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terça-feira, junho 15, 2010

As listas dos Souza - O Globo

Diplomatas brasileiro e português que salvaram mais de 30 mil perseguidos do Holocausto durante a Segunda Guerra são agora lembrados O Globo, 12/Junho/2010 , por Christine Lages

RIO - Eles tinham a mesma profissão, morreram com um intervalo de duas semanas, e falavam a mesma língua, principalmente quando se tratava dos direitos humanos. Na França em tempos de Segunda Guerra Mundial, o Embaixador brasileiro Luiz Martins de Souza Dantas e o Consul português Aristides de Sousa Mendes não eram próximos, mas suas trajetórias os uniram após a morte, e deram chance a milhares de pessoas de viver sem a perseguição. Responsáveis pela emissão de vistos no momento em que a Alemanha de Adolf Hitler invadia o país onde representavam Brasil e Portugal, eles criaram uma espécie de Lista dos Souza com a qual permitiram a entrada de mais de 30 mil estrangeiros em seus países. Nesta quinta-feira, o ato dos dois diplomatas será lembrado em cerimônias católicas e judaicas em diversas partes do mundo, incluindo Vaticano, Brasil e Estados Unidos.
( Teste seus conhecimentos sobre os diplomatas! )
( Reconhecimento internacional por ajudar os refugiados do nazismo )
Não há registro de que Dantas soubesse do feito de Mendes, e vice-versa. Embora os dois tenham trabalhado na mesma época na França, as emissões eram feitas de forma secreta e sem qualquer tipo de cobrança por parte dos diplomatas. Não havia discriminação: brancos, negros, católicos, judeus, ricos, pobres, intelectuais, homossexuais. A maioria dos perseguidos que conseguiu chegar aos embaixadores no momento certo obteve visto para o Brasil, para Portugal, ou para os dois, já que para chegar ao Rio de Janeiro muitos precisavam de uma permissão de trânsito para Portugal, de onde saíam navios para a América do Sul.
Embaixadores caíramno esquecimento
Nascido no Rio em 1876, Souza Dantas teve uma trajetória brilhante como diplomata: aos 21 anos ingressou no Ministério das Relações Exteriores e percorreu todos os postos da carreira diplomática, serviu em diversas capitais do mundo, foi nomeado durante a Primeira Guerra Mundial ministro interino das Relações Exteriores, e representou o Brasil em Roma em 1919, três anos antes de assumir o posto na capital francesa. Seu jeito sociável de ser - era um famoso solteirão, frequentador assíduo do teatro da "Comédie-Française", e grande promotor de jantares políticos - o tornou conhecido em Paris e Vichy. Mas seu nome caiu no esquecimento após enfrentar inquérito administrativo do governo de Getúlio Vargas pela concessão de alguns vistos diplomáticos a estrangeiros entre junho de 1940 e janeiro de 1941.
- Ele emitiu centenas de vistos (cerca de mil), mas quando soube que estava sendo processado, achou que fosse pelas centenas. Na verdade, eram só uns 12 vistos. Então, escreveu: "Fiz o que teria feito com a nobreza d'alma dos brasileiros, movidos pelos mais elementares sentimentos de piedade cristã" - lembra Fábio Koifman, historiador e professor de Relações Internacionais na UFRRJ, que dedicou três anos ao livro "Quixote nas trevas", no qual conta a história de Souza Dantas.
Consul português em Bordeaux entre 1938 a 1940, Sousa Mendes teve seu destino ligado ao de outras cerca de 30 mil pessoas. Responsável pela emissão de vistos na cidade francesa, ele salvou os milhares de refugiados, entre eles 10 mil judeus, num período de dez dias. Filho de uma família católica, conservadora e monárquica, o português foi obrigado a deixar o corpo diplomático de seu país e terminou a vida na miséria.
- Quando falo de um, falo sempre do outro. Os dois foram grandes humanistas e sofreram consequências sérias por isso. Tiveram muito em comum na vida: honestidade e coragem de tomar decisões difíceis, mesmo que não fosse exatamente de acordo com a lei. Quando a guerra começou, os dois estavam na França e os dois fizeram algo de especial, tentando ajudar os refugiados, especialmente os judeus - diz João Crisóstomo, um português residente em Nova York que abraçou a causa dos embaixadores e há mais de dez anos vem lutando para reavivar seus nomes. Refugiados lembram embaixador brasileiro
Nas listas dos Souza, refugiados de diversas origens. Alguns ficaram conhecidos, como o economista e ex-embaixador dos Estados Unidos na França Felix Rohatyn, de 82 anos, famoso por ajudar a recuperar a cidade de Nova York da crise dos anos 1970. A viagem de Rohatyn até a estabilização de sua família levou dois anos. Aos 12 anos, em 1940, ele conseguiu - ao lado dos pais - o visto dado por Dantas.
- Eu tinha 13 anos quando finalmente consegui chegar ao Brasil. Viajamos da França para o Marrocos, depois para Lisboa e só depois para o Brasil. Em junho de 1942, após viver no Brasil por um ano, finalmente chegamos a Nova York, para o nosso alívio. Esses dois anos foram cansativos e, muitas vezes, difíceis - conta o investidor, acrescentando que, do Rio, lembra da escola e dos jogos de futebol que assistia com o pai.
Rohatyn lembra que só aos 76 anos descobriu que Souza Dantas foi o responsável por seu visto. E quem contou a novidade para o economista foi Crisóstomo, que, ao ler o livro de Fábio Koifman, descobriu que o Rohatyn - também residente em Nova York - estava entre os refugiados salvos pelo brasileiro.
- Ele achava que havia sido salvo por outro embaixador. Ficou emocionado e muito surpreso com a história. Aos 76 anos, descobriu quem havia sido o salvador da vida dele - conta Crisóstomo.
- Sou extremamente grato pela memória do embaixador Souza Dantas, bem como dos outros embaixadores que ajudaram refugiados judeus - acrescenta Felix Rohatyn.
Hoje com 103 anos, a belga Hanna Strozemberg chegou ao Brasil com o marido e o cunhado, com a ajuda do embaixador brasileiro. Ela lembra que Souza Dantas, que emitiu muitos dos vistos diplomáticos sentado em restaurantes ou hotéis franceses, não aceitava nada em troca.
-- O Souza Dantas nos falou que nos deu um visto pré-datado porque havia recebido um telegrama (do Itamaraty) para não dar vistos para judeus. Meu marido chegou com os irmãos e falou para o Souza Dantas que queria oferecer um presente para ele. E ele disse: "Não, se você quer oferecer, ofereça para a Cruz Vermelha. Eu não aceito."
Fonte: O Globo , extra.globo.com, http://aeiou.expresso.pt/as-listas-dos-souza=f588150

Tribunal Internacional condena genocídio na Bósnia

Sete altos oficiais do exército e da polícia sérvio-bósnia foram condenados a 10-Junho-2010 pelo Tribunal Penal Internacional para a ex-Jugoslávia (TPI), devido à sua responsabilidade directa no massacre em 1995 contra os bósnios muçulmanos durante a captura dos enclaves de Srebrenica e Zepa, na Bósnia-Herzegovina. Este foi o maior julgamento do TPI na Haia, Holanda, desde a sua criação, em 1993.
Vujadin Papovic e Ljubisa Beara foram acusados de genocídio e condenados a prisão perpétua. Os restantes cinco réus receberam penas que variam entre cinco e 35 anos de prisão.
Genocídio. O tribunal determinou que os ataques sistemáticos contra civis muçulmanos começaram após uma ordem do "Comando Supremo" do auto-proclamado presidente sérvio-bósnio, Radovan Karadzic. Ele está actualmente a ser julgado em Haia, na Holanda.
Os dois enclaves, protegidos pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, caíram nas mãos do exército sérvio-bósnio em Julho de 1995. Cerca de 7 mil bósnios muçulmanos foram mortos num massacre que ocorreu após a captura dos dois territórios.

Definição de genocídio, também conhecido por limpeza étnica de um território contestado:
No Brasil a Lei no.2.889, de 1 de outubro de 1956, define o crime de genocídio e dá suas penas. É considerado crime de genocídio:
Art. 1º Quem, com a intenção de destruir, no todo ou em parte, grupo
nacional, étnico, racial ou religioso, como tal:
a) Matar membros do grupo;
b) Causar lesão leve à integridade racial ou física de membros da dupla;
c) Submeter intencionalmente o grupo a condições de existência capazes de ocasionar-lhe a destruição física total ou parcial;
d) Adotar medidas destinadas a impedir os
nascimentos no seio do grupo;
e) Efetuar a transferência forçada de
crianças do grupo para outro grupo;

segunda-feira, junho 14, 2010

Seminários no Espaço Exílios e Yad Vashem

I Seminário de Formação Memoshoá “Ensinar o Holocausto, como e para quê?”
Data: 26 e 27 de Junho de 2010
Local: Espaço Memória dos Exílios, Cascais
Destinatários: para professores e todos os interessados na história, memória e ensino da Shoá (Holocausto).
O programa inclui a participação de Esther Mucznik, Vice-Presidente da Comunidade Israelita de Lisboa e Presidente da Direcção da Memoshoá, de Mário Sinay, Director da Escola Internacional do Holocausto do Yad Vashem para o mundo Ibérico e Hispânico e da historiadora Irene Pimentel. Serão também apresentados alguns dos projectos desenvolvidos nas escolas portuguesas sobre esta temática, durante o ano lectivo 2009-2010.
O programa completo do Seminário de Formação pode ser consultado aqui. A entrada é livre mediante inscrição até 21 de Junho de 2010, para memoshoa@gmail.com

III Seminário Internacional sobre o Ensino do Holocausto
Datas: 8-19 Agosto-2010
Local: YAD VASHEM, Jerusalém
Destinatários: 25 professores portugueses
A Escola do Instituto YAD VASHEM de Memória, Educação e Investigação do Holocausto de Jerusalém, em colaboração com a MEMOSHOÁ - Associação Memória e Ensino do Holocausto, organiza o terceiro curso de alto nível que inclui visitas a vários pontos de Israel. Os custos do curso, visitas, alimentação e parte da estadia serão suportados pelo Yad Vashem. As candidaturas fecharam a 15-Abril-2010, memoshoa@gmail.com
A Memoshoá está também a organizar uma Visita de Estudo à Alemanha (Berlim, Wannsee, Potsdam, Weimar, Furth, Nuremberga e Munique), nos dias 7 -14 de Agosto de 2010, para professores e todos os interessados na história e memória da Shoá (Holocausto). O programa inclui a visita a vários museus e locais relacionados com a história do movimento nazi na Alemanha e a Shoá, nomeadamente a visita aos campos de concentração de Sachsenhausen e Dachau. O programa completo e as condições da viagem podem ser consultadas aqui. As inscrições até 15 de Junho de 2010 to memoshoa@gmail.com
VER Um Justo Português , Lições do Holocausto, Portugal e o Holocausto, Justos, Cinco Diplomatas,
Fonte: memshoah.pt

domingo, junho 06, 2010

Explica-me a Consciência como se eu fosse uma criança de 4 anos

Dia da Consciência, 17-Junho, Missa na Sé Patriarcal de Lisboa será às 19h.

Foi na catequese que ouvi falar da consciência pela primeira vez, aos 7 ou 8 anos de idade.
Era uma ideia misteriosa.
Qual é a coisa que se sente, mas não se vê?
Que todos deviam ter, mas que nem todos têm?
Que não se pode comprar, mas que se pode vender?
Qual é a coisa que nos orienta, mas que não está escrita na sinalética?
Em casa, a consciência sentia-se mais nos castigos e raspanetes pelo mau comportamento, indesejado, que ia aprendendo, a duras penas, a distinguir do bom comportamento, o desejado.
A consciência é essa bússola interna, que nos dá a capacidade de distinguir o bom do mal, sobretudo quando aliada à vontade e coragem de seguir pelo caminho do bem.
Como no caso do Acto de Consciência de Aristides de Sousa Mendes, ao decidir emitir vistos a todos os refugiados que procuravam desesperadamente sair da França, para atravessar a Espanha em direcção a Portugal, em Junho de 1940, no início da Segunda Guerra Mundial.
* Quando foi a última vez que sentiste a tua consciência?
* Se uma criança de 4 anos te perguntar, consegues dar um exemplo da consciência a funcionar?
*Como se ensinam as lições da consciência?
*As crianças de hoje estão a aprender bem as lições da consciência?
* Quais são as consequências para a sociedade da falta de consciência?

No proximo 17-Junho, vamos comemorar o Dia da Consciencia, o 70º aniversário do dia em que Aristides de Sousa Mendes decidiu que ia tentar "salvá-los a todos"!
VER o blog Amigos de Sousa Mendes e a Casa do Passal aqui ao lado em Cabanas de Viriato, e a consciência na aldeia solidária http://beijozxxi.blogspot.com/2010/06/explica-me-consciencia-como-se-eu-fosse.html

quinta-feira, maio 20, 2010

Missa no Vaticano marca o Dia da Consciência

Os Amigos de Sousa Mendes convidam-nos a celebrar o Acto de Consciência

No próximo dia 17 de Junho, comemora-se mais uma vez, numa iniciativa dos Amigos de Sousa Mendes, o Dia da Consciência, em homenagem ao diplomata português Aristides de Sousa Mendes, e a todos os diplomatas e não diplomatas que, durante a II Guerra Mundial, salvaram vidas humanas das garras das tropas nazis e do Holocausto.

O Acto de Consciência de Aristides de Sousa Mendes, ao salvar milhares de refugiados em Junho 1940, continua a fazer eco 70 anos depois, reunindo um crescente número de Amigos de Sousa Mendes para recordar, celebrar e reflectir sobre a sua coragem.

Sousa Mendes é reconhecido por Yad Vashem e outros historiadores como uma das primeiras pessoas a tomar uma atitude pró-activa para salvar as vítimas da perseguição Nazi, e um dos que mais pessoas salvou, wm desobediência às ordens expressas do Governo de Salazar. É este Acto de Consciência que somos convidados a homenagear e agradecer nos seguintes eventos, que em alguns casos contarão com a presença de netos e bisnetos de Aristides de Sousa Mendes e também de descendentes de sobreviventes do Holocausto.

Vaticano, the Church of Santa Maria di Transpontina
17-June-2010, 18h
His Eminence Claudio Cardinal Hummes, His Eminence William Cardinal Levada, and His Eminence Renato Raffaele Carinal Marino will concelebrate a Thanksgiving Mass

Lisboa, Sé Catedral
17-Junho-2010, 19h
Missa celebrada pelo Senhor D. Tomaz da Silva Nunes, Bispo Auxiliar e Vigário-Geral do Patriarcado.
Aristides de Sousa Mendes será mencionado em todas as missas nesse dia

Braga, reunião anual da Ordem Terceira Franciscana
20-Junho-2010

Outros eventos confirmados mas aguardando detalhes:
Paris,
Bordéus,
São Paulo, Missa celebrada por Cardeal Dom Odilo P. Scherer, Arcebispo de São Paulo
São Salvador da Bahia
Fortaleza, Ceará
Newark, New Jersey
New York ( diocese de Brookyn)
San Francisco, California
Montreal, Canada
A IRWF - International Raoul Wallenberg Foundation convida também as sinagogas a juntarem-se a esta comemoração.

Amigos de Sousa Mendes pedem ao Vaticano que declare o dia 17 de Junho como o Dia da Consciência

Amigos de Sousa Mendes pedem ao Vaticano que declare o dia 17 de Junho como o Dia da Consciência, em memória do Acto de Consciência de Aristides de Sousa Mendes, há 70 anos em Junho de 1940.Em carta enviada de New York a 25-Abril-2010, endereçada à Sua Eminencia Tarciso Cardinal Bertone, Secretário de Estado do Vaticano, João Crisóstomo dá voz à vontade de muitos amigos de Aristides de Sousa Mendes para que o dia 17 de Junho passe a ser considerado simbolicamente o Dia da Consciência, “para recordar e agradecer todos os diplomatas e não-diplomatas que tiveram a coragem de seguir a sua consciência, salvando centenas de refugiados, judeus ou não, dos horrores do Holocausto”.

O objectivo do projecto “Dia da Consciência” que é coordenado por João Crisóstomo, um entusiástico activista da memória de Aristides de Sousa Mendes, é de promover a boa vontade e compreensão entre os povos, mas também para inspirar, promover e motivar a compreensão e tolerância entre as pessoas no nosso quotidiano.

Comemorar o Dia da Consciência dá-nos a oportunidade de conhecer melhor o acto heróico de Aristides de Sousa Mendes e de reflectir como podemos aplicar as lições da consciência e o seu exemplo de tolerância, de inclusão e de coragem nas nossas próprias vidas.

A consciência não se vê, apenas se sente, mas é preciso aprender a ouvir os seus ensinamentos.
A consciência continua a ser essencial para a convivência pacífica em sociedade. Apesar de intangível, o impacto de actos de consciência como o de Aristides de Sousa Mendes são bem visíveis na história, e se olharmos bem, também no nosso dia-a-dia.

Já está confirmada a Missa de Acção de Graças no dia 17-Junho, 18h, na Igreja Santa Maria di Trapontina, no Vaticano, concelebrada por Sua Eminencia Claudio Cardinal Hummes, Sua Eminencia William Cardinal Levada e Sua Eminencia Renato Raffaele Carinal Marino.

Recordamos que o Dia da Consciência foi comemorado pela primeira vez em 2004 pela ocasião do 50º aniversário da morte do diplomata. Pedimos a todos os amigos de Sousa Mendes quem apoiem esta campanha, enviando este artigo para os seus amigos, o seu pároco, e todas as pessoas de boa vontade.

Mensagem de João Crisóstomo:
"Obrigado pela divulgação da ideia e projecto "Dia da Consciência". Mas há que por os pontos nos i's. A idea e projecto nao é da exclusiva ideia minha: foi uma ideia debatida e amadurecida ao longo de varios anos por varias pessoas, especialmente com Mariana Abrantes. Eu achei maravilhoso o que há dez anos se fez ( que eu saiba pela primeira vez): uma cerimónia muito relevante em Bordéus para lembrar este dia 17 de junho. E daí que me veio a ideia que a este dia, pelo seu significado, se devia recordar e dar mais realce ainda do que outras datas como a data do nascimento, morte etc.
O que destaca Aristides de Sousa Mendes de entre tantos outros humanistas da WWII é realmente este corajoso acto, esta decisão neste dia. ...Assim, em 2003 levei a cabo num clube prestigioso de Nova Iorque (National Arts Club, em Gramercy Park) um evento para testar a "receptividade" a esta ideia especialmente nos meios culturais em New York. Com a ajuda do Rabbi David Baron de Beverly Hills, quem consegui convencer e que veio propositadamente a New Yorque para ser o " Keynote Speaker", o evento foi realmente muito bom. E assim nasceu a ideia de lembrar e dar relevancia a este dia.
No ano seguinte ( 50º aniversario da morte de A.S.Mendes) foi sobretudo neste dia que concentrei esforços, e como sabem este dia foi lembrado e agradecido com cerca de 50 missas em 22 paises. A estas missas, graças ao apoio de muitos a quem pedi auxilio, mas sobretudo da IRWF, juntaram-se muitas sinagogas e outras instituições, como por exemplo a Universidade de Vila Real. Houve um total superior a 80 eventos em todo o mundo. Foi nesta altura que se comecou a falar que este dia devia ter um nome especial e, graças especialmente a Mariana Abrantes, acabou-se por se adoptar defitivamente a desigação de Dia da Consciência, como a idea a focar e realcar o elemento mais importante...

A minha sugestão e pedido a todos vocês é de que arregaçarem as mangas e de daremm o vosso apoio a esta idea - AGORA: e-mails, telefonemas, contactos directos ou indirectos...
Não tenham receio de que vão ou não ser ouvidos, que vão ou não conseguir falar com alguém que possa fazer uma diferença. Podem acreditar que muitas, mesmo muitas das vezes em que me meto numa campanha nem sei com quem falar nem onde começar. E, quando menos espero as coisas comecam a andar. E se receberem uma resposta "um pouco assim, assim", sejam perseverantes e teimosos, que é a única maneira de se conseguir algo."

quarta-feira, maio 12, 2010

Inaugurada mostra sobre Aristides Sousa Mendes em Berlim

quarta-feira, 12 de Maio de 2010

O Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, João Gomes Cravinho, inaugura esta quarta-feira, na Câmara dos Deputados de Berlim, uma exposição sobre a vida e obra de Aristides de Sousa Mendes, promovida por uma associação antifascista luso-alemã.

A mostra intutula-se «Wer ein Leben rettet, rettet die ganze Welt: Aristides de Sousa Mendes - Ein Beispiel für Zivilcourage» (Quem salva uma vida, salva o mundo inteiro: Aristides de Sousa Mendes, um exemplo de coragem cívica), e destina-se a lembrar que o cônsul de Portugal em Bordéus salvou cerca de 30 mil judeus fugidos ao regime nazi, em junho de 1940, dando-lhes vistos de entrada em Portugal, à revelia do governo em Lisboa.

A iniciativa é da Associação luso-alemã ViVer, abreviatura alemã de Vision und Verantwortung (Visão e Responsabilidade), que já apresentou a exposição anteriormente em autarquias e escolas berlinenses, e também em algumas solenidades antifascitas.

Num folheto de apresentação da mostra, os promotores sublinham que o malogrado diplomata «agiu por motivos humanitários e altruístas, emitindo dezenas de milhares de vistos para pessoas vítimas de perseguição, em poucos dias, contra as instruções do seu governo».

Viver - Vision and responsibility e.V.

Kopenickerstrasse 42
12524 Berlin
Tel: 030 / 544 94 104
E-mail: slevin (dot) kelevra (at) company director (dot) com

Fonte:  Diário Digital