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terça-feira, abril 25, 2017

A historia de Aristides 1940 em terras do Tarrafal

Cinema luso-cabo-verdiano assinala 25 de Abril de 1974 em Cabo Verde com a história de Aristides de Sousa Mendes 1940

Cinema luso-cabo-verdiano assinala 25 de Abril de 1974 em Cabo Verde
A projecção do filme "Cônsul de Bordéus" e a apresentação da co-produção luso-cabo-verdiana "Os dois irmãos", que está a ser gravada em Cabo Verde, assinalam terça-feira, na cidade da Praia, o 43º aniversário da revolução de 25 de Abril.
Numa iniciativa do Centro Cultural Português na Praia, será exibido o filme "O Cônsul de Bordéus", baseado na vida de Aristides de Sousa Mendes e realizado por Francisco Manso e João Corrêa.
"O Cônsul de Bordéus" é protagonizado por Vítor Norte, no papel de Aristides de Sousa Mendes, o diplomata português que, à revelia de António de Oliveira Salazar, atribuiu cerca de 30 mil vistos a refugiados perseguidos pelo regime nazi, em 1940.
Será ainda apresentado o filme "Os dois irmãos", uma coprodução luso-cabo-verdiana do realizador Francisco Manso, baseada no livro com o mesmo nome do escritor cabo-verdiano Germano Almeida.
O filme, rodado em várias localidades do interior da ilha de Santiago, é totalmente interpretado por atores cabo-verdianos e conta com a banda sonora de Tito Paris.
Na apresentação, marcarão presença o realizador Francisco Manso e o escritor Germano Almeida.
Produzido pela Take 2000, o filme conta com financiamento do Governo cabo-verdiano, que acredita irá dar um importante contributo na promoção do país.
"Existe uma boa parceria entre os produtores, atores e cineastas portugueses e cabo-verdianos, e isso deixa uma escola, uma aprendizagem muito importante, além de ser a forma de conquistarmos palcos do cinema internacional", considerou na semana passada o primeiro-ministro cabo-verdiano, Ulisses Correia e Silva, durante uma visita ao local das gravações.

sexta-feira, novembro 13, 2015

Despacho que condenou Aristides de Sousa Mendes publicado, 1940

Despacho de Oliveira Salazar


Em 1940 foi publicado o despacho de Oliveira Salazar, que condena o Cônsul Aristides de Sousa Mendes «na pena de um ano de inactividade com direito a metade do vencimento da categoria, devendo seguidamente ser aposentado» – nem a metade do vencimento lhe foi paga nem lhe foi garantida a aposentação.

segunda-feira, julho 27, 2015

O Dever de Memória na Lusofonia passa pelo Tarrafal

(in English below)
O outro 1940 está inscrito no pavimento em frente ao posto de Socorro que funcionava como morgue, no Campo do Tarrafal em Cabo Verde.

As datas não enganam. Enquanto a onda de totalitarismo se expandia pela Europa, foi criada pelo Governo de Salazar em 1936, a Colónia Penal do Tarrafal  para receber o crescente número de presos políticos.  As primeiras libertações  foram apenas em 1944, e o campo continuou até 1954.

Mais tarde, o campo foi reaberto para albergar prisioneiros das guerras coloniais.

O Campo prisional do Tarrafal seria certamente um importante candidato a Sitio da Consciência.

WMF Watch List 2006  http://www.wmf.org/project/tarrafal-concentration-camp

Ver mais em http://patrimonium-cv.blogspot.pt/2011/01/do-campo-de-concentracao-do-tarrafal-ao.html  e em
http://jugular.blogs.sapo.pt/1793383.html

Ver mais em
http://palabra-lopez.blogspot.pt/p/campo-de-concentracao-do-tarrafal.html 
As crianças aparecem logo que o carro estaciona.  Os mais crescidos fazem de guia cultural, contam o que sabem da história dos presos políticos portugueses, angolanos, guineenses.

Os miúdos não conseguem explicar a diferença entre prisioneiros políticos e prisioneiros por delito comum.  Valha-nos a inocência das crianças que ainda não sabem o que é viver sem liberdade.

A "colónia penal do Tarrafal" é um lugar importante a conhecer, um capitulo a não esquecer  na história da Lusofonia.
Muito obrigada ao jovem guia Jamir Tavares.

Depois, em compensação há  um bela praia mais adiante, e um óptimo almoço de polvo fresquinho grelhado.

Quem gosta da escola, ponha o dedo no ar !  Todos!

Tarrafal Concentration Camp 1936-1954

Built by Portuguese dictator Antonio de Oliveira Salazar in 1933, the prison camp of Tarrafal on Santiago Island housed political prisoners and Africans rebelling against colonial rule in Cape Verde, Angola, and Guinea-Bissau, who were held here until Cabo Verde won its independence in 1975. Since then, the complex of prison cells, administrative facilities, and a small railway for the transport of supplies and fuel has been used as a military base, a refugee camp, a storage facility, and a school. These functions caused changes and alterations that have damaged and disfigured the site. Most of its buildings lack windows and doors and many of the buildings’ roofs are missing or badly damaged.
While it is often difficult to find support for places that highlight dark chapters in human history, sites such as Tarrafal serve as important reminders of the history of humankind’s quest for freedom.
In 2009 an international symposium on the former Tarrafal concentration camp took place in  Praia, Cape Verde, on the 35th anniversary of the camp’s closing. The symposium was attended by former political prisoners and specialists from the countries of Cape Verde, Angola, Guinea Bissau and Portugal. The Tarrafal Concentration Camp has since been turned into a museum, the Museu da Resistência, displaying photos, plaques, and artifacts.   November 2014

Tarrafal: Memórias do Campo da Morte Lenta,  Um filme de Diana Andringa
Ver - http://www.ces.uc.pt/eventos/pdfs/Apresenta_FILME.pdf

Foram mais de 30  os prisioneiros que morreram no Campo do Tarrafal  
http://palabra-lopez.blogspot.pt/p/campo-de-concentracao-do-tarrafal.html

Ver mais  sobre o Tarrafal em https://en.wikipedia.org/wiki/Tarrafal_camp


PT-TT-PIDE-E-10-1-74_m0162.tiff - Jaime Fonseca e Sousa - Arquivo Nacional da Torre do Tombo – DigitAr

1940 Jaime Fonseca de Sousa, morre no Tarrafal, vítima de maus tratos