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segunda-feira, setembro 29, 2025

PORQUÊ Aristides de Sousa Mendes

In English below 

No passado dia 19 de julho de 2025 completaram-se 140 anos do nascimento de Aristides de Sousa Mendes do Amaral e Abranches (ASM) e surgiu mais um livro nas livrarias: Lina Alves Madeira,  «ARISTIDES DE SOUSA MENDES – Na Encruzilhada de uma Carreira», Ancora Editora 2025.

O livro de Lina Madeira tem uma abordagem  “pessoal” e opinativa à “personalidade” e vida de Aristides de Sousa Mendes. Fornece muita informação sobre o percurso familiar de Aristides e Angelina e sobre a sua formação, vida académica e carreira consular (O QUÊ, QUANDO e ONDE). Mas não nos diz PORQUÊ Sousa Mendes foi importante nem PORQUÊ nos devemos interessar pelos pormenores da sua vida, dos seus pais, dos seus avós e padrinhos, notas de exames, cartas privadas entre os gémeos César e Aristides, etc.

Poderá ser porque Aristides de Sousa Mendes teve a Coragem de seguir a sua Consciência e desobedecer  Circular 14 à injusta e inconstitucional e porque teve a Clareza de perceber que naquele momento estava numa posição Única para tentar "salvar todas aquelas pessoas cuja angústia era indescritível"?

As extraordinárias ações de salvamento de Aristides nos dias escuros do início da Segunda Guerra Mundial são apenas mencionadas de passagem, e geralmente com a sugestão de que não sejam excessivamente contabilizadas ou valorizadas (p. 27 “nem ser necessário contabilizar (os vistos) - vício constante da nossa cultura marcada pela estatística…”).

A relutância em discutir as ações de resgate de Aristides de Sousa Mendes e as vidas dos refugiados que salvou, na sua maioria judeus, num livro publicado agora em 2025, quando há muito mais informação disponível do que em 2014, é difícil de compreender ou aceitar. Sente-se a ausência de um prólogo adequado com algumas das informações verificadas até 2025.

Terminar com uma referência a pesquisas de outros autores sobre as vidas salvas, mas sem citar nem identificar a pesquisa ou os investigadores (“outros debruçaram-se sobre a questão…”) é poucochinho e insuficiente. Citar o Talmude (p. 379, “parafraseando o Talmude, quem salva uma vida salva o mundo”) surge apenas como uma curiosidade no final.

Numa perspectiva histórica, a autora ignora tanto o PORQUÊ do interesse em Aristides como o DEPOIS: O impacto bem documentado das enormes ações de salvamento de Sousa Mendes , que abriram o caminho para o refúgio em Portugal às milhares de famílias de refugiados que ele salvou. Ignora também o contributo dele em ajudar a restaurar a ESPERANÇA na resistência aos invasores nazis e na possibilidade de  encontrar segurança e liberdade mais além naqueles dias sombrios de 1940, quando tudo parecia perdido.

Que pena.

Em 1986, em New York, quando eu soube da ação de salvamento de Aristides pela primeira vez,  compreendi imediatamente a importância do seu impacto no contexto da Segunda Guerra Mundial e do Holocausto. É por isso que tenho apoiado a causa de Sousa Mendes desde então e tenho ajudado na criação do museu Sousa Mendes em Cabanas de Viriato.  Isto é, para não falar do enorme orgulho e satisfação em  ajudar a restaurar o nome e a preservar o legado de um Herói Mundial cuja família teve origem na minha própria aldeia, Beijós, Beira Alta!

Mariana Abrantes

Beijós Carregal do Sal Portugal

29 de setembro de 2025

WHY Aristides 

On July 19, 2025, the 140th anniversary of the birth of Aristides de Sousa Mendes do Amaral e Abranches another book appeared in bookstores: Lina Alves Madeira, "ARISTIDES DE SOUSA MENDES – At the Crossroads of a Career," published by Ancora Editora 2025.

Lina Madeira's book takes a peculiar, "personal," and opinionated approach to the "personality" and life of Aristides de Sousa Mendes. It provides a wealth of information about Aristides and Angelina's family history, his education, academic life and consular career (WHAT, WHEN, and WHERE). But it doesn't tell us WHY Sousa Mendes was important or WHY we should be interested in the details of his life, his parents, grandparents, godparents, exam scores, private letters between the twins César and Aristides, etc.

Could it be because Aristides de Sousa Mendes had the Courage to follow his Conscience and disobey the unjust and unconstitutional Circular 14, and because he had the Clarity to realize that at that moment he was in a unique position to try to "save all those people whose anguish was indescribable"?

Aristides's extraordinary rescue actions in the dark dawn of World War II are mentioned only in passing, and usually with the suggestion that they not be overly counted or valued (p. 27 "nor is it necessary to count (the visas) - a constant vice of our culture marked by statistics...").

The reluctance to discuss Aristides de Sousa Mendes's rescue actions and the lives of the refugees he saved, most of them Jews, in a book published now in 2025, when much more information is available than in 2014 is difficult to understand or accept. One feels the absence of a proper prologue with some of the verified information up to 2025.

Ending with a reference to research by other authors on the lives saved, but without citing or identifying the research or researchers ("others have studied the issue...") is minimal and insufficient. Citing the Talmud (p. 379, "paraphrasing the Talmud, whoever saves a life saves the world") appears only as a curiosity at the end.

From a historical perspective, the author ignores the WHY of the interest in Aristides as well as the SO WHAT: the well-documented impact of Sousa Mendes's enormous rescue efforts, which paved the way for refuge in Portugal for the thousands of refugee families he saved. She also ignores his contribution in helping to restore HOPE in the resistance to the Nazi invaders and in the possibility of finding safety and freedom in those dark days of 1940, when all seemed lost.

What a pity.

In 1986, in New York, when I first learned of Aristides' rescue actions in Bordeaux, I immediately understood the importance of their impact in the context of World War II and the Holocaust. That's why I have supported the Sousa Mendes' cause ever since and have done what I could to help create the Sousa Mendes Museum in Cabanas de Viriato. Not to mention the immense pride and satisfaction in helping to restore the name and preserve the legacy of a World Hero whose family originated in my own village, Beijós, Beira Alta!

Mariana Abrantes

sábado, junho 17, 2023

Bordeaux 1940 - This was the week that made all the difference in WWII

This was the week that was... in Bordeaux June 1940!

Page from Curious George 
The events of June 1940t made all the difference for thousands of refugee families fleeing from the Nazi invasion, for the resistance of France, and for the mobilization of the allied forces of freedom which eventually prevailed in World War II. 

On this Day of Conscience, we remember the courage of Aristides de Sousa Mendes,  83 years ago, who decided to follow his conscience and try to "save all those people whose affliction was indescribable"with the help of 

Rabbi Chaim Kruger, the consular staff and his family.

NEVER FORGET the suffering of the victims. 

Always remember the rescue actions and the 

moral imperative of the rescuers 

who followed their conscience in the face of 

great danger and unknown risks. 

Rabbi Chaim Kruger and 
Aristides de Sousa Mendes 1940



Engraving of refgugees in Bordeaux 1940


This was also the week that Paris was over-run and the Government of France retreated to Bordeaux.   On 16-June, General Charles de Gaulle left Bordeaux for London, from where he made a broadcast on BBC radio calling on the French to resist the Nazi invasion, on 18-June-1940.

"La France n'est pas seule!"  

Charles de Gaulle https://www.lemonde.fr/en/videos/video/2023/01/19/how-le-monde-recreated-de-gaulle-s-lost-1940-call-for-france-to-resist_6012188_108.html

Pope Francis said in 2020 Freedom of conscience must be respected always and everywhere   https://www.vaticannews.va/en/pope/news/2020-06/pope-francis-day-of-freedom-of-conscience.html 


sábado, maio 27, 2023

Famílias de refugiados recordam a data do Visto de Aristides como o dia da libertação

Para as famílias que procuravam urgentemente escapar à invasão Nazi em 1940, o dia em que Aristides de Sousa Mendes lhes concedeu o visto de entrada para Portugal foi o momento de viragem na sua história, o dia da sua libertação. 

Com a tão desejada assinatura podiam passar a olhar para a frente e para a sua nova vida com segurança e esperança em vez de continuar a olhar para traz com incerteza e pavor. 

Eis algumas das famílias que comemoram esta semana o seu Dia da Libertação esta semana de 21-Maio e que já voltaram a visitar Portugal  

A família KAUFMANN e Friedrich KOCH receberam vistos de Aristides de Sousa Mendes em Bordéus a 24 de maio de 1940. Estes vistos foram explicitamente negados por Salazar, o chefe de Estado português. atravessaram para Portugal, onde residiam em Caldas da Rainha. 

Max KAUFMANN e Friedrich KOCH voaram de Lisboa para Nova York no Dixie Clipper em outubro de 1940.Grete KAUFMANN e seus filhos Annelies e Hans embarcaram no navio Siboney de Lisboa para Nova York em dezembro de 1940.

http://sousamendesfoundation.org/family/kaufmann-koch 

A família ROZENFELD, de Lodz, na Polônia, recebeu vistos de Aristides de Sousa Mendes em Bordeaux, na França, em 24 de maio de 1940.

Eles cruzaram para Portugal, onde residiram em Lisboa. Em julho de 1940, eles navegaram para Nova York no navio Nea Hellas.

Em 1945, eles foram naturalizados como cidadãos americanos.

http://sousamendesfoundation.org/family/rozenfeld





quinta-feira, dezembro 03, 2020

SMF Online film discussion, With God Against Man 2020.11.29


Thanksgiving Special !
Lively and moving discussion by descendants of the refugees who received visas in 1940 recalling their search for the stories of their families exodus through Portugal and their gratitude to Aristides de Sousa Mendes and to Portugal: families saved not by Just one miracle, but by a sequence of miracles! 

Grande discussão animada sobre o reencontro dos descendentes de refugiados de 1940 com a memória da fuga das suas familias através de Portugal e a sua gratidão para com Aristides de Sousa Mendes e Portugal: famílias salvas não apenas por um milagre, mas por uma sequência de milagres ! 

Podemos ver mais videos dos programas da SMF online no canais da Sousa Mendes Foundation no Vimeo e no Youtube.  Ver http://sousamendesfoundation.org/

sábado, outubro 24, 2020

Memorial Vilar Formoso Fronteira da Paz premiado pela Rede Europeia de Turismo Cultural


O memorial Vilar Formoso Fronteira da Paz obteve o segundo prémio na categoria “Produtos Turísticos Temáticos Transnacionais” dos Prémios da Rede Europeia de Turismo Cultural, que têm como objetivo legitimar «a qualidade dos melhores projetos culturais do continente europeu», fornecendo-lhes assim uma maior visibilidade e partilha de conhecimentos.

A Câmara Municipal de Almeida e os criadores do pequeno museu estão de parabéns por este reconhecimento bem merecido que conta também a história dos refugiados de 1940 e do Cônsul Aristides de Sousa Mendes, para quem Vilar Formoso foi verdadeiramente a Fronteira da Paz 

O Museu do Côa, que fica apenas 80km a norte, em Vila Nova de Foz Côa, conquistou o terceiro prémio por Inovação no Turismo Cultural.  

Os dois museus singelos merecem bem uma visita, com um bom almoço em Almeida pelo meio!


domingo, outubro 11, 2020

Expo Bordeaux: 1940:L'exil pour la vie, Exilados para sempre

Exposition Bordeaux 1940. L'exil pour la vie 

Archives Départmentales de la Gironde et Comité Aristides de Sousa Mendes 
 Du 12/10/2020 au 30/12/2020 .

 En mai-juin 1940, l’offensive de l’armée allemande au nord-est de la France jette sur les chemins de l’exode des millions de réfugiés, de tous les pays. Nombre d’entre eux parviennent jusqu’en Gironde dans l’espoir d’échapper aux combats et pour trouver un débouché vers une terre d’asile ; le gouvernement français ne tarde pas à arriver à Bordeaux. "

À l’occasion du 80e anniversaire de ces événements, les Archives départementales de la Gironde accueillent l'exposition "1940. L’exil pour la vie", conçue par le Comité Aristides de Sousa Mendes, sous le commissariat scientifique de Marie-Christine Volovitch-Tavarès, Claudia Ninhos et Victor Pereira. La conception graphique et la scénographie ont été assurée par l'agence Rébus. 

Cette exposition d’archives, de documents iconographiques et audiovisuels, français et portugais restitue avec force le contexte et l’action du consul du Portugal à Bordeaux, Aristides de Sousa Mendes, qui signa en son nom des milliers de visas, désobéissant ainsi aux ordres de son gouvernement. 

Rendez-vous du 12 octobre au 30 décembre 2020, au lundi au vendredi de 9h00 à 17h00 
Groupe de 10 visiteurs maximum, ort du masque obligatoire
 

Exposição 1940. Exílio para sempre
De 12/10/2020 a 30/12/2020    
Em maio-junho de 1940, a ofensiva do exército alemão no nordeste da França lançou ao êxodo milhões de refugiados de todo o mundo. Muitos deles chegam à Gironda na esperança de escapar da luta e encontrar uma saída para uma terra de asilo; o governo francês não demora muito para chegar a Bordeaux.
Por ocasião do 80º aniversário destes eventos, o Arquivo Departamental da Gironda acolhe a exposição 1940. Exílio para a Vida, desenhado pela Comissão Aristides de Sousa Mendes, sob a curadoria científica de Marie-Christine Volovitch-Tavarès , Claudia Ninhos e Victor Pereira. 
O projeto gráfico e cenografia foram fornecidos pela agência Rébus.

Esta exposição de arquivos, documentos iconográficos e audiovisuais, franceses e portugueses recria de forma poderosa o contexto e a acção do cônsul português em Bordéus, Aristides de Sousa Mendes, que assinou milhares de vistos em seu nome, desobedecendo assim a ordens. de seu governo.

Aberta de 12-outubro  a 30 -dezembro -2020, de  segunda a sexta, das 9h00 às 17h00
Grupo de 10 visitantes no máximo, uso de máscara obrigatório
 

domingo, julho 12, 2020

Memoshoá e Yad Vashem realizam Encontro para Professores, 14-Julho, 18h


Evento:

Ensino e Memória do Holocausto,  Encontro para Professores

Data: terça-feira, 14-Julho-2020,  18h00 




Organização:  Memoshoá e Yad Vashem

Insrição:  Gratuita mas obrigatória 
Para participar favor descarregar o flyer com programa completo e  seguir hiperligação para  inscrição:  

Conteúdos:   Exploração pedagógica do documentário de Moshe Haelion e do livro de Joan Halperin, My Sister ‘s Eyes, coordenado pelas professoras graduadas pelo Yad Vahem, Dores Fernandes e Josefa Reis, projeto UNESCO Dever de Memória, Escola Aristides de Sousa Mendes

Com a participação de Joan Halperin, filha de refugiados,primeira diretora de Educational Initicatives, Sousa Mendes Foundation - US 

Ver  visita à Casa do Passal, futuro museu e memorial Aristides de Sousa Mendes, Cabanas de Viriato 


Ver a Sousa Mendes Foundation-US  

http://sousamendesfoundation.org/atdblog/wp-content/uploads/2017/04/SistersEyesRG_SMF_PREVIEW.pdf

quinta-feira, junho 25, 2020

Casa do Passal passa para a gestâo da Câmara Municipal para criar futuro museu

Casa de Aristides de Sousa Mendes foi entregue à Câmara de Carregal do Sal  Lusa 24 de Junho de 2020, 16:2
(see English version in the comments)   Fonte: https://www.publico.pt/2020/06/24/culturaipsilon/noticia/casa-aristides-sousa-mendes-entregue-camara-carregal-sal-1921756
Caberá à autarquia de Carregal do Sal definir o modelo de gestão, o enquadramento técnico e o plano de actividades culturais da Casa do Passal após obras de requalificação interior e musealização.

Casa do Passal, em Cabanas de Viriato o NELSON GARRIDO
A Casa do Passal, que pertenceu ao cônsul Aristides de Sousa Mendes, foi entregue à Câmara de Carregal do Sal de forma possibilitar a sua requalificação interior e musealização, anunciou esta quarta-feira a autarquia.
Em comunicado, a autarquia refere que assinou com FASM- Fundação Aristides de Sousa Mendes “um contrato de comodato que viabiliza a candidatura a financiamento e torna possível a realização do projecto de requalificação e musealização da residência do cônsul, que salvou 30 mil vidas do holocausto”.
No âmbito desse contrato, a autarquia ficará responsável pela Casa do Passal (em Cabanas de Viriato), por um período de dez anos, que podem ser prorrogados por sucessivos períodos de dois anos. O objectivo é que, “assumindo o papel de dona da obra, operacionalize a intervenção necessária à requalificação interior e musealização do imóvel, bem como à posterior fruição pelo público em geral”, justifica.

A autarquia lembra que, “depois de avanços e recuos, em que foram surgindo constrangimentos legais de instrução e viabilização da candidatura”, a sua acção, com a aceitação da fundação, “desbloquearam todo o processo”.
“Ao mesmo tempo, permitiram a integração da musealização nesta fase da obra, com um reforço financeiro de mais de meio milhão de euros”, ou seja, “250 mil euros relativos à musealização e incluídos na candidatura, e 300 mil euros que sairão directamente do Orçamento do Estado e que contribuirão para a governabilidade do espaço, nos primeiros três anos”, explica.

Depois de os trabalhos ficarem concluídos, caberá à Câmara de Carregal do Sal definir o modelo de gestão, o enquadramento técnico e o plano de actividades culturais, “bem como a elaboração, aprovação, gestão e execução do respectivo orçamento”, acrescenta.

Em Novembro de 2017, a então directora regional da Cultura do Centro, Celeste Amaro, disse que a Casa do Passal poderia abrir portas ao público em 2019, depois de uma requalificação interior. “Esperemos que possivelmente em 2018 se consiga fazer esta obra: 2018, meados de 2019. Esperemos que, em 2019, estejamos todos na Casa do Passal a inaugurá-la e a abri-la ao público definitivamente, pois há cerca de 50 anos que ela está encerrada ao público”, afirmou, na altura.
A sua convicção foi revelada durante a apresentação dos resultados do concurso público de concepção para a elaboração do projecto de requalificação e musealização da Casa do Passal, uma segunda fase das obras que representava um investimento de 800 mil euros.

Declarada Monumento Nacional em 2011, a Casa do Passal tinha sido alvo de uma primeira
intervenção em 2014, financiada por  DRCC  ao nível das paredes exteriores e da cobertura.
A nova previsão para a inauguração é 2022
DRCC, a autoridade no Patrimonio Nacional, contribui com assistência técnica.

SMF- SOUSA MENDES SQUARE IN JERUSALEM caps 80th ANNIVERSARY CELEBRATIONS

SOUSA MENDES FOUNDATION - US                      JUNE 24, 2020    FOR IMMEDIATE RELEASE 
(versão em português em comentário)

A city square in Jerusalem has been named in memory of the Portuguese diplomat and Holocaust rescuer Aristides de Sousa Mendes, on the occasion of the 80th anniversary of his daring rescue in 1940 of thousands of Jews, while serving as the Consul General of Portugal in Bordeaux, France. This memorial action is thanks to the efforts of the historian Dr. Mordecai Paldiel who serves on the Board of the Sousa Mendes Foundation and who was previously the Director of the Department for the Righteous at Yad Vashem.xxxxx 

A public ceremony marking the unveiling of the street sign had been planned for June 2020 but is postponed to a future date to be determined.  The street sign is in Hebrew, Arabic and English, and reads: “Aristides de Sousa Mendes Square, Consul General of Portugal in Bordeaux (France), saved thousands of Jews during the years 1939-40.”
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Dr. Paldiel stated, “Sousa Mendes is one of a group of diplomats honored by Yad Vashem as Righteous Among the Nations for helping Jews avoid deportation by granting them visas to other countries. However, he stands out from others as the only one who disobeyed direct and clear orders from his superiors not to grant such visas to Jewish refugees, and was consequently severely punished by immediate dismissal from his diplomatic post. He remains an example of what a difference one person can make in the pursuit of goodness, and therefore, an inspiration to present and future generations. I would like to thank the Jerusalem municipality, under the leadership of Mayor Moshe Lion, for bestowing upon Sousa Mendes a place of honor within this historic city.”
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Other anniversary events took place earlier this month. On June 9th, the Portuguese Parliament voted unanimously to induct Sousa Mendes into the National Pantheon. This action was significant, as Sousa Mendes died in 1954 after having been disgraced and punished by the Portuguese government of his time. On June 17th, 2020 Pope Francis invoked the memory of Sousa Mendes and his action to declare that date to be henceforth considered as the “Day of Conscience.”
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The Sousa Mendes Foundation was established in 2010 to perpetuate the memory of Aristides de Sousa Mendes and to educate the public about refugees and rescue during the Holocaust. Named “Organization of the Year” in 2012 by The Portuguese Tribune, the Sousa Mendes Foundation is engaged in a worldwide search for families who escaped the Holocaust through Portugal.  The Foundation has a two-fold mission: raising funds for the creation of a Sousa Mendes Museum and Site of Conscience and sponsoring projects that teach the importance of moral courage in a civilized world.
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FOR MORE INFORMATION please contact info@sousamendesfoundation.org or (877) 797-9759.

domingo, junho 21, 2020

SMF apresenta: La Valise Verte de Andrée Lotey 21-Junho-2020



Le verso du précieux visa est signé de la main du consul : «Vu au commissariat, Hendaye, le 25 juin 40, S. Mendes.»Andrée Lotey falo-no de  Os segredos da Mala Verde que encontrou na arrumação dos seus pais
https://vimeo.com/424143852
https://nouvelles.umontreal.ca/article/2016/05/03/la-valise-de-jacob-livre-ses-secrets/






O programa ASMF 1940-2020 da Sousa Mendes Foundation US continua com a história da descoberta dos segredos de família   http://sousamendesfoundation.org/events/


sábado, junho 20, 2020

Sousa Mendes Foundation permite o reencontro das familias de refugiados com a suas histórios

Um artigo na revista AMI, escrito por descendentes de familias salvas por Aristides de Sousa Mendes demonstra o valor emocionante da coleção da Sousa Mendes Foundation.


  • TWO FAMILIES AND A DIPLOMAT: WAS IT MORE THAN A COINCIDENCE IN FRANCE? – AMI MAGAZINE

    June 3, 2020
    On June 15, 1940, a tall diamond cutter and chess champion stood in line with hundreds of other Jews waiting for a ticket out of the death trap that was France. After many hours, the righteous gentile he had been waiting to see gave him the visa that would save his life. Three days later, a young woman stood in that same line, securing the papers that would prevent her and her family from being deported to Auschwitz.

"This amazing website, of the Sousa Mendes Foundation run by a woman named Olivia Mattis of the Sousa Mendes Foundation, contains all of the authentic documentation and actual visa lists preserved and signed by Sousa Mendes himself. In my great-grandparents’ case, it included a two-page spread listing all of the people under my Bubby’s name, including aunts, uncles, cousins and friends—all of whom were saved on the day the priest found her crying at the park."

RTP comemora Aristides de Sousa Mendes,depois da meia noite do dia mais longo do ano

Direto RTP1 - RTP Play - RTP

Aristides de Sousa Mendes, “O Cônsul de Bordéus”, um filme realizado por Francisco Manso e João Correa, será exibido
a 22 de Junho 2020, pelas 00h30, na RTP1.




















Eis um filme tão importante, para ver depois da meia noite de ...domingo ?

Pode servir para sentirmos o desespero dos refugiados a dormir nas ruas de Bordéus depois da esperar e desesperar no dia mais longo do ano
Fonte:  https://www.comunidadeculturaearte.com/rtp1-exibe-filme-sobre-aristides-de-sousa-mendes/

terça-feira, junho 16, 2020

A solidão de Aristides 1940

A solidão de um homem bom        
OPINIÃO de  Esther Mucznik,  Estudiosa de temas judaicos
Fonte:  https://www.publico.pt/2020/06/14/opiniao/opiniao/solidao-homem-bom-1920347, 14 de Junho de 2020 

Tudo separa a época em que viveu e agiu Aristides de Sousa Mendes e os dias de hoje. Contrariamente ao regime salazarista, Portugal tem pautado a sua política por valores humanistas que são frequentemente saudados por diversos países europeus. Mas a Europa de hoje já não é a Europa do pós-guerra e infelizmente a memória dos homens é curta…

O Parlamento português acaba de aprovar de forma unânime a trasladação dos restos mortais de Aristides de Sousa Mendes para o Panteão Nacional.

Congratulo-me com esta decisão, em homenagem à memória do homem que teve a coragem de seguir a sua consciência, da mesma forma que me congratulo com o facto de o recém-criado Grupo de Trabalho Ministerial para a Memória do Holocausto estar a promover um programa comemorativo sobre Aristides de Sousa Mendes quando perfazem 80 anos da sua acção de salvamento de milhares de pessoas perseguidas pelo nazismo.

Será certamente uma boa oportunidade para reflectir sobre as razões da duríssima punição que sofreu e da forma dolorosa e profundamente injusta do final da sua vida. Os últimos catorze anos da vida de Aristides de Sousa Mendes até à sua morte em 1954 são uma verdadeira descida ao inferno. A 4 de Julho de 1940, Salazar ordenou a instauração de um processo disciplinar contra Aristides de Sousa Mendes. Julgado em processo administrativo, sem hipótese de recurso, foi banido do serviço público. Mas nunca desistiu de lutar: recursos legais, pedidos de clemência, audiências, cartas e contactos pessoais com diplomatas e embaixadas, tudo tentou, mas sempre em vão. A sua saúde debilita-se, a família desfaz-se com a morte da mulher e a dispersão dos filhos pelo mundo.

Desobedecendo a Salazar, Aristides de Sousa Mendes entra em ruptura com tudo aquilo que tinha sido o seu universo: católico, conservador e fiel servidor do Estado, ele não hesitou em salvar pessoas de religião e ideologias diferentes, contrariando as ordens do regime que serviu ao longo de toda a sua vida. É, pois, um homem em ruptura que chega a Portugal em Julho de 1940. Não encaixa nos parâmetros tradicionais. É por isso que ao longo do combate pela sua reabilitação, Sousa Mendes é um homem só: não tem obviamente a solidariedade do seu campo tradicional, incluindo da Igreja, e não sendo um opositor salazarista também não tem a solidariedade da esquerda, nem do movimento antifascista; quer num campo, quer noutro, nenhuma voz se levanta para o defender. É assim um homem só, como o são todos os grandes homens. Apanhado no turbilhão da História, Aristides de Sousa Mendes mostrou que, para além da disciplina, existe em cada ser humano algo por vezes muito incómodo – a consciência. E quando uma e outra entram em contradição, cada um de nós tem liberdade de escolha.

Na verdade, sim, houve uma voz, uma pequena voz. E essa voz foi da Comunidade Israelita de Lisboa. Quem o diz é John Paul Abranches​, hoje já falecido, filho de Aristides  e Angelina de Sousa Mendes, que com ele partilhou e presenciou não apenas a decisão do pai de dar os vistos, mas também todas as consequências que se lhe seguiram. Numa carta datada de 13 de Setembro de 1989 dirigida a Yvette Davidoff, ela própria refugiada e que trabalhou na Comunidade até ao final da sua vida, escreve John Paul Abranches: “(...) Gostava de lhe tornar a dizer que a assistência prestada por si e pelo Comité Judaico em Lisboa, aos meus pais e a outros membros da nossa família foi muito apreciada. As nossas circunstâncias eram muito difíceis, e a Comunidade Judaica Portuguesa foi a única que se preocupou. Obrigado pela vossa ajuda constante ao longo desses anos difíceis. Se alguma vez alguém ousar dizer ‘Por que razão os judeus não ajudaram?’, por favor, não hesite em deixá-los ler estas minhas palavras (...).”

Refiro este testemunho, não por considerar que a ajuda da Comunidade Judaica na época tenha tido um peso decisivo para minorar o sofrimento de Aristides de Sousa Mendes, mas ao contrário para realçar a solidão da solidariedade que o rodeou.

Ao fazermos o balanço da atitude de Portugal e, nomeadamente, de Salazar e do Ministério dos Negócios Estrangeiros relativamente ao salvamento de judeus durante a 2.ª Grande Guerra, a tentação mais fácil é arrumar a questão concluindo simplesmente que Portugal não fez tudo o que estava ao seu alcance nesse sentido. É um facto. Até ao fim, a sua política pautou-se por três elementos centrais: um legalismo rigorista no reconhecimento da nacionalidade portuguesa a quem tinha sido outorgada ou de quem dela descendia; inflexibilidade quanto ao carácter transitório do acolhimento de refugiados, que se reflectiu na precariedade da sua situação em Portugal; e um manobrismo equilibrista entre a Alemanha e os Aliados, com o objectivo de assegurar a sobrevivência do regime, e a sua própria, no pós-guerra.

No entanto, relativamente à questão do salvamento dos civis judeus e não judeus, Portugal não sai pior no retrato do que os outros países neutros ou até, do que os próprios Aliados. Nos EUA entraram apenas 21 mil judeus durante a guerra. Em Portugal, embora em trânsito, acabaram por entrar mais. E exceptuando a Dinamarca, que defendeu e salvou efectiva e colectivamente a sua comunidade judaica, só já no final, quando o mal estava praticamente consumado e a derrota da Alemanha era irreversível, é que os países neutros e os Aliados tomaram algumas iniciativas no que diz respeito ao salvamento de civis. Salazar não é uma excepção nas considerações de realpolitik que nortearam na época a política da grande maioria dos governos.

Na realidade, nem a Europa nem os EUA se preocuparam demasiado com a sorte dos judeus europeus. E a verdade é que a sua “despreocupação” contribuiu significativamente para o desaparecimento do judaísmo europeu. Fazem falta? Não me compete a mim dizê-lo, mas sim, fazem falta. Fazem falta na Europa, fazem falta em Portugal. E fazem falta não porque sejam melhores, mas porque tiveram parte activa na construção europeia, porque eram profundamente europeus. É por isso que no momento actual tenho dificuldade em entender o “pânico” gerado a propósito dos até agora 16.750 processos aprovados de naturalização de antigos sefarditas, nos cinco anos que medeiam entre a entrada em vigor da Lei de 2015 e 2020. Como não entendo a argumentação que tenho ouvido de que esses pouco mais de 3000 por ano incomodem tanto a União Europeia ou os Estados Unidos, ao ponto de manifestarem a sua preocupação pelas eventuais regalias que o passaporte europeu confere a essas pessoas. E não entendo, porque o número de nacionalidades reconhecidas por países como a Alemanha, Roménia ou a Polónia é muitíssimo maior e não consta que tenha levantado protestos da UE e dos EUA. E, finalmente, também não entendo qual a legitimidade da Comissão Europeia para sequer opinar sobre o assunto.


Tudo separa a época em que viveu e agiu Aristides de Sousa Mendes e os dias de hoje. Contrariamente ao regime salazarista, Portugal tem pautado a sua política por valores humanistas que são frequentemente saudados por diversos países europeus. Mas a Europa de hoje já não é a Europa do pós-guerra e infelizmente a memória dos homens é curta… 

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Casa do Passal, obras continuam para o museu Aristides de Sousa Mendes Cabanas de Viriato

A Câmara Municipal de Carregal do Sal, atualmente responsável pela criação do memorial a Aristides de Sousa Mendes anuncia que as obras na Casa do Passal serão concluídas em 2022   12 de Junho de 2020, 10:05


As obras de requalificação e de musealização da Casa do Passal, onde viveu o antigo cônsul Aristides de Sousa Mendes, devem estar concluídas entre o final de 2021 e o início de 2022. O imóvel fica situada em Cabanas de Viriato.

O presidente da Câmara de Carregal do Sal, Rogério Mota Abrantes, admite ao Jornal do Centro que o projeto está atrasado devido a problemas com a burocracia.

“Houve algumas questões burocráticas que estão ultrapassadas. Vamos lançar agora uma candidatura, já que a anterior teve de ser anulada porque houve alterações de fundo. Penso que as obras irão iniciar-se a curto-prazo. O que poderá demorar mais será a aprovação da candidatura e o concurso. O tempo de obra será sempre na ordem de um ano e meio”, explica.

Segundo o autarca, a obra terá um investimento total de 1,3 milhões de euros. Rogério Abrantes escusa-se a revelar o tipo de conteúdos que o futuro museu da Casa do Passal vai ter, uma vez que estão a ser analisados pela Direção Regional de Cultura do Centro.

“O exterior foi reparado. Agora, nestas segunda e terceira fases, faremos o interior, na parte da construção civil, e também a sinalização”, acrescenta.

Esta semana, o Parlamento aprovou a homenagem a Aristides de Sousa Mendes no Panteão Nacional, em Lisboa, sem haver uma transladação dos restos mortais, que ficarão em Cabanas de Viriato.
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A 22 de Maio 2020 , foi discutido em reunião camarária um novo contrtato tripartido entre a FASM Fundação Aristides de Sousa Mendes, proprietária da Casa do Passal, a Câmara Municipal de Carregal do Sal encarregada da obra e financiadora, e a DRCC Direção Regional da Cultura Centro, a autoridade responsável pelo Património na região Centro. A casa de Arisides de Sousa Mendes, um heroi nacional e international, foi classificada como Monumento Nacional de 2011 e atrai bastantes visitantes apesar de continua encerrada. 
Aguarda-se a criação de um museu para preservar e celebrar o legado de Aritides de Sousa Mendes de das familias de refugiados que ele salvou.

sexta-feira, maio 29, 2020

Portugal membro da IHRA Aliança Internacional para a Memoria do Holocausto

IHRA 2019 Call for Grant Applications open | European Holocaust ...Depois de alguns anos como observador,em Dezembro 2019  Portugal passou a membro pleno da IHRA – International Holocaust Remembrance Alliance iden(Aliança Internacional para a Memória do Holocausto) juntando-se a mais 32 paises membros e varios paises e organizações observadoras.

A organização iniciou atividade em 1988 com o objetvio de colmatar o crescente desconhecimento dos horrores do Holocausto à medida que os sobreviventes iam desaparecendo e deixando de partilhar o seu testemunho com os jovens nascidos muito depois do fim da IIª Guerra Mundial.

Em 2000 foi aprovada a “Declaração de Estocolmo”, de que Portugal é signatário original e que elenca um conjunto de princípios e de objetivos a que os Estados signatários se comprometem.

A Delegação Portuguesa junto da Internacional Holocaust Remembrance Alliance (IHRA) é chefiada pelo Embaixador Luis Barreiros, do MNE  e inclui
Ana Luisa Santos (Ministry of Education)
Helena Neto (Ministry of Education) - Education Working Group
Margarida Lages (Ministry of Foreign Affairs)
Teresa Mourão - Memorials and Museums Working Group
Jochen Oppenheimer (Memoshoa) - Academic Working Group
Fatima Reis (University of Lisbon) - Academic Working Group

Fontes IDI https://idi.mne.pt/pt/atividades/ihra-delegacao-portuguesa/ihra-noticias 
IHRA https://www.holocaustremembrance.com/country/portugal

Eventos 2019
Braga - Conferência  Refugiados: ecos do passado, silêncios do presente (Refugees: echos from the pass, silence in the present) 

domingo, março 10, 2019

Receber e integrar refugiados pela educação

Nem toda a gente compreende a importancia dos programas educativos para refugiados recém-chegados, traumatizados. Será que isso é relevante para os amigos de Sousa Mendes ?

Como receber e integrar migrantes e refugiados pela educação http://wwhttp://www.cidadevirtual.pt/cpr/integra/guia_bp_edu_2.html


Vamos então falar de porquê devemos receber e integrar os refugiados pela educação?   
Os refugiados fogem da guerra e da perseguição.  Necessitam de ser "resgatados", salvos e ajudados nessa fuga a caminho da liberdade.  Foi essa a grande ação altruista que se celebra neste grupo dedicado a Aristides de Sousa Mendes. 

Mas o salvamento não basta, pois os refugiados não precisam apenas de "fugir", precisam de voltar a simplesmente "viver". Os refugiados necessitam de apoios para reconstruir as suas vidas, até as suas famílias, nos países de acolhimento; para não ficarem em campos de deslocados nem em  "ghettos" dourados como  as "residências fixas" no Portugal de 1940. 

Os refugiados e os migrantes necessitam integrar-se nas sociedades de acolhimento, para que não continuem a sofrer por serem diferentes.  Essa integração faz-se muito pela educação, pelo emprego, aprendendo novos idiomas ou novas profissões se necessário.     

Felizmente o governo português de hoje sabe receber e integrar os recém-chegados melhor do que antes. 


Let us then talk about why we should receive and integrate refugees through education?
Refugees flee war and persecution. They need to be "rescued," saved and helped in this flight on the road to freedom. That was the great altruistic action that is being celebrated in this blog dedicated to Aristides de Sousa Mendes.

But the rescue is not enough, because refugees need not just to "escape", they need to simply "live." Refugees need support to rebuild their lives, even their families, in the host countries, so that they do not remain suspended in refugee camps and the gilded ghettos of the "fixed residences" of Portugal in 1940.

Refugees and migrants need to integrate into their host societies so that they do not continue to suffer because they are different. That integration comes with education, employment, learning new languages ​​or new professions if necessary.
Fortunately the Portuguese government of today knows how to receive and integrate newcomers better than before.