A apresentar mensagens correspondentes à consulta interior ordenadas por relevância. Ordenar por data Mostrar todas as mensagens
A apresentar mensagens correspondentes à consulta interior ordenadas por relevância. Ordenar por data Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, junho 25, 2020

Casa do Passal passa para a gestâo da Câmara Municipal para criar futuro museu

Casa de Aristides de Sousa Mendes foi entregue à Câmara de Carregal do Sal  Lusa 24 de Junho de 2020, 16:2
(see English version in the comments)   Fonte: https://www.publico.pt/2020/06/24/culturaipsilon/noticia/casa-aristides-sousa-mendes-entregue-camara-carregal-sal-1921756
Caberá à autarquia de Carregal do Sal definir o modelo de gestão, o enquadramento técnico e o plano de actividades culturais da Casa do Passal após obras de requalificação interior e musealização.

Casa do Passal, em Cabanas de Viriato o NELSON GARRIDO
A Casa do Passal, que pertenceu ao cônsul Aristides de Sousa Mendes, foi entregue à Câmara de Carregal do Sal de forma possibilitar a sua requalificação interior e musealização, anunciou esta quarta-feira a autarquia.
Em comunicado, a autarquia refere que assinou com FASM- Fundação Aristides de Sousa Mendes “um contrato de comodato que viabiliza a candidatura a financiamento e torna possível a realização do projecto de requalificação e musealização da residência do cônsul, que salvou 30 mil vidas do holocausto”.
No âmbito desse contrato, a autarquia ficará responsável pela Casa do Passal (em Cabanas de Viriato), por um período de dez anos, que podem ser prorrogados por sucessivos períodos de dois anos. O objectivo é que, “assumindo o papel de dona da obra, operacionalize a intervenção necessária à requalificação interior e musealização do imóvel, bem como à posterior fruição pelo público em geral”, justifica.

A autarquia lembra que, “depois de avanços e recuos, em que foram surgindo constrangimentos legais de instrução e viabilização da candidatura”, a sua acção, com a aceitação da fundação, “desbloquearam todo o processo”.
“Ao mesmo tempo, permitiram a integração da musealização nesta fase da obra, com um reforço financeiro de mais de meio milhão de euros”, ou seja, “250 mil euros relativos à musealização e incluídos na candidatura, e 300 mil euros que sairão directamente do Orçamento do Estado e que contribuirão para a governabilidade do espaço, nos primeiros três anos”, explica.

Depois de os trabalhos ficarem concluídos, caberá à Câmara de Carregal do Sal definir o modelo de gestão, o enquadramento técnico e o plano de actividades culturais, “bem como a elaboração, aprovação, gestão e execução do respectivo orçamento”, acrescenta.

Em Novembro de 2017, a então directora regional da Cultura do Centro, Celeste Amaro, disse que a Casa do Passal poderia abrir portas ao público em 2019, depois de uma requalificação interior. “Esperemos que possivelmente em 2018 se consiga fazer esta obra: 2018, meados de 2019. Esperemos que, em 2019, estejamos todos na Casa do Passal a inaugurá-la e a abri-la ao público definitivamente, pois há cerca de 50 anos que ela está encerrada ao público”, afirmou, na altura.
A sua convicção foi revelada durante a apresentação dos resultados do concurso público de concepção para a elaboração do projecto de requalificação e musealização da Casa do Passal, uma segunda fase das obras que representava um investimento de 800 mil euros.

Declarada Monumento Nacional em 2011, a Casa do Passal tinha sido alvo de uma primeira
intervenção em 2014, financiada por  DRCC  ao nível das paredes exteriores e da cobertura.
A nova previsão para a inauguração é 2022
DRCC, a autoridade no Patrimonio Nacional, contribui com assistência técnica.

domingo, abril 06, 2014

Cordão Humano em volta da Casa de Sousa Mendes


(see in English below)
Centenas de amigos de Aristides de Sousa Mendes responderam ao apelo e vieram manifestar o seu apoio à recuperação da Casa do Passal, classificada como Património Nacional em 2011, que está em avançado estado de ruína.

Ouviram Celeste Amaro, Directora Regional de Cultura Centro anunciar que o concurso para as  obras de recuperação foi lançado e os trabalhos irão começar em Maio até Dezembro 2014.


Esta Fase I, que custará cerca de 300.000 Euro, inclui a consolidação das paredes e das colunas interiores, a colocação de um nova cobertura, para além de picar e pintar as paredes exteriores.  Se o orçamento permitir, serão colocadas janelas novas.

(Tratando-se de pelo menos 70 janelas na casa principal e outras 20 janelas na garagem, as janelas já são um grande desafio.)

Entretanto, será preparado e aprovado o projecto para a Fase II, que incluirá a recuperação do interior, e que dependerá de financiamento proveniente do próximo Quadro Comunitário de Apoio.
Celeste Amaro convidou os presentes a voltarem pelo Natal e testemunharem a conclusão da Fase I.

Rogério Mota Abrantes, Presidente da Câmara Municipal de Carregal do Sal, que é Membro do Conselho de Administração da Fundação Aristides de Sousa Mendes reafirmou o empenho do município no projecto.  Ele desafiou os residentes locais que tenham peças do antigo recheio da Casa do Passal que ajudem a preparar uma lista.
Os organizadores agradeceram a presença de todos,  e pediram que assinassem o livro de honra que fará parte do acervo do futuro museu.

E ficou no ar outro desafio:
Se as obras da Casa do Passal não andarem para a frente, a próxima concentração dos amigos de Sousa Mendes será em frente de um outro palácio, o de S. Bento.
Depois dos discursos, a multidão foi-se espalhando pela rua e pelo quintal abaixo, até unirem as mãos no portal de S. Cristóvão em frente à igreja.  Justo a tempo de assistir a "missa e procissão",  com filarmónica.

O próximo grande evento será a colocação de gruas, algures em Maio.

Ver Correio da Manhã http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/ultima-hora/centenas-reunem-se-para-salvar-casa-de-aristides-de-sousa-mendes  e http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/ultima-hora/obras-na-casa-de-aristides-de-sousa-mendes-arrancam-no-final-de-maio

Hundreds of friends Aristides de Sousa Mendes responded to the call and came to lend their support to the recovery of the Casa do Passal , classified as a National Heritage Site in 2011, which is in an advanced state of ruin.

They heard Celeste Amaro,  Regional Director of  Culture for the Center of Portugal, announce  that the tender for the restoration work is underway and that the work will start in May until December 2014.

This Phase I of the works, which will cost around 300,000 Euro , includes the consolidation of the walls and interior columns , pulacement of a new roof , as well as repairing and painting the exterior walls . If budget permits , new windows will ao be placed .

( Note: There are at least70 external windows in the main house and another 20 windows in the garage , so just financing the windows is a major challenge . )

However , the plans for Phase II must also be prepared and approved before the end of 2014.  Phase II  will include the recovery of the interior , and will depend on the availability of funding from the next EU Support Framework . Celeste Amaro invited those present to return at Christmas 2014  and witness the completion of Phase I.

Rogerio Mota Abrantes , Mayor of the Carregal Sal municipality, who is also a Member of the Board of Directors of Fundação Aristides de Sousa Mendes  reaffirmed the commitment of the municipality to the project . He challenged local residents who have pieces  of the   furnishings of  Casa do Passal to help prepare a list so that the interior can also be restored for the museum.

The organizers thanked everyone for their presence , and asked all to sign the guest book that will be part of the library of the future museum.

And another challenge was left in the air:
If the works of the Casa do Passal do not move forward, the next concentration of the friends of Sousa Mendes will be in front of another palace, the palace of S. Bento in Lisbon which houses the Parliament.

After the speeches , the big crowd moved  across the street and the backyard  yard, to join hands in the  St. Christopher  portal in front of the church . Just in time to assist the traditional  " mass and procession " complete with  marching band .

The next big event will be the placement of the construction cranes, sometime in May.

Cordão Humano para salvar a Casa do Passal

Num lindo dia de primavera beirã, fresco mas cheio de sol e do canto dos passarinhos, vamos hoje à tarde prestar homenagem a Aristides de Sousa Mendes na casa onde ele viveu com a sua numerosa família e onde recebeu dezenas de refugiados.

Concentração domingo, 6-Abril, 13h30
(Haverá missa na igreja às 15h, seguida da tradicional procissão de Nosso Senhor dos Passos)
A Casa do Passal em Cabanas de Viriato, outrora imponente e com uma linda vista para a Serra da Estrela, foi classificada como Monumento Nacional em 2011.  É para muitos a manifestação mais tangível do Acto de Consciência de Aristides de Sousa Mendes ao salvar milhares de refugiados no Bordéus de Junho 1940, dias antes da capitulação da França perante a invasão dos exércitos Nazi.

Video da Casa do Passl http://youtu.be/XUQxrhFHIok

Podem-se ver imagens anteriores, incluindo do interior que está em ruínas

Passal Julho 2010 com promessas de obras  http://amigosdesousamendes.blogspot.pt/2010/07/um-presente-de-aniversario-para.html

Novo buraco apareceu em 2008 http://amigosdesousamendes.blogspot.pt/2008/03/casa-do-passal-apresenta-novo-buraco.html

Estudo de recuperação- 2006 http://amigosdesousamendes.blogspot.pt/2006/07/dg-monumentos-nacionais-apresentou.html 

O telhado tinha sido  reparado em 2004 por João Crisóstomo e António Rodrigues com o apoio material de voluntários de Cabanas e Beijós, o que protegeu o interior durante alguns anos http://www.publico.pt/opiniao/jornal/e-preciso-salvar-a-casa-do-passal-23859796 

Escadaria interior circa 2011  http://amigosdesousamendes.blogspot.pt/2006/07/dg-monumentos-nacionais-apresentou.html 


Procissão  http://amigosdesousamendes.blogspot.pt/2011/07/festa-de-sao-cristovao-passa-pelo.html 

sábado, julho 10, 2010

Um presente de aniversário para Aristides de Sousa Mendes


O movimento para Salvar a casa de Aristides de Sousa Mendes continua em força no FACEBOOK e chegará certamente a 13 000 fãs até 19-Julho-2010, o 125º aniversário do nascimento do gémeos César e Aristides de Sousa Mendes em Cabanas de Viriato, na Beira Alta.


Se esta enorme manifestação de boa vontade se puder transformar em recursos materiais, esta mobilização pode servir para desbloquear este projecto complexo de destaque internacional.
Se cada adepto virtual fizer um pequeno donativo real, de €5, €25 ou €125, será certamente possível angariar os cerca de €130 000 necessários para colocar uma cobertura de protecção permanente a fim de preservar o que resta do interior da Casa do Passal. Actualmente a casa está exposta à chuva e a toda a intempérie.

Apesar de um valente esforço de voluntariado para reparar o telhado em 2004-5, os buracos voltaram a aparecer em 2008, e a aumentar de ano para ano, de mês para mês.
Será que a histórica Casa do Passal, classificada como Monumento Nacional em 2005, vai aguentar mais um rigoroso Inverno beirão?
Situada numa encosta soalheira com vista brilhante sobre a Serra da Estrela a nascente, a Casa do Passal convida-nos a reflectir sobre o Acto de Consciência em que o Cônsul de Portugal em Bordéus salvou cerca de 30 000 refugiados desesperados para abandonar a França,
em Junho 1940, nas ante-vésperas da capitulação.

Mas o avançado estado de ruína da Casa de Sousa Mendes permite-nos também sentir as terríveis consequências desse acto de altruísmo heroico que transformam o diplomata em refugiado, castigado e esquecido durante décadas.
Que melhor forma de comemorar o 125º aniversário de Aristides de Sousa Mendes do que contribuindo para salvar a Casa do Passal com um donativo a favor do Fundo de Investimento (Investment Fund) da Fundação Aristides de Sousa Mendes?
Para comemorar o 125º aniversário de Aristides de Sousa Mendes, dê um contributo para salvar a Casa do Passal que representa um testemunho tangível do Acto de Consciência de Aristides de Sousa Mendes, enviando um donativo para o Fundo de Investimento (Investment Fund) da Fundação Aristides de Sousa Mendes (sujeita à Lei do Mecenato):
Para o fundo de investimento:

Banco: Caixa de Crédito Agrícola
NIB: 0045 3321 4018 5666 95578
IBAN: PT50 0045 3321 4018 5666 95578
BICSWIFT: CCCMPTPL
Rua de Viriato, 127-131
3430-649 Cabanas de Viriato, PORTUGAL

VER fotos históricas da Casa do Passal

Fotos da ruína e do interior da Casa do Passal

Reabilitação do legado http://www.causes.com/causes/476286

Ver artigo sobe o 125º Aniversário de Sousa Mendes aqui

quarta-feira, novembro 05, 2008

Beira Interior em homenagem a Sousa Mendes, 12-15 Novembro

De 15 a 29 de Novembro 2008, Aristides de Sousa Mendes, o Cônsul português que, contrariando Salazar, salvou da deportação milhares de pessoas, das quais mais de 10 mil judeus e se tornou figura referencial do século XX português vai ser homenageado em Castelo Branco, Covilhã, Fundão e Belmonte.
Esta é inicitativa do “Jornal do Fundão”, o Comité National Français en Hommage a Aristides Sousa Mendes, a Fundação Aristides Sousa Mendes, a que se associam Câmaras do distrito de Castelo Branco, o Governo Civil e a Universidade da Beira Interior.
O programa inclui exposições, debates, projecção de filmes e concertos.
Fonte: Jornal do Fundão ; redaccao@jornaldofundao.pt

quarta-feira, junho 01, 2016

Carregal premiado na BTL 2016 com replica da fachada da Casa do Passal

Melhor Stand Público da BTL 2016 para Carregal do Sal

A Câmara Municipal de Carregal do Sal recebeu ontem o prémio de Melhor Stand Público da BTL 2016.
O presidente da edilidade carregalense, Rogério Mota Abrantes; a Vereadora Ana Cristina Borges e três técnicos da Autarquia participaram na cerimónia, que decorreu na Fundação AIP, em Lisboa.
Ao receber o galardão das mãos do presidente do Conselho Estratégico da BTL, Vítor Neto, o edil carregalense, sublinhou a honra de tal distinção, sobretudo porque “somos um concelho pequeno do interior do país”. E o interior, sublinhou, “é muitas vezes esquecido pelo turismo mas tem muitas coisas boas.” Lembrou então a primeira vez que o Concelho se fez representar na BTL, em 2015 – com um stand de 3x3 – e a partir dessa participação, “pensámos logo no ano seguinte”.
“Viemos com um stand de homenagem a Aristides de Sousa Mendes, natural do Concelho”, uma “aposta em grande que nos traz uma grande responsabilidade a pensar já em 2017”.
Terminou com os agradecimentos à Vereadora Ana Cristina Borges e à equipa que tornou possível a participação de Carregal do Sal na BTL.
Recorde-se que a Réplica da fachada da Casa do Passal, com que a Câmara se apresentou na BTL 2016, foi construída e cenografada por Paulo Cruz e Nélida Cruz (que contaram com a colaboração de trabalhadores da Autarquia), e serviu de palco aos momentos teatrais “Eu Sou Aristides”, interpretados pelo ator Hugo Rendas, numa encenação de António Leal, a partir do texto de Sandra Viegas Leal.
E nem a propósito, na abertura da sessão, o presidente da Fundação AIP, Rocha de Matos, afirmou que as distinções constituem “uma prova do reconhecimento da qualidade do trabalho e do empenho das entidades que participam na BTL, pois são elas os seus verdadeiros arquitetos” e sublinhou o êxito da Bolsa de Turismo de Lisboa que registou, este ano, mais 4% de visitantes, ultrapassando os 75.400.
Para além do prémio Melhor Stand Público atribuído a Carregal do Sal, foram ainda entregues mais três prémios: Melhor Stand Profissional, à Madeira e duas menções honrosas, respetivamente à SATA e ao stand do Turismo de Marrocos.

quinta-feira, novembro 20, 2008

Quinzena Aristides de Sousa Mendes, 15-30 Novembro, Beira Interior

Já começou a Quinzena Cultural Aristides de Sousa Mendes em várias cidades da Beira Interior, mas ainda há eventos interessantes que valem bem uma viagem:

20-Nov, 21:30 Conversa com a escritora Julia Nery, autora de "O Consul", Auditório da Biblioteca da Covilhã
21-Nov, 21:30 Cinema, "O Consul Poscrito", conversa com a realizadora Diana Andringa, Fundão

22-Nov, 21:30 Cinema, "Noite e Nevoeiro" de Alain Resnais, Fundão
23-Nov, 15:30 Abertura da Exposição "Aristides de Sousa Mendes - Le Juste de Bordeaux" e visita guiada ao Museu Judaico de Belmonte, seguida de espectáculo com Arlindo Carvalho, Belmonte

24-Nov, 21:30 Cinema, "Noite e Nevoeiro" de Alain Resnais, Belmonte
26-Nov, 21:30 Colóquio "Desobediência e Consciência: Há sempre alguém que diz Não", com Manuel Vaz Dias, José Pires e Fernando Paulouro Neves, Auditório da Biblioteca Municipal de Castelo Branco

28-Nov, 21:30 Combates pela História, Combates pela Memória: Conversa com Irene Flunser Pimentel , autora de Contai aos Vossos Filhos, um livro sobre o Holocausto na Europa 1933-45"
29-Nov, 21:30 Cinema, "O Consul Poscrito", comentado por Manuel Vaz Dias, Louriçal do Campo
30-Nov
, 21:30 Concerto de Encerramento com Jorge Chaminé e Olivier Manoury, Cine Teatro Avenida, Castelo Branco
Organização: Comité Français en Hommage a Aristides de Sousa Mendes, "Jornal do Fundão" e Fundação Aristides de Sousa Mendes
Obter Programa

terça-feira, julho 08, 2014

Museus do Centro com mais público com gestão de proximidade

Celeste Amaro, diretora regional de Cultura do CentroTodos os museus da região Centro “cresceram” em visitantes e receitas

Posted by  ,27 Junho, 2014 at 16:35
Celeste Amaro, diretora regional de Cultura
caminho de três anos como diretora regional de Cultura – lugar que já havia ocupado em 2002 –, Celeste Amaro faz um balanço positivo do trabalho desenvolvido e garante que os cortes no setor não inviabilizaram o investimento em oito obras, das quais destaca a Casa de Aristides de Sousa Mendes.
Em que medida os cortes orçamentais, na Cultura, têm afetado a região Centro?
A partir do momento em que trabalho com um governo que me diz que é preciso cortar, eu não tenho outro remédio senão gerir o que me dão. Mas sempre digo que a nós, direção regional, coube-nos o que entendemos que deveria caber. Por isso, não posso dizer que tenha razões de queixa.
Mesmo com todos os cortes, quero dizer que, em 2014, consegui garantir um orçamento que me permite ter em curso oito obras. Ou seja, foi possível garantir um investimento global (nosso mais Feder) de três milhões de euros, para intervenções urgentes de conservação e reabilitação de património edificado.
 A reabilitação é prioridade assumida?
Absolutamente. Nós temos uma listagem exaustiva de edificações a necessitar de intervenção, mas nem todas são públicas, pois das oito obras em curso duas respeitam a construções privadas: a casa de Aristides Sousa Mendes e a igreja da Vista Alegre.
 Das obras em curso qual foi a mais urgente?
A Casa do Passal, de Aristides Sousa Mendes, em Cabanas de Viriato. Está há 50 anos abandonada e estava completamente a cair. Por isso, mesmo sendo de uma fundação privada entendemos que devíamos propor a sua recuperação. É claro que, por força do recurso a fundos comunitários, a Direção Regional de Cultura tem de ficar na posse do imóvel por um período de 10 anos.
 Quando acabam as obras na Casa do Passal?
Têm de estar terminadas antes do final do ano, espero que em Novembro. As obras, nesta primeira fase, respeitam apenas à recuperação exterior e interior, de paredes, portas, janelas e telhado. Depois, a utilização do espaço ficará a cargo da Fundação Aristides de Sousa Mendes.
 Acredita que pode funcionar como âncora para projetos turísticos e culturais?
Acredito que, no futuro, a casa recuperada pode trazer a Cabanas de Viriato e à região Centro muita gente, sobretudo gente com dinheiro, descendente das pessoas que o Cônsul em Bordéus ajudou a fugir aos nazis. Lembro, aliás, que há um ano veio a Portugal e à região um grupo enorme de judeus e, na altura, o jornal New York Times perguntou-me como era possível que Portugal mantivesse a casa como estava. Agora, felizmente, muita coisa mudou e a Sousa Mendes Foundation, que tem sede em Nova Iorque e que é gerida por um sobrinho-neto do Cônsul, já manifestou interesse em participar na segunda parte da intervenção na casa, eventualmente para a criação de uma casa-museu.
Aveiro foi relegada para a alçada regional e, ao contrário de Viseu, por exemplo, não continuara ficar na dependência de Lisboa. Hoje eu penso que essa questão já está esbatida até porque já todos percebemos que é mais fácil gerir com proximidade e não ficar à espera de Lisboa. Aliás, o Museu de Aveiro teve, depois disso, um aumento no número de visitantes, o que não acontecia antes, quando dependia de Lisboa.
 É geral esse aumento de visitantes?
Todos os museus na dependência da Direção Regional de Cultura aumentaram o número de visitantes. Penso que o facto de termos tornado os nossos museus um pouco mais abertos à comunidade terá trazido mais gente. Pode até acontecer que sejam visitantes que não vão para ver as coleções expostas mas vão a outras iniciativas que, até aqui, não havia nos museus.
 Esse crescimento deve ser creditado a quem?
A todos. Tanto aqui à Direção Regional como às diretoras e também é preciso não esquecer os funcionários. Os museus estão hoje todos abertos à hora de almoço e há também uma grande diversificação de iniciativas, desde o cinema ao teatro, à música, a dança e também a conferências ou outras iniciativas da sociedade civil.
 Mais visitantes quer dizer mais receita?
Bem, quando digo que os museus registaram um crescimento no número de visitantes não quer dizer que se tenham vendido mais bilhetes. Mas, por acaso, as receitas até aumentaram.
Também aumentou a aposta na divulgação?
É verdade. Tanto na divulgação direta, com grande aposta na internet, como junto de hotéis, autarquias e outras entidades.
 Isso significa que é boa a articulação com a Entidade Regional de Turismo?
Não. Nós nunca formos solicitados pela entidade regional. Nunca para aqui foi pedido o que quer que seja. Por isso, tem sido ao nível local, muito com as autarquias, que temos trabalhado. Mas é preciso ter em conta que, com o turismo, há um problema de base: está tudo por demais delimitado, ou seja, o turismo depende do Ministério da Economia e a cultura depende do primeiro-ministro. E esta compartimentação funciona assim há muito tempo.
 Mas isso não impede maior cooperação, nomeadamente, ao nível regional…
Talvez. Mas veja que, recentemente, houve alterações ao nível do turismo, com a Entidade Regional do Centro a ser alargada a 100 municípios… Agora, isso não impede que tenhamos reuniões. Aliás, eu já tive uma reunião com o senhor presidente da entidade regional, no gabinete do senhor secretário de Estado.
 Voltando aos museus, como tem evoluído o trabalho em rede?
Eu tenho procurado fazer reuniões regulares com as diretoras. É preciso que os responsáveis se ouçam uns aos outros. E a colaboração existe. Aliás, estamos a fazer com que os nossos museus levem as suas coleções a todos os outros. Olhe, por exemplo, na passada segunda-feira, dia 23, inaugurei no Museu Tavares Proença Júnior, de Castelo Branco, uma exposição que é do Museu Joaquim Manso, da Nazaré. Ou seja, estamos a levar uma exposição de barcos ao interior e este é um excelente exemplo de cooperação.
 O que está ainda por fazer?
Algumas coisas. Por exemplo, fazer um bilhete único, que possibilite a visita a vários museus na mesma cidade, sejam da nossa rede ou municipais ou outros. Aliás, pegando no caso de Castelo Branco, tive uma reunião com o presidente da câmara, também no dia 23, justamente para tratar de um caso concreto: o Tavares Proença Júnior tem, mesmo ao lado, o Jardim das Estátuas, que é da responsabilidade do município e nós queremos que o bilhete de acesso seja único.

domingo, janeiro 13, 2013

Rota Judaica em Portugal ainda não passa pela casa de Sousa Mendes


Fly & Drive – Portugal – Rota Judaíca

(Freqüência de Saída:  Diárias)
 ROTEIRO_____________________________________________________________
 Dia -1  Lisboa
Chegada ao aeroporto de Lisboa e retirada do carro na locadora. Sugerimos que se dirija ao Hotel para fazer o Check In e descansar um pouco antes de dar inicio à visita pela capital de Portugal. Comece a visita pela Sinagoga de Lisboa, situada junto do Largo do Rato. A fachada do edifício está escondida (devido as restritas regras que eram impostas aos edifícios Judeus no passado), mas este continua ainda hoje a ser o local de encontro da comunidade Judaica em Lisboa. Após uma visita à Sinagoga, inicie um tour pela capital Portuguesa. Lisboa, cidade colonizada por varias civilizações ao longo da história: Fenícios, Gregos, Cartagineses, Romanos, Mouros e finalmente Portugueses, após 1147. Iremos visitar o Castelo de São Jorge assim como os seus arredores, Alfama, o bairro mais antigo da cidade. Perto deste bairro encontra-se a Judiaria, Bairro Judeu de Lisboa com as suas ruas estreitas e pequenas casas aonde o povo judeu costumava habitar. Em outra artéria central da cidade, na Praça do Comercio, também poderá encontrar mais presenças da história do Judaísmo, neste local foram baptizados milhares de Judeus contra a sua vontade. Esta cidade é também conhecida pelos seus feitos nos séculos XV e XVI, a Era dos Descobrimentos, época da exploração Marítima Portuguesa. Foi nesta altura que Lisboa se tornou numa cidade opulenta e centro de um grande Império. Grande parte do lucro destas expedições serviu para construir magníficos monumentos com características únicas de um estilo Português muito próprio: Estilo Manuelino – encontrados ainda nos dias de hoje na zona de Belém. Mas Lisboa não é só monumentos, é uma cidade de comércio tradicional, aonde ao passear a pé pela zona da Baixa de Lisboa e Chiado, poderemos encontrar ainda lojas a funcionar em magníficos edifícios do Sec. XVIII. Lisboa é uma cidade de sensações únicas – o sol, o clima e a rica gastronomia que nela se encontra tornara inesquecível a sua estadia na cidade. Alojamento em Lisboa.
 Dia -2  Sintra/Cascais/Estoril
Saia pela manhã em direcção a Sintra, local onde além do famoso e imponente Palacio de Pena, cuja arquitectura recorda um palácio de conto de fadas, e do Palacio da Vila, no centro da cidade, tire ainda algum tempo para descobrir as influencias judaicas nesta região de Lisboa. A primeira referência à judiaria de Sintra, remonta ao século XII. Era uma pequena comunidade, tinha rabino, tabelião, porteiro, e uma só rua. A sinagoga aparece numa carta de aforamento em 1407. Esta comuna teve um relativo crescimento devido há necessidade de ferrar o cavalo, e ao aumento da produção económica da localidade. Nos finais do séc. XV, esta comunidade tinha um rendimento aproximado de 600 reais, o que é relativamente modesto em relação a judiarias como Lisboa, Santarém, Évora, Coimbra ou Porto. Com o rei D. Afonso V, terá havido queixas por parte dos cristãos, devido há tentativa de expansão do comércio dos judeus para sectores mais alargados da urbe sintrense, o que levou o soberano de imediato a ordenar, para que todo o judeu só pudesse utilizar a porta da judiaria como local de comércio. Nos finais do século XV, princípios do séc. XVI, cristãos-velhos denunciam às autoridades da época, que crianças cristãs-novas brincavam junto à igreja de ‘Pedro de Penaferrim, num claro “desrespeito por solo sagrado”, desde o ano de 1493 a igreja já se encontrava abandonada. Em 1501, há queixas de práticas judaízantes contra a população de cristão-novo em Sintra. Em 1503, última referência documental à sinagoga de Sintra. A judiaria situa-se na actual Rua das Padarias, (Rua Nova). É curioso saber que ainda no inicio do século XX, viviam ou trabalhavam nesta precisa área, taberneiros, alfaiates e sapateiros, havendo nomes como Gabriel David Cardoso, nome tipicamente cristão-novo, a viver e a fazer a sua vida naquele local. Pela tarde regresse a Lisboa pela costa de Cascais, fazendo uma pequena paragem no Cabo da Roca, Cascais (considerada a Cote D´azur de Portugal) e pelo Estoril, onde se situa o casino do Estoril (o maior da Europa). Alojamento em Lisboa.
 Dia -3  Óbidos/Batalha/Tomar/Lousã
Após o café da manhã, saia rumo ao Norte do Pais e a primeira cidade que visitamos é Óbidos. Cidade Medieval que ainda preserva a atmosfera de outros tempos. A pequena Vila com as suas casas brancas, pode ser vista dentro das muralhas do Castelo. É como se o tempo ali não tivesse passado… Aconselhamos uma paragem em uma das muitas casas aonde se pode beber uma Ginjinha, bebida doce típica da região. Após sair de Óbidos a próxima paragem é na Batalha, considerada World Heritage by UNESCO, essencialmente pelo seu mosteiro gótico. Neste edifício podemos encontrar os túmulos dos principais reis Portugueses da segunda dinastia. À tarde visite Tomar, local onde esta situada uma das mais importantes Sinagogas de Portugal. Dentro do Museu Judaico Abraham Zacuto poderemos perceber a importância da população judaica nesta cidade. No topo da colina deste cidade esta situado o Convento de Cristo, World Heritage by UNESCO, que é o bastião de uma das mais importantes ordens religiosas de Portugal: A Ordem de Cristo. Ao final do dia seguimos direcção à Lousã aonde passaremos a noite. Alojamento na Lousã.
 Dia -4  Coimbra/Buçaco/Aveiro/Porto
Coimbra, cidade dos estudantes! Com uma das mais antigas universidades da Europa, esta cidade foi o principal centro de cultura e conhecimento de Portugal nos últimos sete séculos. Uma visita à antiga Universidade (ainda em funcionamento) dará uma perspectiva geral do sistema de ensino em Portugal assim como uma ideia da forte influência da comunidade judaica teve no sistema educativo Português naquela época. A cidade é visitada facilmente em pouco mais de duas horas, pelo que sugerimos paragem para almoço no Hotel Palácio do Buçaco (a cerca de meia hora de viagem de Coimbra em direcção ao Norte), este será certamente o ponto alto do dia. Este hotel é um exemplo do período romântico em Portugal, um edifício situado no meio de uma floresta, rodeado de árvores e jardins de espécies únicas. Fica situado dentro da Mata do Buçaco. Após o almoço e um passeio pelos jardins do Hotel, seguiremos que vá até Aveiro e faça uma breve visita pela cidade, se o tempo assim ajudar, faça a visita de barco, atravessando a cidade pelos inúmeros canais de agua que a atravessam. Aveiro é também conhecida por ser a Veneza de Portugal. Ao final do dia parta para o Porto. Alojamento no Porto.


Dia -5  Porto
Este dia será passado na capital do norte de Portugal, Porto, cujo centro histórico é considerado World Heritage by UNESCO. Sugerimos que deixe o carro estacionado e que siga num tour panorâmico pela cidade. Depois faça uma caminhada pelo bairro Judeu da cidade descobrindo os segredos do passado desta comunidade Judaica. A visita estará completa somente após a visita à Sinagoga do Porto, cujo passeio até lá nos levara em direcção da Ribeira, zona portuária. Este é o bairro mais característico da cidade, aonde as antigas casas com as suas estreitas fachadas nos recordam os pescadores, marinheiros e comerciantes que durante séculos viveram nesta zona ribeirinha. As casas ainda mantêm as cores do passado. O final da tarde poderá ser passado descontraidamente nas caves Taylor para uma visita das espectaculares caves do vinho do Porto e provar um vinho do Porto Kosher, único no Mundo. Alojamento no Porto.
 Dia -6  Guimarâes/Braga/Ponte de Lima/Viana Castelo
Durante o dia de hoje terá a oportunidade de conhecer algumas das mais interessantes cidades do Norte de Portugal sendo que nenhuma de estas cidades estejam directamente relacionadas com a presença Judaica em Portugal. Mas será com certeza uma viagem pela Historia na nação Portuguesa. A primeira paragem sugerimos que seja na cidade de Guimarães, berço de Portugal, de onde o primeiro rei de Portugal partiu, em direcção ao Sul, em luta contra os Mouros. A parte antiga da cidade ainda se mantêm intacta e poderá apreciar edifícios com mais de 500 anos. De Guimarães, continue até Braga, a capital religiosa do pais, com a mais antiga Sé Catedral no país e com a incrível presença da arquitectura barroca no Santuário do Bom Jesus do Monte. A tarde irá avançando à medida que nos aproximamos de Ponte de Lima, nas margens do rio Lima, onde uma pequena ponte romana e a pequena praça junto a ela, são ainda o centro de actividade desta vila. Por fim, e já ao final da tarde, iremos chegar até Viana do Castelo, um dos mais importantes Portos portugueses do passado. O Santuário de Santa Luzia, no topo de uma colina, é também um local obrigatório de visita pela sua espectacular vista sobre o Atlântico e sobre a cidade. Siga viagem para o Porto, onde já irá chegar ao inicio da noite. Alojamento no Porto.
 Dia -7  Vila Real/Douro/Viseu
Saia pela manhã em direcção a Vila Real, e visite um dos mais belos Palácios de estilo Barroco de Portugal, A Casa Mateus, cujo nome esta imortalizado pelo nome de um dos mais famosos vinhos Portugueses: Mateus Rose. Pode visitar o palácio, os seus jardins e fazer ainda uma prova de vinhos nas caves do Palácio. Continue a viagem em direcção à cidade da Régua, cidade que era o ponto de partida do vinho do Porto em direcção às caves na cidade do Porto. Era trazido das quintas ao longo do rio, e aqui embarcava nos barcos “rabelos” rio abaixo para a cidade. O dia continua com viagem para Sul. Não podemos perder a visita a Viseu com a sua catedral e magnifico bairro medieval. Visto que pela hora de almoço estará a chegar a Viseu, aconselhamos que prove a famosa “alheira” (servida em qualquer restaurante local) – típica salsicha portuguesa, feita de carne de aves e que foi inventada pelos judeus na época de inquisição – numa época em que a carne de porco era um dos alimentos que mais se comia, e da qual provinham os enchidos que se punham nos fumeiros das casas. Esta era única maneira que as tropas cristãs tinham, de verificar se quem vivia nas casas era católico ou Judeu, pois o judeu não come carne de porco. Os judeus faziam estes enchidos com carne de aves e punham nos fumeiros, tal como faziam os cristãos com os enchidos de porco – os soldados acreditavam que eram de suíno e desse modo pensavam que eram casas e famílias cristãs. Alojamento em Viseu.
(Os Amigos de Sousa Mendes podem também aproveitar para conhecer a Casa do Passal, e a história do Justo entre as Nações em Aristides de Sousa Mendes em Cabanas de Viriato, Carregal do Sal)
 Dia -8  Guarda/Belmonte
Saia pela manhã a caminho de Belmonte e pare pelo caminho na cidade situada a mais altitude de Portugal: a Guarda, com a sua catedral gótica e o muito bem preservado bairro judeu. Desde sempre localizado no interior da cidade amuralhada, ainda hoje aí existe o antigo bairro judeu. Encontra-se muito perto da Porta D’el-rei. A comunidade judaica da Guarda foi durante longos períodos uma das mais importantes do país e é considerada uma das mais antigas. Está comprovado que remonta ao século XIII com o aforamento, por parte de D. Dinis, de casas da freguesia de S. Vicente a famílias judaicas, tendo sido numa delas instalada a sinagoga. Esta era a judiaria nova, prolongamento de uma mais antiga, a velha, mencionada no foral de 1199. Em fins do século XIV aí residiam cerca de 200 pessoas e, cerca de 50 anos depois, o número de habitantes de credo judaico já rondaria entre os 600 e os 850. A dinâmica comunidade judaica da Guarda oferecia toda uma série de serviços à população: alfaiates, sapateiros, curtidores, ferreiros, tecelões, gibiteiros, tosadores, físicos, cirurgiões, ourives, carpinteiros e esmaltadores, como o indicia a arquitectura das casas, com dois pisos – o térreo destinado ao comércio e o 1º piso à habitação, e a existência de duas portas, uma larga para o negócio, outra estreita para a família. A judiaria tinha o seu início junto à Porta D’el-rei e estendia-se até ao adro da igreja de S. Vicente, limitada pela muralha e pela Rua Direita que dava acesso àquela Porta. Em 1465 este acesso foi fechado devido aos protestos dos cristãos. Daqui parta para Belmonte, local mais Judaico de Portugal e caso calhe no dia antes do Sabbath permitirá que assista e participe neste dia tão especial em conjunto com a comunidade mais activa de Portugal. Depois de séculos de organização judaica em segredo é nos anos vinte do século XX que Samuel Schwarz anuncia a existência de uma comunidade no interior de Portugal, junto à Serra da Estrela: Belmonte, a vila natal do descobridor do Brasil em 1500, Pedro Álvares Cabral. Findas as perseguições da Inquisição e terminados os processos de integração católica que diluíram a totalidade das muitas comunidades existentes, veio a descobrir-se que nesta vila estavam vivas as tradições, a organização e a estrutura religiosa dos últimos judeus secretos de Portugal. Belmonte é, no limiar do século XXI, a última comunidade peninsular de origem Cripto-Judaica a sobreviver enquanto tal. São cerca de 200 pessoas, quase 10% dos habitantes da vila. A origem remota desta comunidade está comprovada, pelo menos desde o século XIII (1297) e subsiste ainda hoje com unidade, possuindo sinagoga, rabino e cemitério próprio. Tem igualmente uma direcção comunitária. A comunidade de Belmonte cumpre hoje os principais ritos religiosos, alguns dos quais haviam desaparecido da memória colectiva belmontense. Outros foram secularmente cumpridos, embora por vezes fortemente deturpados. É necessário entender que esta comunidade se tornou secreta durante séculos e não manteve qualquer tipo de contacto com o judaísmo exterior. Alojamento em Belmonte.
 Dia -9  Belmonte/Sortelha
Pode simplesmente desfrutar do silêncio das montanhas que rodeiam esta localidade, as mesmas que há centenas de anos inspiraram os Judeus que decidiram instalar-se nesta região. Belmonte é de facto um dos melhores locais de Portugal para se perceber os segredos e mistérios da comunidade Judaica que aqui viveu secretamente durante séculos. Esta pequena comunidade Judaica é mais activa do centro de Portugal e ainda conserva nos dias de hoje as tradições que lhes permitiu praticarem a sua religião em segredo. Aconselhamos também uma visita à pequena e charmosa cidade de Sortelha, a apenas uns minutos de Belmonte aonde ainda se preserva as características do antigo e esquecido Portugal. Não parta de Belmonte sem antes visitar o Museu dos Descobrimentos e o seu centro interpretativo, assim como o Museu do Azeite. Alojamento em Belmonte.
 Dia -10  Castelo de Vide/Marvão/Évora
Após dois dias mais calmos na região de Belmonte será altura de continuar a explorar um pouco mais a região do Alentejo. Deixando Belmonte para trás iremos até Castelo de Vide, cidade localizada no topo da montanha de São Mamede, ainda preserva a antiga Judiaria e uma das mais antigas e mais importantes Sinagogas de Portugal. A partir do século XIV os judeus começam a fixar-se aqui. Castelo de Vide tem um segundo maior conjunto de portas góticas do mundo, a seguir à cidade marroquina de Fez. Com a presença deste povo, Castelo de Vide ganhou contornos de vila urbana, por oposição às zonas mais rurais. Os judeus tinham profissões eminentemente urbanas, como sapateiro e ferreiro. A judiaria cresce em direcção ao Castelo. Ruas estreitas que guardam segredos de um povo que teve de esconder as suas crenças para fugir aos autos de fé da inquisição. Cruzes que camuflam símbolos judaicos, vasos de flor que dão frescura às ruas empedradas e rostos onde cada ruga parece revelar uma história, dão vida ao bairro judaico. «Castelo de Vide é um santuário para os judeus» Na descida desde o Castelo pela Rua das Fontes, deparamo-nos com a Fonte da Vila, monumento emblemático de Castelo de Vide que encerra em si, muitas das vivências judaicas. Antes de terminar a descida acentuada, uma paragem para visitar a sinagoga. «Acredita-se que aqui foi uma sinagoga. Hoje é um espaça museológico. Fechamos a porta da Sinagoga e Retomamos a descida da Rua da Fonte. Ouve-se correr a água, trazendo alguma frescura ao dia. A partir de 1498 o culto deixou de se fazer no tabernáculo de costas. Nesta data a comunidade judaica mundial decidiu que o culto ia passar a fazer-se num espaço aberto debaixo de uma cúpula suportada por seis colunas, na chegada à Fonte da Vila, monumento emblemático com as características que se acaba de descrever: uma cúpula suportada por seis colunas. Mas já não eram judeus, eram cristão-novo e para disfarçar utilizaram o elemento fonte, água, para dissimular este novo espaço de culto. No cimo há uma tulipa suportada por duas crianças. A caldeirinha do cimo, estava sempre cheia de água. Diz-se ainda hoje que tem de se encher a caldeirinha para que a tulipa nunca murche». Com esta metáfora de tempos pretéritos, os judeus tentaram transmitir a sua cultura às gerações futuras. Hoje em Castelo de Vide, o judaísmo é alvo de estudo e um atractivo turístico, um dos motores da economia local. A apenas alguns minutos de Castelo de Vide irá encontrar a imponente Vila de Marvão que no passado defenderam a fronteira Portuguesa dos invasores espanhóis. Durante a tarde parta para Évora, a mais importante e monumental cidade do Alentejo, considerada Património Mundial pela UNESCO. Évora é a oportunidade perfeita para compreender alguma da influência moura na vida diária desta região. Para além disso a Capela dos Ossos, a Praça do Giraldo, o Templo Romano e a Universidade são apenas alguns dos locais que poderá visitar na cidade. Não se esqueça de experimentar algumas das especialidades da gastronomia Alentejana. Alojamento em Evora.
 Dia -11  Evora/Lisboa
Aproveite para relaxar pela manhã na cidade de Evora ou simplesmente parta para Lisboa. Sugerimos resto dia livre para as ultimas compras. Alojamento em Lisboa.
e http://amigosdesousamendes.blogspot.pt/ 

quarta-feira, junho 28, 2023

Vamos passando pela Casa do Passal

Enquanto prosseguem as obras de reabilitação do interior e de transformação da Casa do Passal, este Monumento Nacional continua a receber visitas e a recordar o legado de Aristides de Sousa Mendes. 



Um grupo do projeto Erasmus+, constituído por professores do Agrupamento de Escolas de Tábua, da Turquia e de Itália, fizeram um roteiro cultural pela região, onde incluíram a residência do Cônsul Aristides de Sousa Mendes.

Contactar com as terras da Beira e aflorar os seus recursos foram os objetivos da visita que contemplou a Casa do Passal, em Cabanas de Viriato, face ao exemplo de Aristides de Sousa Mendes e o gesto humanitário perpetrado no ato do Cônsul português em Bordéus.

Após a explanação sobre a ação de Aristides de Sousa Mendes, os visitantes ficaram ainda mais curiosos e, pela certa com vontade de regressar, para visitarem o futuro Museu dedicado ao Cônsul, cujas obras de recuperação decorrem a bom ritmo.

28 junho 2023 https://www.cm-carregal.pt/pages/821?news_id=2633

segunda-feira, maio 07, 2018

Eventos - Dias da Memória

Data:     Quarta-feira, 2-Maio-2018
Local      Cinema São Jorge - Sala 3
Filme   Under the Sky/Debaixo do Céu do Realizador / Director: Nicholas Oulman
Produção / Production: UKBAR FILMES

Data:   Segunda feira, 14 de Maio 2018 
Local:  RTP2 - programa Visita Guiada de Paula Moura Pinheiro 
Visita guiada ao o Museu de Vilar Formoso Fronteira da Paz Memorial aos Refugiados da II Guerra 
com a historiadora Margarida Ramalho. 
Como muita gente ainda não foi porque é longe, ficam com um cheirinho e podem aproveitar os dias bons que aí vêm para irem até lá….

Data:   15-16 Maio 2018
Local  na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da
Universidade NOVA de Lisboa.
Jornadas Abertas sobre a shoá e outros genocídios e crimes de massa
Organização:  Instituto de História Contemporânea (IHC – NOVA FCSH) e o Mémorial de la Shoah (Musée et Centre de Documentation, Paris), com o apoio da Memoshoá – Associação Memória e Ensino do Holocausto e do Instituto de Relações Internacionais (IPRI-NOVA),
Para mais informações consulte o nosso site www.memoshoa.pt

Data:  19-22 Julho 2018
Local:  Casa do Passal, Cabanas de Viriato
Os Dias da Memória, comemorando o aniversário dos gémeos Cesar e Aristides, temo como objetivo chamar a população a partilhar com os investigadores as suas histórias e memórias de uma das figuras mais marcantes do século XX. Ao longo de dois dias, de 21 e 22 de Julho, a FASM irá abrir as portas da Casa do Passal para registar fotografias, documentos, objetos, ou testemunhos que qualquer pessoa queiram partilhar e que serão registados em vídeo, áudio ou imagem.
Organização:  FASM Fundação Aristides de Sousa Mendes

quarta-feira, setembro 07, 2011

Programa museológico em preparação


ARISTIDES DE SOUSA MENDES

Programa museológico para a Casa do Passal em preparação

por LusaHoje
Programa museológico para a Casa do Passal em preparação
O museólogo José Picas do Vale está a preparar o programa museológico preliminar para a Casa do Passal, em Cabanas de Viriato, Carregal do Sal, onde o cônsul Aristides de Sousa Mendes viveu e recebeu refugiados.
"Este é um ponto de partida essencial, porque tem de ficar bem definida qual a designação e a vocação do museu, quais os públicos a que vai dedicar-se e a mensagem que vai apresentar", explicou à agência Lusa Mariana Abrantes, que foi nomeada presidente do conselho de administração da Fundação Aristides de Sousa Mendes em outubro de 2010.
Segundo Mariana Abrantes, José Picas do Vale, "um museólogo com bastante experiência em museus de história", deverá nas próximas semanas apresentar alguns dados sobre o seu estudo.
Apesar da polémica relacionada com alterações nos órgãos sociais da fundação, Mariana Abrantes considera urgente tratar do futuro da Casa do Passal, fazendo "uma cobertura e proteção dos vãos" - para evitar que a degradação aumente com mais um inverno - e avançando com o programa museológico.
Segundo a economista, este programa servirá de base aos planos arquitetónicos e financeiros de recuperação da Casa do Passal e para conseguir financiamento, seja através do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), seja de mecenas.
"A fundação neste momento não tem fundos suficientes, mas o projeto é elegível para o QREN e haverá mecenas nacionais e internacionais disponíveis. Aliás, sempre houve, o que não tem havido é uma proposta credível para lhes apresentar", frisou
Fonte:
Fohttp://www.dn.pt/inicio/artes/interior.aspx?content_id=1980141