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terça-feira, janeiro 05, 2016

SMF lança campanha de angariação de fundos

Mariana's PhotoComo foi noticiado no jornal Público,  a Sousa Mendes Foundation atingiu o objectivo de angariação de fundos de  USD 25.000  destinado a recolher testemunhos das famílias salvas por Aristides de Sousa Mendes.  Querem também ouvir famílias portugueses que ajudaram refugiados

Muito obrigada a todos os que contribuíram para esta campanha de reconhecimento de Aristides de Sousa Mendes. A campanha continua e quem ainda quiser contribuir pode ir para o Crowdrise 
 www.crowdrise.com/visastofreedom/fundraiser/marianaabrantes

Sousa Mendes Foudation grava depoimentos de sobreviventes do Holocausto  31/12/2015 - 17:28
Querem ouvir famílias portugueses que ajudaram refugiados

A Sousa Mendes Foundation, com sede nos Estados Unidos, lançou uma iniciativa para gravar os depoimentos de sobreviventes do Holocausto que escaparam com vistos emitidos pelo diplomata português.

A fundação já gravou 13 entrevistas e três delas estão disponíveis numa página onde se faz angariação de fundos para continuar o projecto. Cada depoimento custa entre 700 a 1.500 dólares para gravar e editar (cerca de entre 640 e 1.400 euros).

"Temos planos de gravar mais 50 ou 60 entrevistas nos Estados Unidos, América do Sul, Europa e Israel. Além dos refugiados do Holocausto, queremos incluir trabalhadores e cidadãos portugueses que prestaram abrigo as famílias judias no seu caminho para a liberdade", explicou a fundação em nota enviada à Lusa.

A angariação de fundos, disponível no site crowdrise, já alcançou o objectivo de reunir 25 mil dólares (perto de 23 mil euros). Quem contribuir com mais de 250 dólares (cerca de 230 euros), fica habilitado a uma viagem entre os EUA e a Europa.

A Fundação Shoah fez um trabalho semelhante de recolha vídeo, mas deixou de o fazer há alguns anos e, segundo os responsáveis da Sousa Mendes Foundation, "a história dos refugiados que escaparam através de Portugal é uma que está mal contada na sua colecção de entrevistas."

A nota sublinha ainda que estes sobreviventes estão com 80 e 90 anos por isso o tempo para captar as suas histórias escasseia.

"Esta é uma história importante e dramática, e uma história que não é muito conhecida. Cabe à Fundação capturar estar memórias antes que seja tarde de mais, explica.

Nos vídeos já disponíveis é possível conhecer, por exemplo, a história de Eileen Berets, de 85 anos, que recorda a sua fuga da Bélgica, dormindo com a família nas bermas das estradas, e o que sentiu ao ver a Estátua da Liberdade pela primeira vez; ou descobrir o percurso de John Tetzeli, de 82 anos, originário da Checoslováquia, que conta como a sua família foi perseguida pelas actividades antinazi.

Todos os vídeos ficarão disponíveis na internet e integrar materiais educacionais que a fundação distribui em escolas e outras instituições.
olocausto

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