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sexta-feira, fevereiro 05, 2010

Filme sobre Sousa Mendes com estreia mundial em Bruxelas em Junho 2010

O filme «O Cônsul de Bordéus», sobre o Acto de Consciência do diplomata Aristides de Sousa Mendes, foi rodado em Viana do Castelo pelos realizadores Francisco Manso e João Correa, da produtora Take 2000.
«O Cônsul de Bordéus» é protagonizado por Vítor Norte, no papel de Aristides de Sousa Mendes, o diplomata português que, à revelia de Oliveira Salazar, atribuiu cerca de trinta mil vistos a refugiados perseguidos pelo regime nazi em 1940. Ao tomar a decisão de seguir a sua consciência e conceder vistos a toda a gente, contrariando as ordens do governo de Salazar, o antigo cônsul de Portugal em Bordéus ajudou milhares de judeus e outros refugiados a escapar da França no momento da invasão e a encontrar refúgio em Portugal.

O argumento, que inclui a personagem fictia de um jóvem refugiado que se torna num maestro famoso, é de João Nunes e António Torrado. Francisco Manso é o realizador português de filmes como «A Ilha dos Escravos» e «O Último Condenado à Morte». João Correa é um cineasta português radicado em Bruxelas, Bélgica, secretário-geral da Aliança Mundial do Cinema, que investiga a vida de Sousa Mendes há cerca de dez anos. Do elenco fazem parte ainda nomes como Carlos Paulo, no papel do rabino Chaim Kruger, que sensibilizou Sousa Mendes para o desespero dos refugiados, Leonor Seixas, São José Correia, Laura Soveral e Pedro Cunha.

A produção de “O Cônsul de Bordéus” está calculada em cerca de 3 milhões de euros e beneficia de um subsídio de 650 mil euros do ICA-Instituto do Cinema e Audiovisual, e conta com parceiros espanhóis e belgas. Haverá uma versão dobrada em francês, para distribuição em países francófonos, e o filme entrará nos circuitos comerciais dos países de língua espanhola e francesa, admitindo-se ainda a hipótese de vir a ser feita uma versão em língua inglesa.

A estreia mundia do filme terá lugar numa Gala Europeia em Bruxelas, Junho de 2010, a tempo de assinalar o 70º aniversário do Acto de Consciência.

Aristides de Sousa Mendes morreu em 1954 e foi reconhecido como Justo entre as Nações (Righteous Gentile) pelo Yad Vashem a 18-Outubro-1966. Sousa Mendes levou a caso a primeira e uma das maiores iniciativas individuais de salvemento de refugiados logo no início da Segunda Grande Guerra Mundial entre 17-24 de Junho de 1940, quando mal se vislumbravam todos os horrores que teriam lugar nos anos seguintes. Conta a história que Sousa Mendes sofreu grande angústias ao ter que escolher entre a voz da sua consciência e a obrigação de seguir as ordens superiores que constavam da terrível Circular 14 do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

No mesmo momento fatídico, Charles de Gaulle partia de Bordéus e prepara-ve também em solidão para lançar o apêlo "à la résistance" a 18-Junho-1940, a partir de Londres.

Espera-se que ese filme ajude a fazer justiça ao grande homem que foi este ‘Schindler’ português.

Fonte: Lusa, SAPO Cinema Out-2009, DN Artes, Público , CM, Eventos David Martins, 18 juin

Nota: Entre os filmes a desenvolver até 2011 contam-se ... "Mendes", no qual Richard Gere interpretará a vida do cônsul português Aristides de Sousa Mendes, ... com realização de Matt Cimber.
Source: ionline

quinta-feira, fevereiro 04, 2010

Fundação Sousa Mendes desafia arquitectos

Cabanas de Viriato: Fundação Aristides de Sousa Mendes desafia arquitetos a fazerem projeto para casa do cônsul


Viseu, 04 fev (Lusa) - A Fundação Aristides de Sousa Mendes vai desafiar arquitetos a fazerem um projeto de recuperação da Casa do Passal, em Cabanas de Viriato, distrito de Viseu, onde o cônsul viveu e chegou a receber dezenas de refugiados.

Era na casa de Cabanas de Viriato que o cônsul - que em Bordéus (França) salvou milhares de refugiados do Holocausto  em 1940- costumava passar férias na companhia dos 14 filhos e da primeira esposa, Angelina, tendo aí também vivido alguns anos antes da sua morte com a segunda mulher, a francesa Andrée Cibial.

Depois de mais uma época de chuvas, a casa encontra-se em risco de ruir e os buracos cada vez maiores no telhado e nas paredes tornam mais difícil perceber como seria no tempo em que era chamada de "palácio".
Fonte:  JNotícias

terça-feira, fevereiro 02, 2010

Dia Escolar da Não Violência e da Paz no Barreiro

O Agrupamento de Escolas do Barreiro celebrou o «Dia Escolar da Não Violência e da Paz» .  Este ano foi um dos melhores e envolveu muito a comunidade. 
Na verdade foram largas centenas de pessoas que em redor da Praça da Paz e Amizade, junto ao Fórum Barreiro, partilharam com muita emoção aquele movimento de crianças transportando nas suas mãos a pomba da paz deram um sinal sobre o valor da paz e da amizade, recordando nos seus cânticos que - “O mundo é nosso e não há outro”.  Há dez anos, no Parque da Cidade, outra grande celebração   envolveu  famíliares de Aristides Sousa Mendes .
Fonte:  Rostos

domingo, janeiro 31, 2010

Vestígios Hebraicos em Portugal

Laura Cesana é uma artista plástica italiana que há muito adoptou o nosso pequeno país para viver e trabalhar.  Em 1997, publicou uma  obra bilingue com base numa investigação selectiva sobre os vestígios das comunidades judaicas na Peninsula Ibérica, com particular incidência para o caso português, recuando 400-500 na nossa memória histórica partilhada.

 O livro inclui também a reproducção de muitos dos seus quadros dedicados ao mesmo tema.
Vestígios Hebraicos em Portugal, LIVRO BILINGUE (português e inglês) de Laura Cesana com um poema de António Ramos Rosa e testos dos críticos de arte Fernando de Azevedo, Fernando Pernes e Lima de Freitas.
Capa dura, 160 páginas, 116 imagens a cores de lugares e pinturas, cm 32 x23,5. Edição do autor. !ªedição: Lisboa 1997. 2ªedição: Lisboa I998. (ISBN: 972-97370-02)


"Trata-se assim, de uma obra que nos fala da História através da pintura, bem como da inspiração através da História. Afinal, e como a autora refere no subtítulo, uma viagem de uma pintora, é este o fio condutor de uma obra extremamente ambiciosa (...)"
 ALEXANDRA LUÍS (na Revista "Valor")

(...)"E o seu belíssimo ensaio de investigação e objecto de arte Vestígios Hebraicos em Portugal oferece-nos simultaneamente uma síntese muito equilibrada e rigorosa do passado dos judeus, marranos e cristãos-novos na nossa pátria (...) e a reprodução dos seus quadros admiráveis, onde aparecem rituais, cenas de culto, objectos sagrados, sempre à beira do mistério, do silêncio, da meditação, do Shabat. (...)"
Fonte: planeta.ip.pt

quarta-feira, janeiro 27, 2010

Sousa Mendes recordado na E.S. Nelas

Na semana de 25 a 29 de Janeiro 2010, o Departamento de Ciências Sociais e Humanas e a Biblioteca Escolar da Escola Secundária de Nelas irão lembrar as vítimas do Holocausto, promovendo as seguintes actividades:

Exposição temática e homenagem a Aristides de Sousa Mendes

Ciclo de Cinema com a exibição dos filmes A Vida é Bela de Roberto Benigni ( 2ª feira)
A Lista de Shindler de Steven Spieldberg ( 3ª Feira)
O Rapaz do Pijama às Riscas de MarK Herman (4ª feira)
O Pianista de Roman Polanski ( 6ªfeira )

No dia 28-Janeiro-2010, às 14h30, irá decorrer uma conferência com a presença de responsáveis da Fundação Aristides de Sousa Mendes, a escritora Julia Nery e Lina Madeira, invesigadora da Universidade de Coimbra.
Fonte: ESNelas

Ver também reportagem da sessão sobre o Dia Internacional da Memória das Vítimas do Holocausto, no Colégio Luso-Internacional no Porto
Fontes:  Visão e JPN, JNotícias
Outros eventos:  Belmonte , Varsóvia

O Dia Internacional do Holocausto foi instituído pela Assembleia Geral das Nações Unidas em  memória das vitimas, na data de libertação do campo de concentração de Auschwitz-Birkenau.

segunda-feira, janeiro 25, 2010

Portugal and Israel to boost tourism

Officials from Portugal and Israel sign a tourism cooperation agreement, in order to increase the flow of visitores between the two countries. Currently, Portugal receives about 1.000 Israeli tourists per year, and Israel receives about 3.000 Portuguese, and there is only one air charter in operation.
The tourism agreement will focus on health and well-being as well as cultural and nature tours.

Representantes de Portugal e Israel assinaram um acordo de cooperação com o objectivo de incentivar "o desenvolvimento da cooperação turística bilateral" nos domínios do turismo de saúde e bem-estar e touring cultural e paisagístico e aumentar o fluxo de visitantes.
O mercado israelita pode ser também uma alternativa para ultrapassar as "fragilidades" de outros mercados turísticos, como o britânico, segundo Bernardo Trindade, Secretário de Estado do Turismo.
O facto de existir apenas uma operação charter entre os dois países condiciona o desenvolvimento deste mercado, com cerca de 1.000 visitantes israelitas por ano em Portugal. O número de turistas portugueses em Israel aproxima-se dos 3.000/ano.
Fonte: Diário Digital , Fábrica de Conteúdos

terça-feira, janeiro 19, 2010

Book Review: Letter To A Hostage by Antoine De Saint-Exupery - Books - Blogcritics

The Little Prince, the fictional character that has charmed readers over the decades, is a rather appropriate "spokesperson" for the Human Rights Education Initiciative promoted by UNRIC.

After all, his creator, Antoine Saint-Exupéry, was a refugee in Lisbon, Portugal during World War II, where he wrote "Letter to a Hostage".

Book Review: Letter To A Hostage by Antoine De Saint-Exupery - Books - Blogcritics
We live in a world full of displaced people. War, famine, disease, and economics have forced millions if not billions of people to leave their homes. While some are fortunate enough to be allowed to immigrate to new countries where they have the chance to start over again, others end up in the squalor and helplessness of refugee camps. Trapped in bureaucratic limbo as no country is willing to accept them and unable to go home, they live on hand outs and take shelter in anything from tents to edifices made of scrap.
Limbo or purgatory can't be any worse than the fate of those doomed to spend their days whiling away the hours awaiting word that they can return to their homes or by some miracle be allowed into another country. If that isn't a troubling enough fate, what of those who have family and friends to worry about? As long as no word comes saying they have died, they continue to remain alive as long as they are remembered. Those memories are the one thing they retain that assures them their life before this was real, and the people they left behind are all that's left of whatever it was that once rooted them to their homeland.
In 1940, when most of Europe had fallen under the shadow of Nazi Germany, Portugal remained unoccupied and fiercely neutral. Located at the far end of the Iberian peninsula and buffered from the rest of Europe by Spain, little Portugal became the last place of refuge for people fleeing Nazi Germany hoping to obtain a visa that would take them across the water to the United States, Canada, or South America. Whether living under Nazi rule was unacceptable to them or life threatening made no difference, as the result was the same. Standing on the edge of the continent looking across the ocean towards potential salvation, their only recourse was to wait.
Among those waiting was French aviator and author Antoine De Saint-Exupery who is perhaps best known for his children's book Le Petite Prince - The Little Prince. After the fall of France he refused to live in Nazi occupied France and made his way to America so he could continue to fight. Like so many others he ended up in Portugal waiting for a visa, and it was during his time in Portugal among fellow refugees that he was inspired to write the essay Letter To A Hostage, which is now being re-issued by Pushkin Press of London, England.
Unlike the refugees of today who are resigned to the hopelessness of their situation, the majority of those waiting in Lisbon acted no differently than they would have if they were on vacation in the south of France or other resort area. On the whole these were people who had the where with all to have bought their way out of whatever troubles they might have experienced in their homeland. Once ensconced in Lisbon they proceeded to live as if their circumstances remained unchanged, dressing up every night and going to the casinos or attending lavish dinner parties.

Of course it was all pretence, or as Saint-Exupery puts it: "As Lisbon played at happiness, they (the refugees) played at pretending they would return"(to their homelands)
Cont...
Source: http://blogcritics.org/books/article/book-review-letter-to-a-hostage/
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