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sexta-feira, maio 06, 2016

Caminhada da Primavera, em Beijoz, domingo, 8-Maio, 8h00

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Caminhada da Primavera, em Beijós ! 


Com os dias solarengos e as temperaturas amenas, as coletividades do Concelho promovem uma atividade que alia o convívio à prática desportiva e que ganha cada vez mais adeptos – as caminhadas.
No próximo domingo, dia 8 de maio de 2016, é a Associação Cultural e Desportiva de Beijós que convida a comunidade para a já tradicional Caminhada da Primavera.
A iniciativa, com saída anunciada  para as 8horas, na sede da Associação ACDB, inclui almoço para os interessados, pelas 13horas, cuja ementa é constituída por sopa de legumes, porco no espeto com arroz de feijão, salada de fruta e café.
No próximo domingo, venha caminhar e conviver com a
Associação Cultural e Desportiva de Beijós pelos belos montes e vales de Beijoz !

Quem ainda não conhece a terra natal de Angelina de Sousa Mendes, e a igreja onde ela casou com o seu primo Aristides  pode aproveitar esta bela oportunidade..  
Incrições na ACDB 


domingo, maio 01, 2016

Páscoa Judaica - vestígios em Portugal

Pessach ou Páscoa Judaica,  que comemora o êxodo do Egipto no tempo de Moisés  (Passover ou Passagem) foi celebrada de 22 a 30 de Abril.   Ela é celebrada em família com uma Seder (Ceia) onde se come pão ázimo não fermentado,  em recordação do maná que susteve os Judeus no deserto. 

Em Portugal, e sobretudo na Beira Alta, ainda perduram algumas tradições Judaicas, vestígios da Era da Boa Convivência na Península Ibérica das 3 grandes culturas, a Cristã, a Judaica e a Muçulmana antes da Reconquista e da Inquisição


Este Prato da Última Ceia foi encontrado em Beijós (Beijoz), Carregal do Sal, a aldeia onde Argelina nasceu e se casou com o seu primo Aristides de Sousa Mendes.

O prato representa uma forma de sincretismo,  combinando a tradição do "Seder Plate"  utilizado pelos Judeus na celebração da Ceia da Páscoa Judaica, com os alimentos rituais como o pão ázimo sem fermento, com as as ervas amargas que lembram a amargura da escravatura no Egipto, com a Última Ceia de Jesus com os Apóstolos.

Resultado de imagem para seder plate

Que as  Páscoas sejam  momentos de respeito mútuo, paz e tolerância em celebração da nossa herança cultural diversa.




sábado, abril 23, 2016

“Eu Sou Aristides” na Feira Ibérica de Turismo, na Guarda, 5 a 8 Maio

Carregal do Sal repõe “Eu Sou Aristides” 

na Feira Ibérica de Turismo, na Guarda, 5-8 Maio

Depois de Lisboa, a Guarda… O Concelho volta a mostrar-se em mais um certame turístico. Desta vez, Carregal do Sal vai estar na FIT – Feira Ibérica de Turismo, na Guarda, entre os dias 5 e 8 de maio.
Depois de Lisboa, a Guarda…
O Concelho volta a mostrar-se em mais um certame turístico. Desta vez, Carregal do Sal vai estar na FIT – Feira Ibérica de Turismo, na Guarda, entre os dias 5 e 8 de maio.
A evocação de Aristides de Sousa Mendes volta a ser o ex-libris da representação concelhia mas as potencialidades vitivinícolas, gastronómicas, culturais, patrimoniais e paisagísticas também serão valorizadas e até reforçadas. É que desta vez Carregal do Sal vai contar com a participação direta e ativa de produtores de vinho e néctares – Quinta de Cabriz e Ginja Victor; restauração – Hotel Restaurante Salinas e gastronomia – Fumeiro Flor de Sal e Bolos Tortos de Cabanas de Viriato que, repartidos pelos vários dias da FIT, vão garantir momentos de degustação in loco. Para além destes, serão ainda dados a degustar o queijo de ovelha Flor da Beira; as compotas Time To Be Sweet e os diversificados vinhos e espumantes produzidos no território concelhio.
O ator Hugo Rendas volta a “dar vida às palavras certeiras da Sandra Viegas Leal”, como afirma o encenador António Leal, em momentos teatrais “Eu Sou Aristides”, na evocação da Casa do Passal, numa réplica dos cenógrafos Paulo e Nélida Cruz.
À semelhança do que foi feito em Lisboa, vão ser oferecidos vouchers de desconto de 10% em alojamento e restauração do Concelho, numa parceria estabelecida com empreendimentos turísticos e restaurantes da área do Município.
A FIT abre portas no dia 5 de maio às 17h00 e é inaugurada oficialmente pelas 19h00, numa sessão que vai contar com a presença do Primeiro-Ministro, António Costa.
Sexta e sábado, a Feira funciona entre as 12h00 e as 00h00 e no domingo, 8 de maio, o recinto de exposição encerra às 20h00 mas a área de Restauração e de animação encerra às 00h00.
A Feira realiza-se no Parque Urbano do Rio Diz, na cidade da Guarda num espaço de 7 500 metros quadrados de área coberta, que este ano, reforça a participação espanhola tendo como convidada a Comunidade Autónoma de Castilla y León e, pela primeira vez, um país convidado – o Brasil.
Carregal do Sal estreia-se também na FIT, entre 5 e 8 de maio, na Guarda.
Esperamos por si no Stand 10. Visite-nos!
Data de Publicação: 22/04/2016


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quinta-feira, abril 21, 2016

3 Abril 1954: Morre Aristides de Sousa Mendes, um grande Português

Homenagem a Sousa Mendes, Nova Iorque até 9-Setembro

Datas: 7-Abril até  9-Setembro-2016

Local:  CJH,Center for Jewish History

            15 west 16, NYC

Entrada livre, fechado aos sábados 

A exposição sobre Aristides Sousa Mendes, intitulada “Portugal, a última esperança: os vistos de Sousa Mendes para a liberdade” estará patente até 9 de Setembro e a entrada é livre.
Um auditório cheio, quase 300 pessoas escutam em silêncio os acordes de uma guitarra portuguesa. Pedro Silva, há mais de 20 anos músico profissional em Nova Iorque, dá o mote para uma sessão em que Portugal e os portugueses foram objecto dos maiores elogios. Não, não se trata de mais uma sessão de nostalgia da pátria promovida pela comunidade portuguesa em Nova Iorque. Na sala estão até muito poucos portugueses e talvez seja essa a razão por que só se ouvem elogios e não críticas ao país. Os elogios vêm de americanos que estão eternamente gratos a Portugal e a um português em particular. A um homem que salvou da morte os pais e os avós de muitos dos presentes e mesmo alguns dos presentes.
Aristides Sousa Mendes, o diplomata português que, em Junho de 1940, decidiu dar vistos, em Bordéus, a cerca de 30 mil refugiados da guerra, na sua maioria judeus, é o principal responsável por este auditório cheio. Literalmente. Se não fosse ele, alguma desta gente não estaria viva, e muita nem sequer tinha nascido. Isso percebe-se melhor num momento particularmente tocante da sessão, quando alguém da mesa pede a todos aqueles com familiares salvos por Aristides Sousa Mendes que se levantem. Quase metade da sala! São avós, pais e netos que sabem de certeza certa que foi Sousa Mendes que lhes permitiu a sobrevivência e a existência.
A gratidão e a admiração destas centenas de pessoas pelo diplomata português é ilimitada, ele é um herói que desafiou o ditador Salazar para fazer “the right thing”, aquilo que era justo. No auditório do Centro da História Judaica não há dúvidas sobre isso e todos sabem como Aristides Sousa Mendes pagou cara essa ousadia perante o regime. Todos sabem como ele acabou expulso da função pública, impedido de exercer a sua profissão de diplomata e remetido à miséria.
Mas nem isso abalou a sua determinação e dignidade, valores que transmitiu à família. Sheila Abranches-Pierce, neta de Aristides, americana da Califórnia, testemunha que nunca ouviu qualquer lamento dos seus pais ou dos seus tios sobre a atitude do avô que conduziu a família à miséria. À Renascença, recorda como o pai sempre se sentiu um “americano com sotaque” e a nostalgia que o invadia quando ia a Portugal. “Mas nunca o ouvi dizer uma única vez que se o meu avô não tivesse feito o que fez, ele poderia ter vivido em Portugal. Pelo contrário, sempre se orgulhou do meu avô e sempre disse que era importante divulgar o seu exemplo”. O pai de Sheila era o filho mais novo de Aristides, aquele que viveu o drama de Bordéus com menor consciência dos perigos corridos, tinha apenas cinco anos.
Um ano mais novo era Jean-Claude van Ittalie, que vivia em Bruxelas quando os alemães invadiram a cidade. Acordou com o ruído dos bombardeamentos para ver a mãe a meter à pressa alguns haveres numa mala e fugirem da cidade. Chegaram a Bordéus de automóvel e Jean-Claude ainda se lembra que havia uma fila de milhares de pessoas frente ao consulado português a tentar obter vistos. Mas o acaso fez com que não esperassem muito tempo. “Havia um jovem judeu alemão, de 14 anos, também em fuga, que organizava a entrada e saída das pessoas. Percebeu que tínhamos carro e disse ao meu pai que o metia lá dentro se ele o levasse connosco no carro”, contou à Renascença.
O pai de Jean-Claude, como muitos outros, nem fazia ideia de que Sousa Mendes passava os vistos à revelia do Governo português, mas hoje este sobrevivente diz que Aristides “recusou a noção convencional de obediência enquanto cônsul-geral de Portugal em Bordéus”, e que foi graças a isso que ele e a família sobreviveram. “O Aristides Sousa Mendes foi um herói”, diz, num tom sereno e muito convicto, como quem afasta a suspeita de que o afirma por ser parcial na questão.
Um herói celebrado na quinta-feira à noite pela comunidade judaica de Nova Iorque, quando passam 60 anos sobre a sua consagração como “Homem Justo entre as Nações”, distinção conferida pelo Yad Vashem, a autoridade (e museu) israelita dedicada à recordação do Holocausto. Entidades como o já mencionado Centro da Histórica Judaica, a Fundação Sousa Mendes, a Federação Sefardita Americana, a Sociedade Histórica Judaico-Americana, a Fundação Raoul Wallenberg uniram esforços com algumas portuguesas como o Consulado-Geral de Portugal em Nova Iorque, o Museu Virtual Aristides Sousa Mendes e a Câmara Municipal de Almeida para a sessão de evocação, mas também para inaugurar uma exposição dedicada a Aristides e à época em que Portugal recebeu alguns milhares de refugiados da Segunda Guerra Mundial. Exposição em que figura material vindo de Portugal.
O próprio presidente da Câmara de Almeida, António Batista Ribeiro, compareceu na cerimónia porque é neste município que se situa Vilar Formoso, a fronteira onde chegaram os refugiados que traziam os vistos passados em Bordéus pelo cônsul português. E ali vai ser criado um museu alusivo à época, cujo projecto foi explicado pelas suas responsáveis científicas – a arquitecta Luísa Pacheco Marques e a historiadora Margarida Ramalho, igualmente coordenadoras do Museu Virtual Aristides Sousa Mendes. Trata-se essencialmente da recuperação de dois armazéns contíguos à estação do caminho-de-ferro e da própria gare do comboio, por onde na década de 1940 os refugiados entravam no país. Daí que o nome do futuro núcleo museológico seja “Vilar Formoso: a Fronteira da Paz”. Uma designação que parece bastante apropriada já que só quando chegavam a Portugal, após atravessarem a Espanha franquista, aliada de Hitler, é que os refugiados se sentiam em terreno seguro.
Entusiasta do projecto, o autarca de Almeida contou à Renascença que foi ele próprio a avançar com a ideia quando percebeu a importância histórica de Vilar Formoso naquela época. “Uma das vezes que fui a Lisboa fui ter com as responsáveis do museu virtual, apresentei-me e disse-lhes ao que vinha”. A partir daí as coisas não mais pararam. Da Fundação Grant, norueguesa, vieram cerca de 350 mil euros e a autarquia está disponível para cobrir o resto do investimento caso não surjam mais apoios financeiros. Segundo Batista Ribeiro, a totalidade do projecto deverá custar entre 700 e 800 mil euros, uma verba que não parece exagerada a quem faz questão de preservar uma memória de que o país tem razões para se orgulhar.
De honra e responsabilidade em celebrar Aristides Sousa Mendes falou também a cônsul-geral portuguesa em Nova Iorque, Manuela Bairos, que aludiu à crise actual dos refugiados que se vive na Europa, para confessar um dilema de consciência: “É difícil recusar um visto nos dias de hoje quando pensamos em Aristides Sousa Mendes”. Depois lembrou que o diplomata português era formado em Direito e que uma forma interessante de o homenagear seria criar uma cátedra e uma bolsa de estudo com o seu nome numa das faculdades de Direito mais prestigiadas de Nova Iorque, ligada à comunidade judaica: a Cardoso Law School.
fonte: http://rr.sapo.pt/noticia/51377/?utm_source=rss

sexta-feira, abril 01, 2016

Conference on Jewish Museologies and the Politics of Display, 13-March-2016

The Centre for Jewish Studies is a transdisciplinary research centre at the University of Leeds, United Kingdom

Conference on Jewish Museologies and the Politics of Display, 

University of Leeds, 13-March-2016

Source:  http://www.cjs.leeds.ac.uk/2015/11/05/cfp-jewish-museologies-and-the-politics-of-display-13-14-march-2016/

Speakers and themes 

Eva Frojmovic (Univ. of Leeds) Introduction

Lorenzo Borgonovo (IMT-Institute for Advanced Studies Lucca, Italy), Jewish Museum Livorno between fascism and post-fascism

David Clark (Independent Researcher), A Difficult Balancing Act: Portraying Jews as both Similar To and Different From

Alexandra Cropper (Jewish Museum Manchester)  UK roundtable

Katalin Deme (Aarhus University), New challenges of Scandinavian Jewish Museology

Anastasia Felcher (IMT-Institute for Advanced Studies Lucca, Italy), ‘Barbed Wire and a Dress on a Hanger’: Jewish Presences in Museums across former USSR

Michal Frankl (Jewish Museum Prague), The “Spanish” Synagogue and the Challenges of “Exhibiting Jews” in the Czech Republic

David Glasser (Ben Uri Gallery, London), Jewish Museums, Ben Uri, Future & Faith: Jew Diligence or Due Diligence

Felicitas Heimann-Jellinek (Independent Scholar)  Showing without Revealing

Sharman Kadish (Jewish Heritage UK, Manchester)  UK roundtable

Barbara Kirshenblatt-Gimblett (POLIN Museum of the History of Polish Jews), Curating Between Hope and Despair: Jewish Museums in Europe Today

Shir Kochavi (Univ. of Leeds), M. Narkiss 1945-50, heirless property, and the transformation of the Bezalel Museum

Cilly Kugelmann (Jewish Museum Berlin),  The Challenge of Presenting Jewish Cultures (in the German context)

Erica Lehrer (Concordia University) & Monika Murzyn-Kupisz (Krakow University of Economics, Re-curating the Nation: Representing Jews in Polish folk museums

Philippa Lester (Milim, Leeds), UK roundtable

Antonia Lovelace (Leeds City Museums)  UK roundtable

Abigail   Morris (Jewish Museum London) EU roundtable

Monika Murzyn-Kupisz (Krakow University of Economics) See Lehrer

Sylvia Necker (Institute for Contemporary History Munich-Berlin) Integrating Jewish Voices and Stories at Obersalzberg – towards a new display concept

Hilda Nissimi (Bar Ilan Univ, Ramat Gan) Danish Museum, Jewish Museum: The Danish Jewish Museum as Discourse on a Minority’s Integration

Kathrin Pieren (Univ. of Southampton) Jewish museology – what Jewish museology?

Griselda Pollock (Univ. of Leeds) Exhibiting Charlotte Salomon since 1945 – a crisis of classification?

Natalia Romik (UCL) Design and display adaptation of the Jewish Pre-Burial House in Gliwice

Joanne Rosenthal (Jewish Museum London) Whose Museum is it anyway? : Jewish Museums as universal spaces

Ross, Kitty (Leeds City Museums) See Lovelace

Timo Saalmann (Germanisches Nationalmuseum) Jewish Life in Bamberg. Making a Special Exhibition Permanent

Rachel Sarfati (Israel Museum) Jewish art and tradition – Israeli politics and culture

Diane Saunders (Milim, Leeds)  UK roundtable

Hagai Segev (Independent curator) A Broader Perspective of a Jewish Museum (Beit Hatefutsot)

Annette Seidel-Arpaci (Independent scholar) Diaspora, Discord, and ‘Diversity’: Jewish Museums in Germany and the ‘Post-Migrant’ Society

Sara Tas (Joods Hist. Mus. Amsterdam)  How to tell the story of the history of the Jews in the Netherlands. New vs Old

Zsuzsanna Toronyi (Jewish Museum Budapest) The renewal of the Hungarian Jewish Museum and Archives in 2016

Christiane Twiehaus (Archaeologische Zone, Cologne) The Archaeological Zone with Jewish Museum in Cologne, Germany

Magda Veselská (Jewish Museum in Prague) Museum: an (unfinished) story. The recent developments in the Jewish Museum in Prague

Miriam Wenzel (Jewish Museum Frankfurt) The Reinvention of the Jewish Museum Frankfurt

Dominic Williams (Univ. of Leeds) The Sonderkommando and the Auschwitz-Birkenau Memorial Museum 

Generously supported by a grant from the EAJS (European Association for Jewish Studies)