domingo, outubro 21, 2012

Recordando o Bispo D. António Ferreira Gomes, humanista


Estávamos em 1958, havia censura na imprensa, não havia liberdade de expressão nem de associação.

 O Bispo do Porto, D. António Ferreira Gomes, escreveu uma Carta  a Salazar (1958)
...
"...Desejo precisar que, ao formular estas perguntas, não quero sugerir qualquer benevolência ou favor para a actividade cívico-política dos católicos; antes pelo contrário, penso que se não forem capazes de aguentar o desfavor e animosidade do Poder pouco podem merecer o respeito e a liberdade. Apenas sugiro e peço, mas isso com toda a nitidez e firmeza, o respeito, a liberdade, e a não-descriminação devidos ao cidadão honesto em qualquer sociedade civil.

Desejo ainda precisar que esta minha atitude e diligências que me resolvi a desenvolver como servidor da Igreja, são no entanto da minha única e exclusiva responsabilidade...."

Tornando-se persona non-grata para o regime, este humanista de coragem, que se viu obrigado pela sua consciência  a entrar na política  esteve exilado mais de um década.

Ler mais em http://www.fspes.pt/PaginadaNet/CartaaSalazar.pdf, e em http://ler.letras.up.pt/uploads/ficheiros/3079.pdf


Fonte:  Entre os textos da memória 

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