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quinta-feira, junho 24, 2010

Des Visas pour la Vie

Des Visas pour la Vie, Aristides de Sousa Mendes, Le Juste de Bordeaux, um novo livro de Eric Lebreton conta a história de Aristides de Sousa Mendes e dos milhares de vistos para Portugal que ele concedeu aos refugiados desesperados para sair da França em Junho 1940.

O autor conta também o contexto histórico em França e em Portugal, a fim de melhor compreender a importância do acto de consciência de Sousa Mendes. O prefácio é escrito por Simone Veil, que foi presidente do Parlamento Europeu e que preside à Fundação para a Memória da Shoah, cuja familia foi presa e enviada para o campo de concentração de Auschwitz-Birkenau. Com exceção de Simone e de sua irmã Madeleine, todos os membros da sua família morreram no campo de extermínio.

Fontes: Lusojornal, http://www.laprocure.com/livres/eric-lebreton/des-visas-pour-vie-aristides-sousa-mendes-juste-bordeaux_9782749117287.html

Ver bibliografia sobre Aristides de Sousa Mendes em http://rb.carregal-digital.pt/index.php?mod=articles&action=viewCategory&category_id=41

terça-feira, junho 22, 2010

Mais amigos de Sousa Mendes no Facebook

CARREGAL DO SAL - Grupo do Facebook na origem da petição
11 mil querem salvar casa de AristidesUma advogada estagiária de Viseu, Regina Azevedo Pinto, resolveu criar, há pouco mais de 15 dias, um grupo na rede social Facebook ao qual chamou “Salvar a casa de Aristides de Sousa Mendes”. Em alguns dias apenas, Regina conseguiu um número de aderentes e apoiantes que quase se aproxima dos 11 mil. Trata-se de mais uma das muitas iniciativas que pretende a reconstrução da casa de Cabanas de Viriato (Carregal do Sal) do antigo cônsul de Portugal em Bordéus, Aristides de Sousa Mendes, que, com os vistos passados, conseguiu salvar do holocausto nazi cerca de 30 mil judeus.
No passado sábado, dia 19 de Junho, passaram exactamente 70 anos desde que Sousa Mendes começou a emitir vistos de passagem para Espanha e Portugal de milhares de judeus que fugiam aos nazis. Para comemorar a efeméride, Regina Azevedo Pinto fez a entrega simbólica da lista de nomes do Facebook ao presidente da Fundação Aristides de Sousa Mendes, o seu neto Álvaro de Sousa Mendes. A acompanhar a lista de nomes, Regina Azevedo Pinto deixou também uma petição, que Álvaro de Sousa Mendes entregará ao presidente da Assembleia da República, para que a velha casa em ruínas seja rapidamente restaurada e apoiada a sua transformação em “Escola de Cidadania”. Para o efeito são necessários cerca de dois milhões de euros, “0,08 por cento da verba total que o Governo está a gastar actualmente com a recuperação de escolas do ensino secundário em Portugal”, disse Regina.
Em declarações ao DIÁRIO AS BEIRAS, o neto de Aristides de Sousa Mendes e presidente da fundação com o seu nome disse que “as entidades envolvidas se têm que esforçar e que é necessário um pontapé de saída como o desta petição para que a casa seja transformada numa escola de paz”.
Ver artigos sobre outros grupos de amigos de Sousa Mendes no Facebook: http://amigosdesousamendes.blogspot.com/2010/03/grupo-aristides-de-sousa-mendes-no.html e

Dia da Consciência comemorado nos Estados Unidos

Aristides de Sousa Mendes, o cônsul-geral de Portugal em Bordéus durante a II guerra mundial que salvou milhares de judeus dos campos de concentração, é este domingo evocado em várias cerimónias religiosas nos Estados Unidos.
A principal dessas cerimónias terá lugar na Catedral do Sagrado Coração, em Newark, e será celebrada por D. Edgar Moreira da Cunha, bispo auxiliar da cidade do Estado de New Jersey, onde reside uma numerosa comunidade portuguesa e também brasileira.
João Crisóstomo, vice-presidente do projecto «Dia da Consciência», adiantou ainda que outra cerimónia terá lugar na igreja de Saint Sebastian, no bairro nova iorquino de Queens.
Em Sãn Francisco, haverá uma celebração religiosa na capela privada do arcebispo George Niederauer.
No dia 17, o Dia da Consciência em que o cônsul começou a assinar os vistos que permitiram aos judeus alvo de perseguição nazi fugir para Portugal e daí para os Estados Unidos e outros países, o Consulado de Portugal em San Francisco realizou uma recepção e uma exposição de artes plásticas.
As cerimónias contaram com a presença de elementos da família de Aristides de Sousa Mendes residentes nos Estados Unidos.
São os casos da filha Teresinha Mendes do Amaral e Abranches, Joan Abranches, viúva de John Paul Abranches (filho de Aristides), e Eileen Garehime, Paul Abranches e Geralyn Fox, netos do cônsul.
Paralelamente, decorrem esforços para que volte a ser exposto em Nova Iorque, no Museu da Herança Judaica, o livro de registos de Aristides Sousa Mendes, por empréstimo do Ministério dos Negócios Estrangeiros.
De acordo com Crisóstomo, devido à demora num acordo entre o museu e as autoridades portuguesas para o transporte do livro, que já esteve em Nova Iorque em 2005, a exposição poderá ter lugar apenas a 19 de Julho, quando se celebra o 125º aniversário de Sousa Mendes.
O livro deverá ser exposto na «Galeria dos Salvadores», dedicada a figuras que são lembradas por ajudar milhares de judeus a fugir à morte, casos de Raoul Wallenberg, Carl Lutz ou Oskar Schindler.
Fonte: http://diario.iol.pt/sociedade/aristides-sousa-mendes-eua-ii-guerra-mundial-judeus-campo-de-concentracao-tvi24/1171484-4071.html
Ver também http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/aristides-sousa-mendes-eua-ii-guerra-mundial-judeus-campo-de-concentracao-tvi24/1171484-4071.html

sábado, junho 19, 2010

Missa do Dia da Consciência na Sé Patriarcal


A Sé Patriarcal de Lisboa, acrescentou toda a sua história e solenidade à missa do Dia da Consciência em memória de Aristides de Sousa Mendes, celebrada pelo Senhor Bispo D. Tomaz da Silva Nunes no dia 17-Junho-2010.

Na sua homilía, D. Tomaz recordou os diplomatas Aristides de Sousa Mendes e Luis de Souza Dantas e a importância da escutarmos a nossa consciência, num esforço de recolhimento e procura da relação com Deus.
Eis um excerto da homilía do Senhor Bispo D. Tomaz Nunes na missa de 17-Junho-2007 (ênfase nossa):
"...No Evangelho de São Mateus, a apresentação do Pai Nosso, por Jesus, é antecedida de uma série recomendações à discrição, à interioridade e à humildade, atitudes que os Seus discípulos devem assumir na oração e no partilhar dos bens com aqueles que precisam. São apelos a uma atitude de espírito que marca todo o Sermão da Montanha, no qual se integra a oração do Pai Nosso.
A vida actual é marcada por uma cultura ambiente que sobrevaloriza o provisório e o imediato, promove uma ideia de bem-estar como ideal de felicidade e remete o religioso para o domínio do privado, criando barreiras à sua projecção na vida pública. Sofre a influência de uma proliferação de imagens, que suscitam emoções e adormecem o pensamento, e caracteriza-se por ritmos intensos e rotineiros que desgastam as energias indispensáveis para que cada um
entre em si próprio, aprofunde as relações familiares e interpessoais e se encontre com Deus.Não foi no ruído da tempestade, nem no alvoroço do tremor de terra e do fogo que o seguiu, que o profeta Elias escutou a voz do Senhor. Foi no “murmúrio da brisa suave” que o Senhor se revelou e que Elias encontrou o caminho da salvação da sua vida: “Vai e torna pelo caminho do deserto, em direcção a Damasco” (1Rs 19, 12.15).
Momentos de interiorização são indispensáveis para descobrirmos Deus, que nos fala à consciência e revela o seu desígnio, como nos recorda o Concílio Vaticano II:
A consciência é o centro mais secreto e o santuário do homem, no qual se encontra a sós com Deus, cuja voz se faz ouvir na intimidade do seu ser. Graças à consciência, revela-se de modo admirável aquela lei que se realiza no amor de Deus e do próximo” (GS 16)..."

As naves desta catedral histórica datada do século XII, que bilhavam graças às flores das noivas de Santo António, e os belos cânticos do Coro de Câmara de Lisboa, convidavam-nos precisamente a essa reflexão, a levantar os olhos e o espírito para um Poder Superior.

A cerimónia contou com a presença de netos e bisnestos de Aristides e Angelina de Sousa Mendes, com a Dra Maria Barroso e responáveis da Fundação Aristides de Sousa Mendes e com responsáveis do Museu Virtual Aristides de Sousa Mendes.
No espírito ecuménico, estiveram também presentes representantes da Comunidade Israelita de Lisboa e da Comunidade Ismaelita de Lisboa, bem como muitos outros amigos de Sousa Mendes.
O Embaixador dos Estados Unidos, o Sr Allan Katz, cumprimentou os familiares de Sousa Mendes e o Senhor D. Tomaz.
Ele referiu que o seu pai foi preso na Noite dos Cristais, a 9-Novembro-1938, uma das datas marcantes na progressiva perseguição dos judeus.

No mesmo dia, o acto de Aristides de Sousa Mendes foi evocado na Comunidade Israelita de Lisboa.

Fotos: Sérgio Nunes

Primeiros Resistentes recordados em Londres e Paris

Presidente Sarkozy e o Príncipe Charles comemoraram em Londres o 70º aniversário do Apelo à Resistência transmitido a 18-Junho-1940 na BBC, o dia e que tudo mudou na condução da Segunda Grande Guerra Mundial.

O Presidente Sarkozy prestou homenagem não só à memória do General Charles de Gaulle mas também à dos outros Primeiros Resistentes, àqueles que deixaram de acreditar na França e nos ideais da liberdade. Num contexto de debandada geral perante os invasores nazi até aí aparentemente imparáveis, o próprio governo francês refugiou-se em Bordéus e começou a negociar a capitulação da França.
Ontem, 18-Junho-2010, a seguir à transmissão em directo de Londres das celebrações, a televisão francesa TV5 passou um filme lindíssimo sobre a vida de Aristides de Sousa Mendes, "Desóbeir". Sousa Mendes foi também um dos Primeiros Resistentes e que viveu intensamente este drama ao lado dos refugiados e dos franceses.

quinta-feira, junho 17, 2010

Dia da Consciência recorda os actos dos Justos

Hoje, 17 de Junho, é o 70º aniversário do dia de Junho 1940 em que Aristides de Sousa Mendes decidiu seguir a sua consciência e tentar "salvá-los a todos", os refugiados que se acumulavam à porta do Consulado de Portugal em Bordéus desesperados por um visto que lhes permitisse sair da França em capitulação face ao blitzkrieg nazi, e atravessar a Espanha encerrada para alcançar o refúgio seguro em Portugal.
No dia seguinte, 18 de Junho de 1940, o Charles de Gaulle transmite o histórico apêlo à resistência na BBC.
Os Justos entre as Nações, (Righteous Among the Nations)  são pessoas reconhecidas por se terem arriscado, neste contexto de guerra e violência, e a salvar judeus vítimas de perseguição durante o Holocausto da Segunda Guerra Mundial.
Passados 70 anos, continuamos a recordar os actos de consciência e coragem dos Justos, que souberam e puderam resistir activamente às piores praticas de persiguição e de genocídio.
Na lista dos Justos estão inscritos mais de 22 000 pessoas de 44 países,  cujas histórias foram devidamente documentadas por Yad Vashem. Sabe-se também que muitos outros terão ajudado, em pequenos actos de bondade mais ou menos anónimos.
Os Justos portugueses e brasileiros são:
Aristides de Sousa Mendes, Cônsul de Portugal em Bordéus, Junho 1940, salvou cerca de 30 000 pessoas, incluindo 10 000 judeus, reconhecido em 1966
José Brito Mendes, emigrante em Paris, França, 1943, salvou uma criança judia filha de vizinhos judeus que tinham sido deportados, reconhecido em 2004
Luís de Souza Dantas, Embaixador do Brasil na França, 1943, reconhecido em 2003
Aracy de Carvalho-Guimarães Rosa, ajudou muitos judeus a entrarem no Brasil, reconhecida em 1982
http://www.yadvashem.org/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Yad_Vashem#Os_Justos_Entre_as_Na.C3.A7.C3.B5es

quarta-feira, junho 16, 2010

Canada takes note of the Day of Conscience
Mr. Mario Silva (Member of Parliament from Davenport, Lib.) made the following statement to the Canandian Parliament:
Mr. Speaker, for 21 days, beginning on June 17, 1940, Portugal's consul general in the French city of Bordeaux issued visas to over 30,000 refugees fleeing the Nazis, in defiance of his own government's orders and at great personal sacrifice. His courage and commitment to conscience saved those who would have otherwise perished and gave life to their descendants who today live in all corners of the world. When asked about his decision, he would answer, “I would rather stand with God against man than stand with man against God”. In Israel, Aristides de Sousa Mendes is known by the revered title, “Righteous Gentile”. The same courage and commitment was shown by the Brazilian diplomat Luiz Martins de Souza Dantas. I encourage all parliamentarians to recognize this devotion to conscience by supporting my motion to designate June 17 each year a day of conscience, consistent with the international efforts of Joao Crisostomo.

There was also an important article published in the Ottawa Citizen
He stood with God against men
By Bernie M. Farber, Citizen Special June 12, 2010

In our tradition we are taught that the reason God created the human race from one person (instead of creating millions of people all at once) was to remind us of the value of a single human life. It is for this reason that the Talmud instructs us that the merit ascribed to one who saves a single human life is the same as one who saves an entire world.
If this is true, then we must be struck dumb with astonishment at the magnitude of the achievement of Aristides de Sousa Mendes.
De Sousa Mendes was a Portuguese consul-general in Bordeaux, France, during the dark years of the Holocaust. The roads of France were filled with refugees, Jewish and otherwise, fleeing the advancing Nazi forces.
So tragic was the sight of these people that French writers of the day referred to them as "le peuple du désastre."
The aim of the refugees was to flee south to Spain and then hopefully into neutral Portugal. In May 1940, the Portuguese government prohibited any further refugee crossings. De Sousa Mendes, a devout Christian, decided to disobey his government's explicit orders.
For three full days he signed thousands of transit visas allowing these desperate refugees entry past the border.
Eventually Lisbon heard of de Sousa Mendes' "transgressions" and ordered him back home. Incredibly while on his journey he passed through Bayonne, France where again he witnessed hundreds of desperate people begging for transit visas. Though he had no authority and disregarding the cries of outrage from the local Portuguese consul, de Sousa Mendes entered the consulate and began distributing visas.
Indeed in his own hand he wrote on the visas "The Government of Portugal asks the Government of Spain kindly to allow the holder of this document to cross Spain freely. The holder of this document is a refugee from the conflict in Europe and is en route to Portugal." He then personally escorted the refugees to the Spanish border to ensure they crossed in safety.
Over 30,000 refugees owed their safety to his heroism; 12,000 Jews owed him their lives.
And those 12,000 became parents and grandparents and great-grand-parents. If the 1,100 Jews saved by Oskar Schindler blossomed to 6,000 souls over the generations then the harvest of souls nurtured by Aristides de Sousa Mendes was enormous. Sixty-thousand souls? No, 60,000 worlds.
My father, Max Farber, was one of only two Jewish survivors of the town of Botchki in Poland. All the rest were trapped by the Nazis and transported to their deaths at Treblinka in November 1943. My father lost his first family there, and I lost half-brothers whom I never knew.
These worlds were extinguished along with all of their possibilities. There was no de Sousa Mendes for them. No courageous citizen of humanity to offer the papers that would provide safe passage from the Kingdom of Death to the Kingdom of Life.
Many years ago, the Canadian Jewish Congress had the honour of working with the Portuguese-Canadian Business Association to honour the memory of Aristides de Sousa Mendes.
It was an evening I have never forgotten. Though he has been gone from our world for many years, the spirit of this exceedingly good man, his courage and honour brought Canadian Jews and Portuguese together to celebrate his life. Long lasting friendships endure to this day.
It was on that special night that I learned from his son, (the father died in 1954) for the first time why Aristides de Sousa Mendes undertook this deed of loving kindness. When asked why, why would you purposely disobey orders from your own government at the time to cease and desist from distributing these life-saving visas, de Sousa Mendes plainly replied "I would rather stand with God against man, than with man against God."
Simple words to explain a complex undertaking.
Aristides de Sousa Mendes received little honour in his life, but on Tuesday June 1, 2010, two MPs, Alexandra Mendes and Mario Silva, with the support of the Parliament of Canada, honoured him on the 125th anniversary year of his birth. There to praise his heroism in the company of de Sousa Mendes' grandson, was the Honourable Jason Kenney, who spoke on behalf of the government of Canada. I too was honoured to extol the virtues of this courageous man that evening.
Also this month, MP Irwin Cotler read a statement into the record in the House of Commons honouring de Sousa Mendes.
Aristides de Sousa Mendes, saver of souls, guardian of worlds; may his memory, now and forever, be for a blessing.
Bernie M. Farber is CEO of the Canadian Jewish Congress and a son of a Holocaust survivor.
© Copyright (c) The Ottawa CitizenRead more: http://www.ottawacitizen.com/stood+with+against/3144620/story.html#ixzz0r3bLN0Tu
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