas instruções continham na 1ª alínea a proibição absoluta de os dar aos israelitas, sem discriminação de nacionalidade.
Tratando-se de milhares de pessoas de religião judaica, de todos os países invadidos, já perseguidas na Alemanha e noutros países seus forçados aderentes, entendeu o reclamante que não devia obedecer àquela proibição por a considerar inconstitucional em virtude do art.º 8.º n.º 3 da Constituição, que garante liberdade e inviolabilidade de crenças, não permitindo que ninguém seja perseguido por causa delas, nem obrigado a responder acerca da religião que professa, medida que aliás se lhe tornava necessária para saber a religião dos impetrantes, e assim negar ou conceder o visto.
Nestes termos, se o reclamante não obedeceu à ordem recebida do Ministério, não fez mais que resistir, nos termos do n.º 18 do art. 8º da Constituição, a uma ordem que infrigia manifestamente as garantias individuais, não legalmente suspensas nessa ocasião (art.º 8.º, n.º 19).

E não se pretenda que a inviolabilidade de crenças não é, segundo a Constituição, um direito para os estrangeiros visados, por não se acharem residindo em Portugal, único caso em que poderiam ter os mesmos direitos que os nacionais (do art.º 7.º) pois não se trata no caso presente de um direito dos estrangeiros mas de um dever dos funcionários portugueses, que nem em Portugal nem nos seus Consulados, também território português, poderão sem quebra da Constituição interrogar seja quem for sobre a religião professada, para negar qualquer acto da sua competência, o que a admitir-se significaria odiosa perseguição religiosa, mormente quando se impunha o direito de asilo que todo o país civilizado sempre tem reconhecido e praticado em ocasiões de guerra ou calamidade pública.

Espera o reclamante que a Assembleia, na alta função de vigiar pelo cumprimento da lei, haja por bem declarar nula a pena que lhe foi imposta, por motivo da desobediência às instruções citadas, exigindo a respectiva responsabilidade àquele ou àqueles funcionários que, dando-lhe a referida ordem, «atentaram contra a Constituição e o regime estabelecido» (art.º 115.º, n.º 2) reconhecendo-lhe o direito e reparações materiais e morais pelo prejuízo que lhe foi causado pelo processo disciplinar que lhe foi instaurado no Ministério (art.8.º, n.º18).

Não alegou na resposta que deu no mesmo processo disciplinar estas circunstâncias, pelo motivo de, lavrando a guerra na Europa, não querer dar publicidade e relevo a uma atitude, por parte de funcionários do Estado, que sobre ser inconstitucional poderia ser interpretada como colaboração na obra de perseguição do governo hitleriano contra os judeus, o que representaria uma quebra da neutralidade adoptada pelo governo.
Não pode porém suportar a evidente injustiça com que foi tratado e conduziu ao absurdo, a que pede seja posto rápido termo, de o reclamante ter sido severamente punido por factos pelos quais a Administração tem sido elogiada, em Portugal e no estrangeiro, manifestamente por engano, pois os encómios cabem ao país e à sua população cujos sentimentos altruístas e humanitários tiveram larga aplicação e retumbância universal, justamente devido à desobediência do reclamante.
Em resumo, a atitude do Governo Português foi inconstitucional, antineutral e contrária aos sentimentos de humanidade e, portanto, insofismavelmente «contra a Nação».

Pede deferimento (a) – Aristides de Sousa Mendes.
Publicação: Thursday, October 26, 2006 10:51 AM por akfak
Fonte: sol.sapo.pt/blogs/asfak/

domingo, fevereiro 01, 2009

Escola de Braga oferece contributos para a recuperção da Casa do Passal

Está a decorrer desde 29-Janeiro até 3-Fevereiro de 2009, na Escola Secundária de Alberto Sampaio, em Braga, um programa de “Contributos Para a Recuperação da Casa de Aristides de Sousa Mendes”.

O programa inclui uma exposição permanente sobre Aristides de Sousa Mendes e a sua Casa do Passal e a divulgação do Museu Virtual Aristides de Sousa Mendes.
No dia 2 de Fevereiro, pelas 10h55 , será projectado o documentário (realizado no âmbito do Programa “Os Grandes Portugueses” da RTP1 seguido dos trabalhos individuais dos alunos.
O programa encerra no dia 3 de Fevereiro, pelas 19h05, na Biblioteca com um momento musical em memória de Maria Angelina e Aristides de Sousa Mendes.

A organização do evento está a cargo do Departamento de Ciências Sociais e Humanas, em parceria com os alunos de diversas turmas da Escola Secundária de Alberto Sampaio, Braga, Portugal, http://www.esas.pt/

quarta-feira, janeiro 28, 2009

Portugal adere ao grupo de trabalho sobre o Holocausto

Segundo um comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Portugal assinalou o Dia Internacional de Memória do Holocausto com a adesão Task Force for International Cooperation on Holocaust Education, Remembrance and Research [Grupo de Trabalho para a Cooperação Internacional na Educação, Memória e Investigação do Holocausto], com o estatuto de observador.

Desta forma, o Governo Português reafirma a necessidade de preservar a memória deste acto inumano de genocídio , que deve servir de aviso a todos os povos para os perigos do ódio, intolerância, racismo e preconceito.

A Task Force tem por objectivo a promoção da educação e investigação sobre o Holocausto, para preservação da sua memória.Portugal tem vindo a acompanhar os trabalhos com associações de professores de História, Português e Filosofia, e que tem desenvolvido acções no domínio do ensino e da sensibilização, no universo escolar.

Portal do Governo

segunda-feira, janeiro 26, 2009

Museu de Direitos Humanos procura Director

O novo Museu dos Direitos Humanos do Canada, em Winnepeg procura um Director para liderar todo o projecto desde a construção, a iniciar em 2009, até ao marketing, comunicação e desenvolvimento da equipa de gestão. O Director deverá também promover relações com a Liga de Amigos do Museu CMHR, o governo canadiano, a comunicação social e os parceiros públicos e privados, bem como trabalhar com os outros orgãos de direcção para desenvolver e implementar o plano estratégico e operacional do novo museu.

O novo Museu dos Direitos Humanos do Canada é um museu nacional, cuja direcção é nomeada pelo governo canadiano, que pretende vir a ser o maior e mais importante centro de estudos de direitos humanos no mundo, e um símbolo da dedicação do povo canadiano aos principíos fundamentais e universais.
Canada seeks a Director for new Canadian Museum of Human Rights in Winnepeg, which envisions becoming the most important center for the study of human rights in the world and for the development of young leaders.